terça-feira, 6 de setembro de 2005

Mais momentos

Leitor anônimo comenta:
Olá! Ninos,
o blog atualizado está ótimo.
Mas que tal o momento Nara Leão, Simone e outros como a Marrom?
Comentário do blog: se você acompanhar o blog verá que sempre que posso insiro letras e poesias dos mais diversos autores. Mas Chico tem um momenmto especial, por eu ser seu fã nº 0. Este é um dos objetivo do blog, incluídos no perfil no cabeçalho: divulgar qualquer manifestação cultural e principalmente Chico Buarque. Mas não deixarei de inserir pérolas de outros autores, nem mesmo das três que você indicou, que na verdade são grandes intérpretes e pouco ou quase nada produziram de composições. A baiana Simone Bittencourt Oliveira tem interpretações fenomenais que eu adoro e que não consigo imaginar outra pessoa interpretando. O exemplo insiro abaixo, considerada uma das 20 músicas preferidas dos fãs de Simone em seu site, pro meu amigo leitor anônimo:
Pequenino Cão

(Caio Sílvio e Fausto Nilo)


É a qualidade das paixões de quem procura

ser maltratando maltratando a criatura
Adormeceu em minha mão, como um menino
Sol sem destino, um pequenino cão.
Se a vida abraça a redenção das amarguras
Você não faça a eternidade na tortura
Entorpecendo o coração a gente espanta
O passarinho por pavor ou medo.
Eu sei que o certo sem sabor é a tua loucura
Eu sei que a cor do teu amor é muito escura
E sem poder te dar a luz, meu coração, eu durmo cedo
E só te peço amor: não me abandone mais.
Quando desperto e vejo na porta da frente
Uma saída, minha vida, noutra vida diferente
E sem poder te dar à luz, meu coração, eu durmo cedo
E só te peço amor: não me abandone mais

Um mapa, uma vida

Uma noite
Num pedaço de papel
Em todo o mundo
As vezes escuridão
Parece claro
Parece imenso
Solidão e frio
Luz néon vazio
As vezes perdido
As vezes me acho só
A luz apagou
Tudo morre por aqui
De um sonho acordo
Num mapa me acho
Na vida, uma vida
Que vida há num sonho?
Que mapa se acha a vida?
Que sonho se anda em mapa?
Vivo sonhando
Por um mapa vivendo
Por um sonho “mapeado”.
Comentário do blog: Claudio Roberto é um cara interessante, que tem um blog cheio de contos e poesias. Tropeceri no blog dele e encontrei o poema que incluí neste post. Quem quiser conhecer outros textos do car entre no blog O ladrão de palavras

Camisinha anti-estupro

Passeando na blogosfera, encontrei um blog interessante que debate questões sexuais de forma aberta, inclusive com consultas on-line. De lá tirei esta notícia que vem da África do Sul:

KLEINMOND, África do Sul (Reuters) - Uma inventora sul-africana apresentou na quarta-feira uma camisinha feminina antiestupro, que se gruda ao pênis do agressor. A invenção tem o objetivo de reduzir uma das maiores taxas de estupros do mundo.
"Ninguém nunca fez nada para ajudar as mulheres, para que elas não sejam estupradas, e achei que já estava mais que na hora", disse Sonette Ehlers (foto), 57, sobre o "rapex" (algo como "estuprex"), um dispositivo parecido com um absorvente interno (ou "tampax") que já causa polêmica no país. (...)
(...) Mas o "rapex" causou preocupação entre ativistas antiestupro, que temem que ele faça aumentar a violência contra as mulheres. "Se a vítima estiver usando um dispositivo como esse, o agressor pode ficar ainda mais furioso, o que pode causar mais danos", disse Sam Waterhouse, da entidade Rape Crisis. Outras pessoas acusaram a camisinha de ser um método medieval e bárbaro - adjetivos que, para Ehlers, deveriam ser usados para o estupro.
Para ler a notícia completa e outras informações, acesse o blog Sexo Para Terráqueos.

Momento Chico


Quando o carnaval chegar

Quem me vê sempre parado,
distante
Garante que eu não sei
sambar
Tou me guardando
pra quando o carnaval
chegar
Eu tô só vendo, sabendo,
sentindo,
escutando E não posso
falar
Tou me guardando
pra quando o carnaval
chegar
Eu vejo as pernas de louça
da moça que passa e não posso
pegar
Tou me guardando
pra quando o carnaval
chegar
Há quanto tempo desejo seu
beijo
Molhado de
maracujá
Tou me guardando
pra quando o carnaval
chegar
E quem me ofende, humilhando,
pisando, pensando
Que eu vou
aturar
Tou me guardando
pra quando o carnaval
chegar
E quem me vê apanhando da vida
duvida
que eu vá
revidar
Tou me guardando
pra quando o carnaval
chegar
Eu vejo a barra do dia surgindo,
pedindo pra gente
cantar
Tou me guardando
pra quando o carnaval
chegar
Eu tenho tanta alegria, adiada,
abafada,
quem dera
gritar
Tou me guardando
pra quando o carnaval
chegar

Chico Buarque/1972
Para o filme Quando o carnaval chegar de Cacá Diegues
Comentário do Blog: há quanto tempo eu não postava Chico? Que pecado. O Momento Chico é obrigatório neste blog, inda mais quando Chico nos lembra metaforicamente que o carnaval há de chegar, nesta bela canção feita para o filme em que ele, Nara (foto), Bethânia e Caetano, são dirigidos por Cacá Diegues. Mas o carnaval de certa forma chegou, né Chico. Sambamos muito, mas agora vivemos uma quarta-feira de muita cinza. Até quando? Até quando o carnaval chegar...

Dossiê PT – estórias que não gostaria de contar

Capítulo III – A “pré-história” do PT em Santarém (parte 1)

No primeiro capítulo eu já havia falado um pouco sobre o que eu chamo “pré-história” do PT em Santarém. O trabalho da igreja católica e a missão dos freis Pastana e Peloso, que fizeram a tal “opção pelos pobres”, lema da Teologia da Libertação. (Leia AQUI o capítulo anterior)

Mas o movimento inicial carecia de uma estratégia militar, que somente um treinado comunista preparado para implantar um movimento guerrilheiro poderia arquitetar. A primeira equipe da Fase (Federação dos Órgãos de Assistência Social e Educacional), a ONG que começou a assessorar aquele grupo de trabalhadores rurais liderados por dois franciscanos, não tinha esse elemento e por isso a primeira investida para tomar o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santarém (STR), foi frustrada. Isso ocorreu em 1977, e somente dois anos depois eles voltariam à carga, agora com um projeto mais bem acabado.

Foi quando a Fase enviou a segunda equipe, chefiada pelo intelectual pernambucano Antonio Vieira, misto de déspota e poeta. Um artista da palavra, das imagens. Um militar, nas ações. Posso afirmar categoricamente que SE VIEIRA NÃO TIVESSE VINDO A SANTARÉM, A HISTÓRIA DO MOVIMENTO SINDICAL E DO PT SERIA OUTRA! E desafio qualquer ex-companheiro (que possa estar lendo estas linhas com ódio de minhas revelações) a me provar o contrário!

A perspicácia e o poder de persuasão de Vieira beiravam a loucura. Perfeccionista ao máximo, detestava falhas e humilhava qualquer um que não atendesse suas ordens. Mas, descaradamente, no momento seguinte, com a candura de um menino, abrandava a voz e seduzia seu interlocutor, fazendo-o entender o porquê errou. Vi muitos companheiros suarem frio ao terem que relatar alguma tarefa para Vieira, com medo do esporro que viria. Eu mesmo tive uma experiência traumática com ele, que vou relatar em outro episódio.

