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terça-feira, 19 de junho de 2012

Chico Buarque - 68 anos de poesia


Hoje é o aniversário do meu grande ídolo Francisco Buarque de Hollanda, ou Chico Buarque. Músico, dramaturgo e escritor. Do alto de seus quase oitenta discos, e outra centena de composições das mais lindas da MPB. São 68 anos de poesia em vida. Obrigado, Chico!
Saiba mais sobre Chico Buarque em seu site: http://www.chicobuarque.com.br/
Abaixo minha música preferida de Chico, pouco conhecida do grande público:


sábado, 16 de junho de 2012

Depois de uma maratona jurídica, MPB na veia...

Foram três dias extenuantes de um júri tenso, com depoimentos bombásticos sobre uma lista da morte, e que para muitos significou a virada de mais uma triste página da recente história de Santarém. 

Os 120 lugares do Salão do Júri no Fórum de Santarém foram poucos para tantos acadêmicos de Direito, jornalistas e advogados que vieram assistir grandes ícones da advocacia local num embate para desvendar um grande quebra-cabeças que mexeu com o mundo jurídico há 16 anos: a morte de um jovem advogado, que envolvia outros advogados, jornalistas, empresários, juiz e pistoleiros. Tudo isso em meio a uma campanha eleitoral com interesses partidários e econômicos. No final, os jurados entenderam que não havia provas suficientes para condenar o advogado Walter Dolzanis, e o absolveram.

Há nove anos trabalho organizando sessões do tribunal do júri, em Ananindeua e Santarém, desde que me classifiquei através de concurso público no TJE. Este talvez tenha o sido o mais tenso de todos, por conhecer muitas das pessoas envolvidas, ter convivido com elas, de ambos os lados. Admirava a vítima, Walter Cardoso, assim como conhecia o Raimundo Messias, o "Dinho", que foi condenado como um dos mentores da trama que levou à morte do professor e advogado (coincidentemente, dentro de duas semanas acontecerá um julgamento em Itaituba do empresário acusado de ter matado Dinho há uns nove anos!). E Dolzanis, além de ser casado com uma prima da ex-mulher - o que me proporcionou vários encontros em família anos atrás - teve, antes disso, uma grande relação profissional comigo quando foi o primeiro a patrocinar meu programa de policial na Rádio Rural, nos anos 1980.

Trabalho no Fórum como Analista Judiciário, mas não esqueço minha paixão pelo Jornalismo, que é minha verdadeira vocação e tento conviver com as duas atividades de forma paralela. A mistura destas duas atividades por muitas vezes me causam dissabores, principalmente quando algumas pessoas que atuam na advocacia tentam questionar minha atividade jornalística, como aconteceu neste júri. Mas isso não me incomoda, a polêmica sempre fez parte de minha vida. 

Mas no judiciário não quero fazer da polêmica meu fio condutor. O advogado que tentou me calar durante o julgamento, já é contumaz em atitudes atabalhoadas. Eu sou autorizado pela presidência do TJE, desde o desembargador Milton Nobre, a atuar na cobertura dos eventos do Judiciário e nunca opinei sobre estes eventos. E também faço poesia sobre esta atividade que me fascina, da mesa em que sento no salão do tribunal, como a que me deu o primeiro prêmio do último festival de poesia do município em 2010 (leia AQUI). Afinal, o Judiciário precisa de transparência em seus atos, e não da truculência de outros tempos ditatoriais.

E falando em arte, logo mais vou tomar uma overdose de música com minha nova musa Paula Fernandes (muito bem acompanhado), e me concentrar para outra overdose musical amanhã à noite, no meu programa de rádio Bazar Brasileiro, pela Rádio Rural, onde comemorarei mais um ano de apresentação deste espaço de MPB nas ondas AM, destacando a vida e a obra do meu grande ídolo Chico Buarque de Hollanda.

Nada melhor do que Chico para calar a truculência de quem tem medo da informação...

Foto do dia

Cantora Maria Lídia exibe a medalha padre Bettendorf no peito
(foto Alba Valéria).   Veja quem mais recebeu 
esta comenda, na sexta-feira, 15/06,
abrindo a programação de aniversário da cidade.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Um cantor Nato...

Valeu muito a participação do grande Nato Aguiar, no meu programa Bazar Brasileiro, ontem (27/05). O cantor e compositor piauiense deu um show de interpretação.
Falei sobre isso no meu Facebook, logo após o programa. Veja lá os comentários do pessoal.

sábado, 26 de maio de 2012

Agora sim, Nato Aguiar no Bazar



O cantor e compositor Nato Aguiar (foto acima, de Paulo Sena) será a grande atração deste domingo, 27/05, no programa Bazar Brasileiro, na Rádio Rural de Santarém. Uma das mais belas vozes da Amazônia, Nato Aguiar é um piuiense que adotou Santarém como sua cidade desde o final dos anos 1980.


Professor de Música da UEPA, já foi secretário de Cultura de Itaituba e gravou vários CDs, além participar de shows musicais todas as semanas. Nato Aguiar deveria ter se apresentado há duas semanas, mas problemas de agenda acabaram transferindo sua presença para este domingo no Bazar Brasileiro, apresentado pelo jornalista Jota Ninos. 


Desde já, peça a música que quer ouvir Nato cantar e ofereça a quem você gosta. Entre em contato pelo Facebook, ou pelo e-mail bazarbrasileiro@gmail.com, ou ainda pelos fones (93) 3522-2692 (estúdio) ou (93) 9145-4979.

Você pode escutar o Bazar Brasileiro pela Rádio Rural AM, canal 710 ou pela internet: www.radioruraldesantarem.com.br.

Domingo, 27de maio, Nato Aguiar no Bazar Brasileiro!

sexta-feira, 1 de abril de 2005

Vero

Pro dia da mentira, uma pérola de Maria Rita (exclusiva de quem tem o seu 1º
CD, na foto ao lado, podendo ser baixada pela internet)

O que se vê é vero
o teu sabor eu quero
mas nem só beleza eu vi

Vi cidades degradadas
pessoas desamparadas
nas grades da solidão

Fogo nos campos nas matas
queima de arquivo nas praças
chovia nas ruas do meu coração

O que se vê é vero
o teu sabor eu quero
mas nem só beleza eu vi

Vi cidades turbulentas
chacinas sanguinolentas
pensei que morava nas terras do mal

Choro dos filhos, maldades
fora dos trilhos, cidades
pensei que sonhava e era tudo real

O que se vê é vero
o teu sabor eu quero
e a tua beleza eu vi

Vi uma estrela luzindo
a minha porta bateu
querendo me namorar
lua cheia clareava
imaginei que sonhava e era tudo real

Ninguém mais coça bicho de pé
nem ninguém caça mais arrastapé
vida é assim
é o que é

(de Natan Marques e Murilo Antunes)

Pedaço de mim

Dentro do clima da redivisão, uma pérola do Chico:

Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar

Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais
Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu

Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi

Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Lava os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus

Chico Buarque/1977-1978
Para a peça Ópera do malandro, de Chico Buarque