sexta-feira, 16 de setembro de 2005
quinta-feira, 15 de setembro de 2005
Espacial (Belchior)

Olha para o céu,
tira teu chapéu
pra quem fez a estrela
nova, que nasceu.
Traz o teu sorriso
novo, espacial,
pra quem fez a estrela
artificial.
Eu sei que agora a vida
deixa de ser vã,
pois há mais luz na avenida
e mais um astro na manhã
Quem volta do seu campo,
ao sol poente, vem dizer
que a estrela é diferente
e faz o trigo aparecer.
Olha para céu,
tira teu chapéu
pra quem faz a estrela
nova, que nasceu.
Não é pra São Jorge
nem pra São João,
pois não é outra lua
e não é balão.
Quem mora no Oriente
não vai se incomodar.
Ao ver que no Ocidente
estrela quer passar.
Não há mais abandono
nem reino de ninguém.
Se a terra já tem dono,
céu ainda não tem.
Por isso, vem.
Deixa o cansaço,
apressa o passo
e vem correndo
pro terraço
e abre os braços
para o espaço que houver.
Quem não quiser
deixar a terra, em que vivemos,
pelos astros, aonde iremos,
vai ouvir, ver e contar
tantas estrelas
quantas forem nossas naves,
noutros mares mais suaves,
a voar, voar, voar...
Dossiê, só amanhã...
Solidariedade
Pra descontrair

A charge de Atorres ilustra hoje, a matéria do Diário do Pará, que destaca (como todos os jornais do Brasil) a esperada cassação de Roberto Jefferson:
Ecos de Alter



Pra quem não conhece ou não se lembra, em época de alta estação, no verão amazônico, a água baixa mas a distância entre a vila de Alter do Chão e a Ilha do Amor, tem que ser vencida através de uma travessia com as famosas catraias, que são um dos meios do caboclo borari (natural de Alter do Chão) faturar uns trocados...
...mas este ano, as águas foram ingratas com os catraieiros. Baixaram muito e deixaram um caminho de areia que foi facilmente vencido pela grande maioria dos banhistas, que preferiu fazer uma fila na travessia, sem precisar nadar, do que atravessar nas catraias.

E pra finalizar uma foto dos campeões do Festival dos Botos, que a partir deste ano passa a ser um evento que vai ser desvinculado aos poucos do ritual do Sairé, de histórica tradição. A foto abaixo mostra o boto-homem e a cabocla no ritual da sedução, ponto alto da apresentação do grupo folclórico:

Para saber mais sobre o Sairé, sua tradição e sua história, recomendo a leitura de um texto impecável do jornalista santareno Manuel Dutra, publicado há alguns dias no site do Jeso Carneiro, onde ele diz, entre outras coisas:
"Associado, como folclore, à vila de Alter do Chão, no Tapajós, bem perto de Santarém, muitos imaginamos que o Sairé seja uma coisa dos nossos dias apenas, uma festa engendrada por "caboclos", palavra esta com que todos nós, caboclos ou não, nos depreciamos uns aos outros"
Para ler o texto integral clique AQUI.
terça-feira, 13 de setembro de 2005
Dia down
Pra finalizar para béns para a turma do Boto Cor de Rosa, o grande campeão do Sairé 2005. Mais tarde volto a postar e tenho outras informações. E quem sabe ainda hoje insira mais um capítulo da saga petista. Tem gente com raiva e gente querendo mais...
Imaginação
Naquele ambiente de intensa alegria, um detalhe foi observado pelos jornalistas que faziam a cobertura do evento: o povão, que assistia tudo, vaiava, zombava, indignado com tanta hipocrisia, pois sabia que nenhum dos festeiros que comandavam e participavam daquele “bundalêlê” havia contribuído com absolutamente nada para a superação das imensas dificuldades que o esquadrão mocorongo enfrentara para manter-se na competição, sem-dinheiro, sem-teto, dividindo irmamente o “decomê”.
E, as manchetes dos jornais diziam, no dia seguinte: “O Mundo Cão é assim!”...
Mas, voltemos à realidade: o São Raimundo disputará, domingo próximo, em Manaus, contra o Nacional, um jogo daqueles do “tudo ou nada”. Vamos todos torcer para que o esquadrão “mocorongo” se saia bem. Se isto não acontecer, ao voltar pra casa, sem recepções festivas, os seus dirigentes devem pensar mais e melhor, avaliando se vale a pena continuar participando de aventuras como esta, inclusive o “Parazão”, sem as mínimas condições financeiras e sem apoio do poder público ou de empresas privadas, para tornar-se um time competitivo de verdade.
Pantera tropeça em casa

Jogadores se abraçam após conseguirem o empate contra o Nacional (foto de Jurandir Azevedo)
segunda-feira, 12 de setembro de 2005
Wladnojeira
Do Orkut para o Blogger
Será que dá processo?
Depois da bubuia
sábado, 10 de setembro de 2005
Pátria Minha