Mas enfim, Vieira acreditava piamente que era preciso criar um novo foco revolucionário na Amazônia (inclusive armado) e em Santarém. Daí a necessidade de ocupar todos os espaços no movimento sindical e popular. Começaria-se pelo campo, onde já havia um foco de resistência. Criou-se então a tal “Corrente Sindical Lavradores Unidos”, com um cabedal de instrumentos de ideologização: cartilhas, cartazes, folderes e hinos, tudo produzido pela mente fértil do próprio Vieira.

Até hoje soa em minha cabeça o hino da Corrente Sindical, uma letra magnífica e uma música arrebatadora que enebriava a todos (qualquer dia desse divulgo a letra). Me lembra muito a cena do filme “Laranja Mecânica”, de Stanley Kubrick, em que o jovem Alex é torturado com música de Beethoven para deixar a delinqüência juvenil e torna-se a tal “laranja”. Nós, éramos forjados para a luta em nome de um ideal. A letra enfatizava que a terra “é sangue, que nos dá força para vencer” e coisas do gênero. Toda uma simbologia que foi sendo assimilada primeiro pelos líderes, depois por “lugares-tenentes”, de tal forma que a lavagem cerebral ganhava corpo...

Mas voltando à pré-história... Vieira, depois que sentiu o grupo da “Corrente Sindical” estruturado, trouxe uma discussão para o grupo que aqueles lavradores não conseguiam entender, inicialmente. Ele teria dito que era necessário juntar as forças do campo e da cidade se todos quisessem realmente um mundo de libertação. A “Corrente” deixava de ser apenas um grupo de lavradores para se tornar o quartel-general de um movimento maior.

Surge então Pedro Peloso. O irmão de frei Ranulfo, que já tinha ajudado em algumas tarefas durante a campanha de conquista do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Era um jovem audacioso, perspicaz e com uma grande capacidade de disciplina. Mostrou para Vieira maior desenvoltura que Ranulfo e Pastana, que como todo religioso, tinham certos bloqueios que a ideologia cristã lhes impunha. Vieira ficou impressionado, principalmente porque Pedro era mais pragmático e não levava desaforo pra casa. Talvez tenha visto nele uma espécie de clone seu, mais jovem. E foi assim que Pedro passou a ser a ponte do movimento rural com o embrião de uma organização mais urbana: ele foi entronizado na “Corrente Sindical” com status de “comandante”, passando a ser uma espécie de segunda pessoa de Vieira.

Mas isso não bastava. Era preciso formar novos grupos na cidade que fossem formadores de opinião, para disseminar a idéia nas periferias. Vieira acreditava que a tomada do poder nunca se daria com o movimento rural, afinal já havia a frustração das ligas camponesas, de Chico Julião, no nordeste. Pedro e Ranulfo foram incumbidos de formar um núcleo de formação de jovens de classe média, que seriam atraídos para uma proposta de “teatro engajado”. E aí que eu entro.

Mas o texto já está muito grande e o sono me impede de continuar. Em breve lanço a conclusão deste capítulo.

Livre para voar


A seqüência de fotos é um momento singelo e mágico captado pelas lentes de Édson Queiroz, provavelmente em sua casa.

Retrata a paciência de flagrar um pássaro se aproximando do homem de forma fugaz e sumindo tão rápido quanto apareceu.

Lindo.

Poesias (Paulo Leminski)

I
Confira
tudo que
respira
conspira

II
Tudo é vago
e muito vário
meu destino não tem siso,
o que eu quero não tem preço
ter um preço é necessário,
e nada disso é preciso

III
Cinco bares,
dez conhaques
atravesso são paulo
dormindo dentro de um táxi

IV
isso de querer
ser exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além

V
O pauloleminski
é um cachorro louco
que deve ser morto
a pau a pedra
a fogo a pique
senão é bem capaz
o filhodaputa
de fazer chover
em nosso piquenique

VI
Chora de manso e no íntimo... procura.
Curtir sem queixa
o mal que te crucia.
O mundo é sem piedade e até riria
Da tua inconsolável amargura.
Só a dor enobrece e é grande e é pura
Aprende a amá-la que a amarás um dia.
Então ela será tua alegria,
E será, ela só, tua aventura...
A vida é vã como a sombra que passa...
Sofre sereno e de alma sobranceira
Se um grito sequer, tua desgraça
Encerra em ti tua tristeza inteira
E pede humildemente a Deus que a faça
Tua e constante companheira.
Comentário do blog: se vivo fosse, Paulo Leminski (foto), esse grande poeta paranaense, um dos líderes do movimento da poesia marginal dos anos 70, estaria com 61 anos, completados há 12 dias atrás. Ele morreu em 79, e nos deixou um legado de poesias como essa, uma de suas últimas, mostrando o marginal poeta que ele sempre foi. A primeira estrofe é profética. Leminski é um dos meus preferidos.

Capa do Diário do Tapajós - 06.09.2005

O Diário do Tapajós, suplemento regional do Diário do Pará, circula nesta terça-feira com essa capa.
"Rabiem livoris acerbi nulla potest placare quies". [Claudiano]

"Nenhuma paz pode aplacar a fúria da inveja violenta".

Dupla de Jotas

O velho Juvêncio, invadindo meu blog de novo...
Ninos,
Que surpresa ver o Lula em seu blog. Amores antigos, como só uma mulher perceberia, comentando Fagner.
Bom saber que você vagueia nos blogs, desvelando máscaras, o poema em cima da hora. Lindo. Mais uma vez obrigado pelo carinho. Quem sabe a gente não monta uma dupla e sai por aí? Que tal Prosa e Verso? Jotão e Jotinha? Marajó e Tapajós?
Prá concluir, estou postando aqui, no Cristóvam, porque foi uma alegria revê-lo fazendo às vezes de José Midlin Lafer. Esse caboco aí é uma das melhores cabeças do estado, realizador, criativo, e, nem precisava, um sedutor. Da próxima vez que for a Santarém vou levar um coifo de carangueijos vivos prá ele.
Pisa aí no dossiê
tá muito legal de lê
é bom a gente sabê
e nos vai agradecê.
passa o tempo e não se vê
o que foi acontecê
como esse sonho, o petê.
Comentário do blog: Eu escrevi no blog do Parente que "de Jota em Jota, estamos reescrevendo o Jornalismo". Jota de Ninos, de Parente, de Juvêncio de Jeso. Jota de Juventude e de Justiça. Tudo isso nas ondas do blog, longe das amarras dos outros mass media. E Juvêncio blogueia aqui e ali, levando no bico sementes a serem plantadas em outros "sítios", enquanto eu poeto, poeto, poeto.
Ei, eu também quero carangueijo, cara!

segunda-feira, 5 de setembro de 2005

Manhãs de Setembro


Fui eu que se fechou no muro e guardou lá fora
Fui eu que num esforço se guardou na indiferença.
Fui eu que em numa tarde se fez tarde de tristeza
Fui eu que conseguiu ficar e ir embora.
E fui esquecida
Fui eu
Fui eu que em noites frias se sentia bem
E na solidão sem ter ninguém fui eu
Fui eu que em primavera só não viu as florese o sol
Nas manhãs de setembro.
Eu quero sair
Eu quero falar
Eu quero ensinar o vizinho a cantar
Eu quero sair
Eu quero falar
Eu quero ensinar o vizinho a cantar
Nas manhãs de setembro
Nas manhãs de setembro
Nas manhãs de setembro
Nas Manhãs...
Ouvi Pedrinho falando desta música em seu Planeta, com Vanusa (foto) e resolvi postar a letra, acreditando que ele tocaria. Mas fico aguardando...
Lembrei meus tempos de romantismo meio brega da adolescência, principalmente quando Vanusa cantava muito o Antonio Marcos, um cara que tinha umas letras muito bonitas, mas nunca foi muito compreendido pela crítica musical, e morreu sem ser reconhecido como grande compositor.
Além das músicas, ele nos deixou a bela filha Paloma Duarte...

Planeta em blog

A blogosfera, em breve, terá um novo e brilhante integrante.
Trata-se do meu amigo Pedro Fernando que nos encanta e nos embala às noites de segunda-feira com o melhor da música brasileira e internacional em seu Planeta Música pela 94 FM, que anuncia a criação de um blog para interagir com os internautas.
Eu, que juntamente com Tato Gomes, diagramador do Diário do Tapajós, ficamos sintonizados todas as segundas-feiras neste Planeta, de certeza estaremos ligados, também, no blog, enquanto fechamos mais uma edição do Diário.
Ave, Pedrinho!

Comentando Dossiê

Recebo e registro comentário da empresária Vânia Maia:

Caro Ninos,
Quero te parabenizar pelo blog. Está muito bom. Agora sim, atualizado diariamente, fica gostoso de ler.
Mas quero te parabenizar mesmo é pelo "Dossiê PT", um marco para a história política santarena. Quando você mostra as entranhas do PT e sua verdadeira trajetória, está dando oportunidade para a atual e futuras gerações saberem como se construiu o outrora combativo partido dos trabalhadores na região.
Espero que o meu amigo e sempre atento Cristóvam Sena consiga reunir e um dia publicar esses e outros registros da política santarena.
Tem sido gostoso ler os comentários do Juvêncio, pessoa que aprendi admirar pelo seu profissionalismo, educação e competência. Foi legal também perceber que o Juvêncio tem forte ligação com Santarém e que as duas campanhas que ele veio fazer na cidade, serviram para deixar amizades e respeito entre as pessoas que conviveram com ele, ou que estiveram, como foi o teu caso, em "trincheiras" opostas.
Sucesso!
Vânia Maia.
Comentário do blog: obrigado à Vânia. Assim como o comentário dela, tenho recebido outros incentivos idênticos e como sempre gostei de política, não pretendo ficar só na história do PT. Essa eu conheço de perto, porque fui integrante, mas como repórter convivi nos bastidores políticos, e como marqueteiro, também presenciei muitas histórias. Não sei se terei fôlego para tanto.

domingo, 4 de setembro de 2005

Dossiê PT – estórias que não gostaria de contar

Capítulo II – Decifra-me ou te devoro (parte 2)

Na última parte de meu “Dossiê PT” falava dos bastidores da primeira eleição para a escolha do primeiro Diretório Municipal do partido. (Leia AQUI o capítulo anterior)

Enquanto o padre Edilberto Sena, assessorado de perto por seu então pupilo Dinaldo Pedroso (que anos mais tarde viria a ser meu cunhado), filiava pessoas em todos os bairros, a “Corrente” se reunia para discutir se valia a pena entrar no PT. Recebeu convite para entrar no partido, mas pediu “um tempo”. Enquanto isso, Edilberto filiava...

Quando a “Corrente” finalmente decidiu entrar no PT, definiu que poria todo o seu peso espalhando milhares de fichas de filiação no planalto, na várzea, no Tapajós e no Arapiuns. Disse “sim” aos “edilbertistas”, mas com uma condição: “Nós vamos dirigir o partido”.

Mário Feitosa, sindicalista ligado aos tecelões reagiu de pronto: não era justo que os correntistas quisessem assumir o partido, depois de todo o esforço que seu pessoal já havia feito. Edilberto e seus pupilos rejeitaram a proposta. A “Corrente” não abriu mão de ter seu maior líder, Geraldo Pastana, à frente do PT. Do outro lado, Mário Feitosa era o candidato do grupo de Edilberto. Sem acordo, decidiram disputar no voto.

No dia da eleição, cada qual usou dos meios que tinha para levar seus filiados. Estava instalado um clima de guerra, mas os “correntistas” tinham um poderio bem maior. Em pouco tempo já haviam conseguido maior número de filiados. O trabalho das delegacias sindicais foi intenso. Mas havia um problema: a estrutura para bancar a vinda de tanta gente do interior para participar da Convenção Municipal. Do outro lado, praticamente 100% dos filiados dos Feitosa e dos Sena era de trabalhadores da cidade.

Mesmo assim, a “Corrente” usou de todo os recursos que pôde dispor. Provavelmente, com grande suporte financeiro da Fase (Federação dos Órgãos de Assistência Social e Educacional, mentora dos “correntistas”). O resultado foi um plenário da Câmara Municipal (onde hoje é a Semed) lotado. As duas facções em pé-de-guerra. Difícil saber quem ganharia.

Mas aconteceu a catástrofe (para os “correntistas”): o barco que vinha com uns 25 filiados da região do Tapajós, comandados pelo frei Ranulfo Peloso, pregou no meio do caminho. A convenção terminava às cinco da tarde. Não fui testemunha disso, mas pelo que me contaram, os “companheiros” corriam da sala para a cozinha e viam o tempo se esgotar... Não havia uma precisão, mas tudo indicava que os votos não seriam suficientes.

E não foram: pela diferença de apenas 6 votos (!), Edilberto Sena & cia. impuseram a primeira derrota à arrogância “correntista”. A festa foi grande e Mário Feitosa tornou-se o primeiro presidente do Diretório Municipal do PT. Dos 21 cargos do Diretório, a turma de Edilberto ficou com a esmagadora maioria: 15, sobrando as seis restantes para a “Corrente”.

Arrasados, os companheiros foram para uma grande avaliação (da qual não participei), mas só ouvia rumores de que Antonio Vieira, o grande guru do movimento jogava toda a culpa em Ranulfo Peloso, dizendo que ele teria sido displicente ao fretar um barco com o mínimo de antecedência. Os filiados do Tapajós só chegaram no outro dia após a votação... A vitória da “Corrente” se acabou no meio do rio...

Mas o poder de recuperação da “Corrente” era muito grande. Passado o desânimo, veio a estratégia da retomada. Decidiu-se fazer do PT a grande ferramenta de luta e atazanar os dirigente do partido. Criaria-se um “PT paralelo”, após a fundação de diversos núcleos de base. Seria o chamado “internúcleos” (de que falarei em breve).

Como já disse no primeiro capítulo, o primeiro núcleo de base do PT em Santarém foi o da Interventoria, que tinha como coordenador o professor Orlando Gamboa (hoje, assessor da Semed para o Planalto). Junto a ele, pessoas como a valorosa Teca (Tereza Corrêa, irmã do jornalista Miltinho) e “seu” Teles, um pedreiro que ajudou a construir as bases do partido naquele bairro.

O nascimento da resistência da “Corrente” na Interventoria tinha um sentido simbólico: o bairro, que até hoje não tem esse nome como oficial, sempre foi um centro de lideranças cristãs e de militantes contra qualquer tipo de opressão (o nome Interventoria é justamente uma alusão à época em que Santarém teve interventor). Mas a intervenção “correntista” no processo de construção do PT em Santarém, traria bons frutos e ao mesmo tempo recrudesceria uma visão torpe baseada no stalinismo de Vieira, que contaminou todo o movimento popular de Santarém.

Eu estava lá, na fundação do primeiro núcleo, mas como cheguei ali? No próximo capítulo volto um pouco no tempo, mostrando o que considero a “pré-história” do PT em Santarém.