Santareno em Manaus
Queria te parabenizar pelo blog e dizer que é o que tava faltando para nós santarenos que moramos aqui na capital amazonense. Adorei as notícias, as fotos, etc.
Sou ex-aluno do Dom Amando e Álvaro Adolfo e graças a Deus conquistei meu espaço também aqui em Manaus, depois de algumas lutas.
Ninos, sinceramente você conseguiu me emocionar com este blog... adorei mesmo... vou conectar sempre aqui.
Estou te enviando uma foto.
Um abraço.
Wendel Figueiredo
Um Bemerguy no blog
Este blog poderá ter em breve seu primeiro colaborador fixo. A promessa é do jornalista e assessor da Cosanpa, Ércio Bemerguy, que acessou o blog e gostou:Prezado amigo.
"Espiei" e gostei. O seu blog simboliza o seu reconhecido talento e a sua vontade, como é a minha também, de divulgar e comentar os fatos da nossa Pérola, de maneira independente e, sobretudo, verdadeira.
Parabéns! Prometo enviar, de vez em quando, um artigozinho para publicação e, também, fazer algum comentário sobre assuntos constantes do blog.
Forte abraço do conterraneo e seu admirador.
Esqueci de dizer que, quando quiser, pode fazer constar do seu blog qualquer matéria constante da minha coluna que é publicada toda sexta-feira no jornal O Estado do Tapajós. Ficarei agradecido e honrado.
Site do Sairé
Dica
Blog do Planeta

Xica da Silva versus Margareth Menezes
O grande fiasco da primeira noite do Festival dos Botos, em Alter do Chão, ontem à noite, foi o show da grande cantora baiana Margareth Menezes. A beleza visual do Festival do Botos 2005 - Cor-de-Rosa
A beleza visual do Festival do Botos 2005 - Tucuxi

Outro destaque do Boto Tucuxi foi a Rainha do Sairé, interpretada pela colega jornalista Suzane Maia, produtora da TV Tapajós:

sexta-feira, 9 de setembro de 2005
Wlad e o King Kong
Santarém terá centro de combate ao câncer
PROPOSTA - Orliuda revelou ainda que já estão em fase de implantação o Cacon de Belém, que vai funcionar no Hospital Universitário João de Barros Barreto, e o de Tucuruí, que está sendo instalado no Hospital Regional de Tucuruí, e que a no nova proposta da Sespa é que também seja implantado um Cacon em Santarém. Os Cacons, explica a diretora do Dase, terão capacidade para diagnóstico e tratamento das neoplasias malignas mais freqüentes no Brasil, tais como câncer de pele, colo uterino, mama, pulmão, estômago, intestino e próstata, além dos tumores linfo-hemato-poiéticos da infância e adolescência.
Pesquisas eleitorais podem ter de passar por auditoria antes da divulgação
Comentando o lanche do "seu" Nino...
PanTera, "tiroPiTas" e PT...
Show de horror

Meu grego preferido

Hoje, aos 84 anos, aposentado, o velho grego ainda está em forma. Deixou o ramo comercial e vive como um sitiante num terreno que comprou na comunidade de Cipoal, próximo à casa de minha meia-irmã Cecília, esposa do amigo escritor Eymar Franco.
Plantando suas árvores e suas verduras, fica ligado o dia todo na TV Senado pela parabólica e depois me conta com detalhes o discurso de qualquer político. Ele ainda não se liga em internet para ler essa nota, mas não duvido que daqui há pouco faça até um blog...

As histórias dele, talvez eu traga para o meu blog qualquer dia desses, pois já vi que é mais fácil ir registrando por aqui do que ficar prometendo escrever um livro. E ele tem histórias incríveis de quem viveu a guerra de perto, sendo um dos poucos sobreviventes de um grupo prisioneiros do nazismo.
Seu espírito de luta e seu exemplo, foram importantes para forjar minha personalidade, que se não é das melhores é das mais sinceras.
Fica o registro pro meu velho, mesmo com o atraso de uma semana. Seja sempre bem-vindo ao Brasil. "Se agapó para poli, patera!" ("Te amo demais, pai", em grego)
Um beijo, ao meu grego favorito.
A sintaxe do adeus
E são os vivos que sentem.
E alguém, com dedos de rosa
lhe fecha as pálpebras como
quinta-feira, 8 de setembro de 2005
Para descontrair
Alter do Sairé