A cara do Juvêncio

Remexendo meus arquivos fotográficos, encontrei e resolvi postar uma foto de Juvêncio Arruda, de 2004 (tava com a cara do Lula, hein Juve?), o publicitário que atuou em duas campanhas políticas em Santarém. Numa delas eu o enfrentei (Lira Maia x Bené - 2000), na outra ele assumiu minha equipe e meu potencial cliente (Alexandre Von, antes de eu virar Escrivão Judicial).
Juvêncio redescobriu Santarém através do blog do Jeso e não parou de postar comentários e até fazer polêmicas. Depois invadiu outros blogs da região e tem se mostrando um gentleman do texto.
Foi através da blogosfera que exorcizamos qualquer resquício de mal-estar existente no final da campanha de 2000. Afinal, além de profissionais da comunicação, somos poetas, e nossa alma é fértil para o sentimento que qualquer razão desconhece.
Em meu blog sua participação ainda é tímida, mas não posso deixar de registrá-la quando acontece, ainda que seja com atraso (por um lapso meu).

Ninos, meu caro.
Achei que por aqui era o canal pra matar um desejo.
Sei que tua alma de poeta entenderá e tua carcaça de ex-marketeiro vai rir com a compreensão dos generosos.
Há um ano, nesta data, pelas sete da manhã liguei prá ele. Sabia-o acordado há tempos. Mandei um abraço e voltei ao trabalho.
Ótimo cliente, raciocínio rápido, participativo, delegativo, supervisionativo (existe isso?) e muitos outros adjetivos.
Naquele dia mandei um abraço.Hoje mando outro.
Parabéns Lira Maia. (01/09)
Comentário do blog: concordo com Juvêncio em alguns adjetivos ao Lira Maia, embora tenha me decepcionado com ele, como político e homem público já no segundo mandato. Até hoje tenho uma relação pessoal muito boa com Lira Maia e grande parte dos que participaram de seu governo. Eu e ele nunca tivemos afinidades ideológicas, mas sempre exisitiu um respeito mútuo entre ambos. Entretanto, creio que ele ficou devendo a Santarém, e por isso tem rejeição de determinados setores. Mas pela minha experiência, acredito que isso não o impedirá de se eleger deputado federal nas próximas eleições (sem o meu voto, é claro). Não sei se será bom pra Santarém, mas para ele certamente será.

Nas graças de Cristóvam

Nosso "memorialista" maior, Cristóvam Sena, participa do blog e dá força para que continuemos o trabalho:
Caro amigo Ninos,

Gostei da tua "revolta", principalmente porque é um blog diferente do do Jeso. Os dois se completam.

Abraços,
Cristovam Sena
Comentário do blog: encontrei Cristóvam numa fila de banco e ele disse que está guardando os textos sobre a história do PT que estou publicando aqui no blog, para quem sabe um dia editá-los. Ainda estou devendo a ele os originais do meu primeiro livro, que seria uma coletânea de artigos escritos na imprensa + poesias. Já marquei duas datas, mas diversos afazeres me impediram de cumprir a promessa. Espero poder cumpri-la até o final do ano (Jeso e outros devem estar rindo de mais uma promessa pública minha. Acho que minha relação com políticos me deixou com um vício feio, de prometer e não cumprir...)

Comentando Fágner

Mirika, a mais assídua freqüentadora de blogs de Santarém, ainda acredita neste blogueiro e visita nosso espaço para comentar o último post:

Parabéns, pela "refundação" do blog, pensei até que seria "revitalização" ou seja restituir à vida, dar mais vigor...vê se não paras tanto tempo tá?
Não sei se sabes, mas sou apaixonadíssima pelo Fagner, tenho lembranças maravilhosas da minha vida com suas músicas. Estou adorando também essas tuas histórias do PT, só espero que não seja apenas como essa música do Fagner que diz: " ...não é coisa de momento, raiva passageira. Mania que dá e passa feito brincadeira, o amor (no teu caso PT) deixa marcas, que não dá pra apagar..."
Beijocas
Miriam Bemerguy
Comentário do blog: não creio que eu corra risco de uma "recaída" pelo PT. A traição foi muito grande. Levei "chifre" nos meus ideais. E fui traído não por um "Ricardão", e sim por um "Robertão"...

quinta-feira, 1 de setembro de 2005

O Frenesi de Fagner

A felicidade corre sem parar
Bela é uma cidade velha
Na velocidade a tarde leva o teu olhar
Longe descansar na estrela
E um corpo passa por mim
Água do rio na areia
Adormecendo assim
Esta pedra em mim
E meu leito clareia
Fosse paixão frenesi
Doce ilusão moça bela
A solidão mora aqui
E a cidade é sem fim
Qual a tua janela
Tudo igualTal e qual
Fosse paixão.
"FRENESI" (Fausto Nilo-Petrúcio Maia-Ferreirinha)
Disco: ''BELEZA''
Comentário do blog: de repente meu deu saudade de Fágner, cuja coleção tenho toda em vinil (são mais de 300 bolachões, a maioria MPB, que guardo em minha casa). Frenesi é uma dessas músicas que marcaram minha vida, pois quando vivi na Europa entre 1988 e 1991, resolvi me arriscar numa empreitada maluca: saí da Grécia na minha volta ao Brasil, mas acabei aceitando o convite de um amigo alemão de passar por Frankfurt, para 'ganhar uns trocados" como garçon. Acabei lavando pratos num restaurante grego, cujo cozinheiro era um turco chamado Hussein!!! Voltava triste para casa, pois não era o que eu queria, e Fágnerm me fazia companhia, enquanto eu mirava do outro lado da rua o campus da Universidade Goethe. Era um Frenesi...
(Quem sabe o Nélson Mota ou o Pedrinho da 94, desencavam qualquer dia desses essa pérola do arigó...)

Como comentar?

Um amigo que não é muito acostumado com esse lance de internet, me liga e diz que acessou meu blog, quis comentar, mas não sabia como. Aí vai uma instrução básica: na pagina, cada nota é chamada de "post" e é indicada, em inglês, por quem foi postada (posted by...)
No desenho abaixo, um fragmento do meu blog e o link circundado onde está escrito "comments". Ali é só clicar com o mouse, abre-se uma nova janela e você pode comentar:
O comentário é livre e me reservo o direito de publicá-lo na página principal ou não. Também posso excluí-lo da caixa de comentários se for ofensivo ou grosseiro. Mas sei que os leitores do meu blog têm classe...
Ah! tem mais: ao lado do link de comentários há outro ícone em forma de envelope. Ao clicar lá, abre-se uma página para que você possa enviar aquela informação a quem você quiser.
Já o pequeno ícone em forma de lápis só pode ser usado pelo dono do blog, para editar a matéria postada.
Outra dica importante: se você está navegando na Internet e leu todos os posts, você pode deixar a janela do meu blog aberta e sempre que quiser ver se já foi atualizada, bas ta maximizar a janela e aperta a tecla F5, que a página será imediatamente atualizada. No meu caso, aviso que faço as atualizações geralmente à noite, assim, durante o dia dificilmente será necessária a utilização desse recurso.
Aguardo sua participação, nesse momento de "refundação" do blog...

Novo leitor


O radialista Theo Neves acessou o blog e divulgou na 94 FM a informação sobre o São Raimundo e ainda deixou seu recado:

Olá meu amigo!
Li sua informação no meu programa, e já divulguei seu blog, inclusive quero te parabenizar, tá muito bom!
Theo Neves

Dossiê PT – estórias que não gostaria de contar

Capítulo II - Decifra-me ou te devoro (parte 1) (Leia AQUI o capítulo anterior)
O PT é um partido enigmático. Nascido das organizações sindicais urbanas e rurais e com forte apoio da Teologia da Libertação, solidificou uma base estrutural baseada numa ação cristã mesclada a um sindicalismo aguerrido. Intelectuais escreveram as bases teóricas do partido dentro dessa visão maniqueísta e vários grupos minoritários, remanescentes de movimentos políticos da década de 1960, após ser dado o golpe militar, participaram de suas bases para dar o “tempero” do que seria a dialética das tendências. Começava assim o processo autofágico do PT em todo o Brasil.

No Pará, estado dominado por elites conservadoras inspiradas no alacidismo e no jarbismo, a década de 1980 era profícua para uma terceira via, que tinha em Jader Barbalho sua maior liderança. O PT em Belém era um simulacro de organização partidária e acabou “invadido” por pessoas que eram tidas como oportunistas, a ponto de haver uma intervenção federal do Diretório Nacional! E grande parte dos expurgados, acabou migrando para o PMDB, como o deputado Bira Barbosa (que recentemente trocou o PMDB pelo PSDB).

Mas em Santarém a unidade do grupo representado pela tendência “Corrente”, tinha tudo para evitar os erros de Belém. A organização sindical era decantada em todo o Brasil como exemplar e aqui não haviam grupelhos da esquerda mais radical, muito embora o discurso “correntista” fosse sectário. Entretanto, a arrogância, que foi a grande marca desse grupo (do qual fiz parte), acabou pregando uma peça nos clãs Pastana, Peloso e Ganzer.

Eu não participei diretamente da primeira eleição do diretório municipal, em junho de 1981, no antigo prédio da Câmara Municipal (hoje, Semed) quando duas chapas disputaram os votos dos convencionais, mas ouvi nos bastidores a história do confronto. De um lado a ‘Corrente” e do outro um grupo sem muita tradição de embate sindical, mas com um baixinho atrevido que até hoje constrói e destrói estruturas: padre Edilberto Sena.

Edilberto, apesar de ser considerado da ala esquerda da igreja, não comungava (literalmente) das idéias de outros padres que deram sustentáculo à “Corrente”. Seguiu um caminho solo e reuniu alguns seminaristas diocesanos que trabalhavam na gráfica Tiagão e viviam no Tiaguinho (uma espécie de república de seminaristas nos fundos da Diocese) em seu redor. Apostou na nova proposta partidária e começou a filiar simpatizantes. Convenceu dois irmãos, que surgiam como lideranças no bairro de Aparecida e Carananzal: Mário e Gonçalo Feitosa. O primeiro era presidente do extinto Sindicato dos Tecelões e o segundo era do Sindicato dos Gráficos, na condição de gerente da gráfica Tiagão.

Assim estava formado o primeiro embate no Partidos dos Trabalhadores em Santarém: de um lado uma facção com forte inclinação para o campo, tendo a estrutura do poderoso Sindicato dos Trabalhadores Rurais e do outro um grupo concentrado na cidade e com forte influência na área de atuação do padre Edilberto Sena (até hoje): Laguinho (Salé), Liberdade e Mapiri.
Como essa história vai longe e o texto pode ficar cansativo, deixo para publicar a outra parte noutra ocasião.
"Quae amentia est, poenas a se infelicitatis exigere et mala sua manu augere". (Sêneca)
"Que loucura é punir-se por sua má sorte e com a própria mão aumentar os seus males".

São Raimundo não viaja a MT

Quando havíamos acabado de fechar no início da noite a edição do Diário do Tapajós, que circula nesta terça-feira, perdemos o furo do dia e que o blog dá em primeira mão: a equipe do São Raimundo perdeu o vôo que levaria os jogadores à Belém, para em seguida pegarem outro avião até Cuiabá e de lá seguirem, pela estrada em direção a Rondonópolis para sua última partida na primeira fase da 3ª Divisão contra o Vila Aurora.
Segundo Bena Santana, nosso repórter, Celso Lima (CDP), que apoiou a equipe para conseguir essa viagem, trabalhou a noite toda para tentar conseguir outro vôo e embarcar a equipe de madrugada! Se a equipe não conseguir viajar e não se explicar à CBF, corre o risco de sofrer uma severa punição, com expulsão do Campeonato Brasileiro!
Seria o triste fim de um sonho que já se revelou um pesadelo, e que os cartolas, no alto de sua desorganização, não aprenderam com a lição que o São Francisco já havia dado: entrar numa competição nacional sem estrutura é certeza de catástrofe. Depois virão as dívidas, a venda do patrimônio, o fim caótico do futebol santareno.
Torçamos para que a equipe pelo menos possa viajar, mas mesmo que consiga, o rendimento dos jogadores já estará comprometido. O Pantera precisa de uma vitória a qualquer custo para seguir em frente no campeonato. Sou Pantera, mas, sinceramente, acho que o melhor agora seria perder para o Vila Aurora e cair na real, antes que o barco vire um grande Titanic!

Capa do Diário do Tapajós em 02.09.2005

Correção

Recebi informação de um leitor atento, com relação ao post anterior, que a Semplan - Secretaria Municipal de Planejamento (leia-se Everaldo Martins), já se alojou no início da semana no prédio cor de rosa de dois andares, na Mendonça Furtado próximo á Barjonas de Miranda.

O despertar de Maria?

Fontes seguras da Prefeitura de Santarém dão conta de que a prefeita Maria do Carmo deu um "chega pra lá" em Everaldo Martins, seu primeiro-irmão, há poucos dias.
A briga teria sido muito feia, segundo a fonte, e Maria teria até mesmo cogitado demitir o manda-chuva de sua administração, por causa de sua constante intromissão em todos os assuntos da Prefeitura e a centralização do poder do Governo em suas mãos.
Mas no final, prevaleceu o bom senso de Lito Martins, o terceiro na sucessão. Deu uma de bombeiro e apaziguou a briga. Espera-se que Maria realmente ponha ordem na casa e evite que Everaldo seja um novo José Dirceu.
Por falar nisso, Everaldo Martins e Socorro Pena, têm sido vistos com freqüência num bonito prédio da Mendonça Furtado, próximo à Barjonas. Lá deverá funcionar o bunker de Everaldo, que quer mais espaço para sua Secretaria de Planejamento.

Dossiê só amanhã e nova seção no sábado

O segundo capítulo do dossiê PT só será divulgado amanhã. Resolvi acrescentar fotos de meu arquivo pessoal, mas a conexão negou fogo.
E no sábado nova seção no blog: Pérolas da Comunicação, um perfil dos profissionais da imprensa local. Aguardo colaborações

Sossega, coração! Não desesperes!


Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.

Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.
Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperança a de existir somente!

Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!

Sossega, coração, contudo!
Dorme!O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solente pausa
Antes que tudo em tudo se transforme.

Fernando Pessoa, 2-8-1933.

Para descontrair

Na internet rola de tudo sobre a crise nacional. Este "classificado" é uma orgia de humor...

quarta-feira, 31 de agosto de 2005

Estado do Tapajós

O site da Câmara Federal registrou ontem, que entre os projetos mais lembrados no disque-câmara, serviço de atendimento à população, está o do plebiscito do Estado do Tapajós.
Quem informa é Edinaldo Mota Júnior, filho do companheiro radialista e defensor público Edinaldo Mota. Kibamota, como é conhecido no meio da galera jovem enviou a informação ao blog e pediu que todo mundo continue usando o seviço de pressão:
Aumentam consultas ao Disque-Câmara

O sistema de atendimento à população Disque-Câmara 0800 recebeu 56.241 ligações telefônicas no período compreendido entre janeiro e agosto deste ano. Esse serviço vem permitindo a participação do cidadão junto ao trabalho realizado pelos parlamentares que, desta forma, recebem uma importante colaboração com vistas ao melhor funcionamento do Legislativo, por intermédio do oferecimento de sugestões, propostas e mesmo das reclamações. Um dos temas mais procurados pela população foi o PL 6.064/02 que veda a cobrança de taxa de assinatura básica do serviço telefônico. O estado de Minas Gerais lidera o número de ligações para o Disque-Câmara. Outro serviço disponibilizado pelo atendimento é o e-mail, que já contabilizou 9.963 mensagens eletrônicas recebidas.
Além da reação à cobrança da taxa telefônica, os cidadãos que utilizaram o 0800, demonstraram maior interesse pelo projeto de lei sobre o plano de cargos e salários do Poder Judiciário, PL \r\n5.314/01; nas PECs sobre segurança pública, PEC 151/95; e na unificação das polícias militar e civil, PEC 613/98 também foi um tema de interesse popular. Em 2001, o projeto mais procurado foi o da correção da tabela de Imposto de Renda, PL \r\n4.177/01; a PEC sobre imunidade parlamentar, PEC 610/98 e o PDC sobre o plebiscito para criação do estado de Tapajós, PDC 731/00.
Magis consiliarius est, quam auxiliarius. (Plauto)

"É mais fácil aconselhar que ajudar"

Comentando Dossiê PT

O engenheiro florestal e assessor parlamentar do deputado Mário Cardoso (PT), na Assembléia Legislativa, Jorge Parente (irmão do companheiro jornalista Jota Parente, que nos lê em Itaituba), participa do blog comentando o post anterior e junto com ele, Jeso Carneiro:
Ninos,
Primeiro: os Pelosos de Santarém, são da AS - Articulação Socialista.
Se quiseres eu faço alguns comentários sobre a fundação do PT e em particular da tomada do Sindicato pelo grupo dos Pastana, Pelosos e Ganzer. Até porque essa história passou boa parte dentro da minha casa, que servia como especie de hospedagem para os "companheiros" da FASE.
Jorge Parente
Jorge Parente tem muitas e muitas histórias para contar sobre o embrião do PT em Santarém. Me contou várias quando morei em Belém por mais de quatro anos.
Aliás, é bom que se frise: a alma socialista de Mário Jorge tem DNA vermelho com estrela branca.
Vem do Cipoal esse seu espírito revolucionário e sonhador.
Jeso Carneiro
Comentário do Blog: Obrigado pela informação Jorge e éclaro que você pode e deve apresentar suas contribuições. Aliás, não quero montar esta história (ou estória) sozinho. Qualquer pessoa que acesar o blog pode contribuir com qualquer informação sobre a formação do PT em Santarém. E o Jeso tem razão sobre o Jorge. Aliás, um dos maiores líderes do PT, no início de sua formação, também foi do Cipoal e... pasmem é irmão do ex-prefeito Lira Maia!! Em breve conto algumas histórias do Chico Lira, velho companheiro de guerra...

Dossiê PT - estórias que não gostaria de contar

Capítulo I - SER OU NÃO SER PT?
1981. Setembro. bairro da Interventoria. Começa oficialmente minha relação de paixão e ódio com o PT. Mais paixão do que ódio.
Naquele dia, participei da fundação do primeiro núcleo de base do PT - partido dos Trabalhadores. Eu, como muitos garotos de classe média, detestava política. Por isso, era difícil entender como estava ali numa reunião em um bairro de periferia presenciando um momento histórico para tanta gente humilde que apostava numa nova "ferramenta" de luta, como chamávamos o partido. Nem havia me filiado, mas estava alí com uma missão: mobilizar as bases para um dia chegarmos ao PODER!
2005. Quase setembro. O PT chegou ao poder, mas tudo parece um pesadelo. Aqui estou eu no meu blog iniciando uma jornada que pode ser considerada por alguns petistas históricos (e histéricos) como a "Apologia à delação". Não há prêmio para que eu exponha algumas dessas histórias. Não há "delação" do meu ponto de vista. Chamo de catarse, pois sinto que um sonho me foi roubado. "Tu já nem és militante do partido e até trabalhaste com o PFL", diria algum patrulheiro ideológico (e idiota) petista. Meia-verdade. Para mim ser PT nunca foi uma condição sine qua non do militante. Ser PT era um estado de espírito, antes de ser socialista, comunista ou simplesmente democrata. Ser PT, para mim, é cerrar os olhos e voltar ao tempo naquela reunião na Interventoria. Nunca houve em mim uma dúvida hamletiana sobre isso, até o momento que Roberto Jefferson começou a regurgitar um PT que não era meu.
O PT que eu ajudei a fundar, afundou...
Daí a necessidade de contar algumas das histórias que vivi de perto, mesmo que eu seja execrado pelos ex-companheiros. Fica a pergunta: peco eu por revelar essas histórias ou pecam os "companheiros" por não revelar as podridões que agora surgem em cadeia nacional? Que se explodam! Não terei meu PT de volta. Aliás, já não considero DESTE PT. Sou ainda o filiado 0988590, mantenho minha carteirinha nacional do PT, mas agora ela me parece mais um esqueleto no armário, ou melhor, na carteira. E é só. Meu compromisso é com a história que vi de perto, momentos bons ou ruins de um Dossiê que eu preferia não contar...
Para finalizar este primeiro capítulo, um resumo da pré-história do PT santareno:
Em meados da década de 70, a ala progressista da igreja católica iniciou peregrinações para conscientizar o povo oprimido das da área rural de Santarém. Dois freis franciscanos destacam-se nesta missão: Geraldo Pastana (o atual prefeito de Belterra) e Ranulfo Peloso (atualmente em São Paulo, trabalhando como assessor do PT).
O movimento toma corpo e um povo sedento de justiça segue os passos dos dois religiosos. A idéia e tomar a direção do Sindicato dos Trabahadores Rurais de Santarém, que há pouco havia sido fundado, mas era comandado por "pelegos". A situação das estradas e a carência de investimentos na produção rural, faz com que aquela gente acredite que Pastana e Peloso são os salvadores. tentam uma eleição, perdem, e descobrem que somente a fé e as palavras bonitas não bastam. É preciso uma organização mais estruturada para iniciar a jornada. Surgem os técnicos da FASE (Federação dos Órgãos de Assistência Social e Educacional), uma das maiores ONG´s sócio-educacionais do Brasil. A frente da ONG um intelectual pernambucano comunista, Antonio Vieira, de tendência stalinista (ou seja inspirada no ditador soviético Stalin), começa a dar as cartas e em menos de 10 anos forma um potente exército em torno de um símbolo eterno da luta sindical do norte do Brasil: a "Corrente Sindical Lavradores Unidos".
A "Corrente" passa a ser mais que um simples grupo de trabalhadores rurais organizados, para se tornar uma temida organização que começa a estender seus tentáculos em todos o movimento sindical e popular de Santarém e do Pará. Os freis Pastana e Peloso recrutam irmãos e companheiros e mantém com pulso forte as rédes desse movimento, até que em 1981, resolvem entrar no recém-criado Partido dos Trabalhadores. Com eles, uma outra família, vinda da Linha Gaúcha, representando os trabalhadores que foram jogados pelo Incra na Transamazônica: os Ganzer. Está formada a tríade que dominará e será por muitos anos, o esteio de um movimento que ainda hoje luta para manter o partido no PODER.
A antiga "Corrente", que hoje se chama "PT Pra Valer" já rachou. Os Ganzer e os Pastana ainda estão junto, mas os Peloso formaram outro grupo, a DS - Democracia Socialista (que alguém me corrija este nome, se souber). Mas ambos fazem parte da tendência maior, o famigerado CAMPO MAJORITÁRIO, responsável pelas mazelas petistas na era pós-Jefferson.
Ser ou não ser PT? Eis a questão.
No próximo capítulo: Como começou o processo de autofagia no PT Santarém...

Juvêncio responde

O publicitário Juvêncio Arruda, comentou a nota postada ontem AQUI:
Acordei muito bem disposto nessa bela manhã de agosto. Roteiro de sempre. Põe a água prá esquentar, prepara o café, liga o computador.
Primeiro as colunas de Belém, as do Globo, Noblat, Jorge Moreno, Teresa Cruvinel, Ancelmo Góes, Jabor, Merval Pereira e et alli. Giro de uns trinta minutos. Aí tomo o rumo de Santarém, Jeso, você, Paulo Emanuel e agora o Jota Parente, mais prá cima uns (acho) 300 km.
Hoje uma graaande surpresa, "o boêmio voltou novamente". Mais do que na hora, a Núbia já estava se aborrecendo...
Causos de um passado mais saudoso que distante. E sem mágoas. Claro que fiquei p. da vida com a peça do marketeiro. Mas, hoje, penso que a raiva foi mais por ter visto o quanto eu era feio do que pela peça em si...rs.
Sobre 2004, saí daí quase deprimido, esmagado por uma máquina enorme e bem azeitada da campanha da Maria (palmas prá ela). Pensei (e cheguei a anunciar para os mais chegados) em escrever um livro. Seria "Liras da Política - os bastidores de uma campanha e uma declaração de amor por uma cidade". Prá contar tudinho..rs De novo fui esmagado, pelo cotidiano. Mas as histórias tão todas na cabeça. Uma eu já contei. É só provocar que eu conto outras. Vai ser divertido.
Sabe Grego, eu faço uma grande diferença entre o público e o notório. Até posso admitir que, em publico, se tenha um certo comedimento. Mas, em alguma instância as estórias devem aparecer. Doa a quem doer (ih! essa frase últimamente anda nas bocas). Afinal, político não sente dor. Sem pressa, temos tempo. Pode mandar seus comentários, o debate é sempre bem vindo. E nessa área do mkt político debates são altamente educativos, desmistificadores.
Bem, tá na hora. Tô viajando pro interior, morreu o pai de um cliente meu. Aproveito a viagem -para saber das últimas de Brasília, da política. Vou (e volto amanhã) de carona com o deputado Nilson Pinto, o 4590, prá mim o melhor parlamentar e político deste (ainda) Pará. Torço muito para vê-lo governador..
Muito obrigado pelas palavras carinhosas sobre a campanha de 2000. Mas em política o melhor é quem ganha!
Até a volta, abraços, Juvêncio.
Comentário do blog: Juvêncio me surpreende a cada dia. Cunhou uma frase que tem tudo a ver comigo e meus projetos: "esmagado pelo cotidiano". Parece que temos muito em comum. Quanto às campanhas, participei de três em Santarém: uma como candidato pelo ex-PT e duas como (argh!) marketeiro, do PFL. Toda a experiência vivida nos bastidores daria realmente um livro, mas não vou nem prometer porque até agora, tudo que prometi colocar em livro (inclusive uma simples coletânea de artigos já publicados) não cumpri 9Jeso que o diga...). Tenho sido muito "esmagado pelo cotidiano" (copyright by Juvêncio). Em próximos posts falo das duas campanhas, até porque isso tem a ver com a promessa de revelar o "Dossiê PT", que anunciei. Daqui há pouco posto o primeiro capítulo.

terça-feira, 30 de agosto de 2005

Capa do Diário do Tapajós - 30.08.2005

Juvêncio

Conheci Juvêncio, ou melhor, não conheci Juvêncio na campanha de 2000. Apenas nos esbarramos. Olhares fumegantes de adversários. Mal comparado, éramos Nizan e Duda ao tucupi.
Juvêncio numa luta inglória, tentando tirar leite de pedra na campanha de Benedito (e conseguiu)! Eu, mais confortável, com um candidato que provou ter um carisma maior do que vicissitudes: Lira Maia.
Creio hoje que Juvêncio foi mais vencedor que eu. Num último arroubo de marketeiro, tentei atacar não a imagem do marketado e sim do próprio marketeiro! Juvêncio não gostou, mas naquele momento era uma forma de devolver-lhe os "sacos de maldades" que me ofertou.
Achei que guardava mágoas, até que nos encontramos em campo neutro, virtual. O Blog do Jeso. Um texto poético de estréia, me excitou a reverenciá-lo. Pronto. Estavam desatados os nós.
Juvêncio visitou meu "parado" blog, e deixou suas impressões, que preferi destacar separadamente das outras, por motivos óbvios:
Caro Jota, desculpe a demora, mas receba um abraço. Aliás vários. Pelo blog, pela poesia da Ana, pelo gesto a mim endereçado.
Senti a sua falta na campanha passada, logo fiquei sabendo que estava em Ananindeua, grande escrivão e cousa e lousa. Quase não lhe reconheci no novo (ê texto ruim!) visual. Só de cavanhaque, casquete (é assim que chamam aí no Oeste essa cobertura que você usa na foto?)muitos anos mais jovem.
Bem, alguém já disse que os tempos não passam na Grécia... Foi um grande prazer trabalhar com a "sua" equipe em 2004. Aprendi muito com eles, Jorge Judeu, a princesa Célia, o trabalhador e animado Zé Neto, o Paulo Mocorongo - grande voz - os jingueiros... show aquela galera.
Mas, como você se autointitula, estou quase abandonando o mkt político. Só fiz a última campanha, acredite, para ter a oportunidade de passar uns tempos aí, no (argh!) Estado do Tapajós, este paraíso.
Desde 2002 estou voltado quase inteiramente à pesquisa qualitativa, depois de uma formação no IUPERJ do Rio de Janeiro. Considero um trabalho mais de acordo com a minha idade, mais "nobre", menos estressante, nenhuma interferência, alto custo-benefício.
Mas foi um prazer conhecer e trabalhar com o Lira e o Von. Depois de tudo que aconteceu em 2000, você precisava ver a maneira como fui tratado por ele, D. Lúcia, José Maria Lima e tantos outros. Nem merecia... e nem precisava, afinal era mais um job.
Não esquecerei...mas acho que não voltarei a fazer campanhas, só pesquisas, ou visitas a passeio, a modo de matar as saudades. Quem sabe numa dessas a gente se encontra e vai comer uma galinha a cabidela lá no João da Mata?
Precisando do Juvencio aqui, na capital do Estado do Pará, é só
chamar.juvencioarruda@yahoo.com.br

Saudoso abraço, muita saúde... e poesia neles!

Juvêncio Arruda - publicitário


Voilá, Grego. Já estou babando...rs. (sobre minha intenção de revelar o Dossiê PT)
Abraço, Juvêncio
PS: Apesar de morar na frente da banca do Alvino, onde parece que vendem a edição do Diário com o Oeste dentro..rs, cabe a pergunta: porque não colocá-la no site, como faz o argh!...Liberal?
Juvêncio Arruda - publicitário
Comentário do blog: O Diário do Tapajós não mostrou todo o potencial que dele se pretende extrair. Como todo bom projeto, é preciso passar por "correções de rumo" até se estabilizar. O encarte até o momento está sendo publicado apenas no interior do Estado. Em breve circulará na capital, ou pelo menos será vendido separadamente para a colônia santarena. Quanto ao link, precisamos ajustar nosso tempo de remessa via internet, para que ele possa ser incluído no site. Em breve isso será realidade. Até lá, o blog será o único meio de acesso de algumas das informações do tablóide. Quanto ao Dossiê PT, fica para amnhã. Os capítulos já estão prontos, mas já estou dormindo em cima dos teclados, depois de fechar uma edição de 08 páginas e postar os textos que postei. Pra quem tava inativo há um mês, foi um grande avanço. E quanto às impressões da campanha de 2004, tenho algumas considerações que postarei em breve, com a esperança de que o Juve debata comigo.

Crise não inspira Chico Buarque

SÃO PAULO (24/08/2005) – “Voltei a compor letras, mas não pretendo criar um samba para o mensalão”, brincou o músico e escritor Chico Buarque de Holanda durante o prêmio Zaffari & Bourbon de literatura, em Passo Fundo (RS), quando recebeu R$ 100 mil por seu romance Budapeste, de acordo com o jornal “O Estado de S.Paulo”. O prêmio foi entregue na 11ª Jornada Nacional de Literatura.

“O Brasil está com a alma ferida com o que está acontecendo, mas é bom que isso esteja acontecendo”. Segundo o jornal, Chico disse que acompanha diariamente o noticiário, mas ainda não conseguiu formular uma opinião sobre a crise e afirmou concordar com a intelectual Marilena Chauí, que prefere o silêncio por ainda não ter o que dizer.

O músico revela que votou em Lula, está triste com a realidade, e que espera que tudo isso não provoque apenas “alegria raivosa de quem não votou nele”.
Chico contou que compôs cinco músicas antes dos escândalos e pretende continuar criando sem se envolver com a realidade. “Também não posso estar certo de que a situação não vá interferir na minha criação”. Com o dedo mindinho da mão esquerda imobilizado devido a uma contusão no futebol, disse que, por ora, não pode tocar violão.

O retorno à música confirma a alternância que Chico Buarque mantém com a literatura, de acordo com o “Estado”. “Só escrevi Estorvo quando me senti preparado, caso contrário, seria desastroso”, diferente da maioria de suas músicas, compostas na juventude, já que a literatura exige mais reflexão e menos arroubo. “Aprendi que jogar fora escritas mal resolvidas também é escrever; na verdade, eliminar material ruim é sinal de boa escrita”.
Comentário: quem acompanhou me blog e minhas participações em outros blogs nos ultimos meses, ou como entrevistado em programas de TV, sabe como tenho extravasado ódio e revolta pela PaTuscada da gangue do Zé Dirceu. Sempre idolatrei Lula e Chico pela integridade de ambos. Ainda hoje quero crer que Lula não tenha tido uma relação direta com tudo o que aconteceu e ao ver um consternado Chico dar esse depoimento, sinto que estamos no mesmo barco. Tenho dito que o Lula deveria renunciar e tentar salvar sua biografia pedindo desculpas pela cagada petista. Mas ele insiste em se manter impávido no trono. O rei está nu, quem avisa o rei? (enquanto isso, o "príncipe" posa de bom menino... Vai te catar FHC!)

De volta outra vez?

Não há como perdoar o imperdoável
Não há como dissolver o indissolúvel
Mea culpa mea maxima culpa
Ajoelhou tem que rezar...

Retorno ao blog, como prometi, depois de um mês ausente. Cheio de poesia pra dar... Não terei a mesma desenvoltura de Jeso Carneiro, o blog mais informativo destas plagas, mas tentarei interagir na medida do possível com um público fiel aos meus textos (eu e minha família...).

A blogmania corrompeu minha alma, mas não consegui manter até hoje uma regularidade. Atuando em tantas frentes de trabalho e nem sempre tendo um computador para fazer as pesquisas na Net e oferecer novos posts aos amigos e cativos leitores que consegui, desde que iniciei este espaço, em março de 2005, me vejo de vez em quando como um sem-net...

Sempre que posso, passeio na blogosfera, fico por dentro de tudo e me praparo para voltar... mas tropeço em minha fadiga. Prometo pra mim mesmo que "agora vai"... prometo e não cumpro.
Como diria o menestrel de Brasília (Oswaldo Montenegro):

"Toda vez que eu volto, tô partindo,
e num sentido exato é por saudade...
Ah! coração, taí a festa e nós, por aí vai
nossa colorida idade..."

Entre ser escrivão, escritor ou escrevinhador, opto pela última. O jornalismo é apenas um modus operandi de minha mania. O blog, pode ser um modus vivendi do futuro, já que não tenho me dado tão bem na escrita impressa...

Volto a blogar, inicialmente registrando recados que foram postados no blog durante o mês de agosto, mesmo inativo! Alguns de tietagem, outros de impaciência:

Sou de Santarém, era membro do GDA, mas agora moro no Rio de Janeiro.
Votei no Lula, hoje ainda voto, mas gostaria de saber como o meu povo ai esta se posicionando com toda essa bagunça que está o governo Lula, tanto a populaçao em geral como as ongs que apoiaram ou os que ainda apoiam o atual governo.
Sou irmão da Simone, do GDA , sobrinho da Palmira. Acho que você conhece.

Jone MG - 05/08/2005


Pô! Ninos, por favor atualize! Faz dias, hem! falta de tempo? Mas por favor atualize. Grato.
Marlu - 15/08/2005


Parabéns meio que atrasado grande guerreiro!
Tava me pautando no teu blog, e fiquei surpreso, quando vi as fotos da Cleuma Lima. Caramba trabalhei com ela na Tv Tapajós, fiquei super feliz em saber que ela tá bem, e escolheu a comunicação como carreira. Lembro que a Cleuma era louca pelo boi caprichoso, não perdia um festival. Mas é sempre bom saber que pessoas queridas se dão bem fora da terrinha.

José Rodrigues (Zé Gotinha) - TV Guarany - 17/08/2005

Eiiii Ninos, poxa vida... por acaso você e a Wal estão disputando que tem o blog mais atrasado da fase da minha leitura é? Às vezes eu penso até em desistir de acessar os blogs de vocês, mas tudo bem... eu ainda insisto em acreditar que algum dia vocês terão tempo e menos preguição de atualizar o espaço. Agora que é chato acessar e não ver nada de novo, ah isso é? Vamos lá...
Um abraço, ex-chefinho!
Núbia Pereira - 26/08/2005
Isso ja é lenda, né? Eu acessei teu blog e constatei que não existe nada atualizado conforme o prometido. Fala sério!!!
Núbia Pereira - 29/08/2005 19h06min.
Comentário deste humilde blogueiro: obrigado pela paciência. Tô voltando pela terceira vez. Ou melhor, como é moda dizer agora: "TÔ REFUNDANDO" o blog...
Impaciente Núbia, quando disse que voltaria dia 29/08, não disse que seria cedo. Só consegui postar no final da noite. Quase sempre posto à noite, depois de fazer pesquisa nos meus textos, criar minhas poesias, buscar fotos etc. Mas você tem razão. Sou um desleixado e nem tudo que prometo cumpro. De qualquer forma, NÃO ME DEIXEM SÓ!

sexta-feira, 26 de agosto de 2005

MAIS UNS DIAS, MAIS UM MÊS

SEGUNDA-FEIRA, 29 DE AGOSTO, UM MÊS DEPOIS DE MINHA ÚLTIMA POSTAGEM, VOLTO A ATUALIZAR MEU BLOG.

AOS FIÉIS FREQÜENTADORES DO BLOG MAIS INDISCIPLINADO DA NET, UM POUQUINHO MAIS DE PACIÊNCIA...

VEM AÍ A SÉRIE: "DOSSIÊ PT - ESTÓRIAS QUE EU NÃO GOSTARIA DE CONTAR"

E AINDA: PÉROLAS DA COMUNICAÇÃO, UM PERFIL DOS JORNALISTAS E RADIALISTAS QUE FAZEM O RÁDIO A TV E OS JORNAIS DE SANTARÉM

E MUITA POESIA... CHICO PRINCIPALMENTE!