Histórias de Miltinho
quarta-feira, 7 de setembro de 2005
Sairé, a expectativa
Sairé começa hoje em Alter do Chão
A festa que havia sido revitalizada a partir de 1997 com a criação da disputa entre os grupos folclóricos representando os botos Tucuxi e Cor de Rosa, após muitos debates entre a Coordenadoria Municipal de Cultura (CMC) e os moradores da vila, definiu a separação dos dois eventos, já que no entendimento do advogado Beto Teixeira, coordenador da CMC “estava havendo uma descaracterização do rito tradicional do Sairé”. Outra mudança fundamental foi o retorno da grafia do Sairé com “S” e não com o polêmico “Ç”, que apesar do forte apelo de marketing dividia opiniões entre lingüistas e folcloristas. (...)
O Sairé é a mais antiga manifestação da cultura popular da Amazônia. A festa resiste há mais de 300 anos, mantendo intacto o seu simbolismo e a sua essência. A origem remonta ao período da colonização, quando os padres jesuítas, na missão evangelizadora pela bacia do rio Amazonas, envolviam música e dança na catequese dos índios (essa é a hipótese mais provável, já que, antes da catequização, os indígenas não conheciam a religião cristã, nem os textos bíblicos e nem o mistério da Santíssima Trindade).
Com as mudanças ocorridas ao longo desses 300 anos, o Sairé foi ganhando novos contornos. Atualmente, é festejado no mês de setembro e consiste em um ritual religioso que se repete durante o dia, culminando com a cerimônia da noite – ladainhas e rezas – seguida da parte profana da festa, representada pelos shows artísticos (com apresentações de danças típicas) e pelo confronto dos botos Tucuxi e Cor-de-Rosa. São cinco dias de muita música, dança e rituais resultantes do entrelaçamento social e cultural entre os colonizadores portugueses e índios da região do Tapajós.
A história dos 300 anos de Sairé é um tanto quanto acidentada. Sofreu uma paralisação de 30 anos (de 1943 a 1973), voltando a ser realizada por iniciativa de moradores da vila de Alter-do-Chão, numa tentativa de reviver a antiga tradição local. O belo e singelo folclore, até meados do século passado, tinha significação puramente religiosa, celebrando a Santíssima Trindade, com um semicírculo (o Sairé) de cipó torcido, envolvido por algodão e enfeitado com fitas e flores coloridas. O símbolo possui três cruzes dentro do semicírculo e outra na extremidade, representando as três pessoas da Santíssima Trindade e um só Deus – é uma criação indígena com base nos escudos portugueses. Em lugar da Cruz de Cristo que adornava os símbolos portugueses, o Sairé (certamente por inspiração de algum missionário católico) associou o mistério da Santíssima Trindade, utilizando a imagem da pomba que representa o Espírito Santo. Este estandarte segue à frente da procissão, conduzido por uma mulher, que recebe o nome de Saraipora. Há registros de que o Sairé era canto e dança de certos índios da Amazônia. Em Alter-do-Chão, o que se conhece por Sairé é o seu símbolo, cuja versão corrente representa “o respeito dos índios, usado para homenagear os portugueses quando esses aportaram em suas terras”.
Na Grande Enciclopédia da Amazônia, o historiador Carlos Roque diz que Sairé é um semicírculo de madeira, que contém o relato bíblico do dilúvio: o grande arco representa a arca de Noé; os espelhos, a luz do dia, os doces e as frutas, a abundância de alimentos existentes na arca; o algodão e o tamborim, a espuma e o ruído das ondas durante os 40 dias de dilúvio. Os três semicírculos simbolizam a Santíssima Trindade e as três cruzes o calvário, com Jesus Cristo Crucificado entre os ladrões.
O folclorista Luís da Câmara Cascudo, reproduzindo trechos da obra "Poranduba Amazonense" de Barbosa Rodrigues, diz que Sairé (também chamado de Turiua), é uma espécie de procissão de mulheres em que carregam o instrumento que tem o nome de Sairé.
Fruto da colonização portuguesa, o Sairé tornou-se ao longo dos anos um atrativo obrigatório para quem pretende descobrir os mistérios e encantos da cultura santarena.
Somente com o passar dos anos é que outros valores folclóricos foram acrescentados, incluindo aí as danças do curimbó, puxirum, lundu, desfeiteira e quadrilhas. As outras danças foram incluídas aos poucos, obedecendo à iniciativa de moradores de Alter-do-Chão, descendentes dos índios Borari. Na Festa do Sairé, é possível apreciar dezenas de manifestações folclóricas, especialmente dança e música, apresentadas pelos moradores, como: camelu, desfeiteira, lundu, valsa da ponta do lenço, marambiré, quadrilha, cruzador tupi, macucauá, cecuiara e muitas outras.
A festa do Sairé é uma manifestação que mistura elementos religiosos e profanos, começando com o hasteamento de dois mastros enfeitados, seguidos de ritual religioso e danças folclóricas desempenhadas pelos moradores da vila. No último dia, na segunda-feira, ocorrem a “varrição da festa”, a derrubada dos mastros, o marabaixo, a quebra-macaxeira e a “cecuiara” (almoço de confraternização). A programação termina à noite, com a festa dos barraqueiros.
Este ano, o Sairé acontece entre os dias 8 e 12 de setembro, envolvendo o tradicional ritual religioso, manifestações folclóricas variadas, shows artísticos (Margareth Menezes e Barão Vermelho) e apresentação dos Botos Tucuxi e Cor-de-Rosa no Lago dos Botos (antigo sairódromo), além de arraial e do banho no paradisíaco Lago Verde. A fauna amazônica é uma fonte inesgotável da cultura popular e inspirou os folguedos que abundam em toda a Região, como a lenda do boto (na terceira parte do ritual, por exemplo, ele é arpoado e morto pelo pescador porque emprenhou a cunhã-borari, filha da poderosa Principaleza, a senhora do Lago Verde. Mas logo é ressuscitado pelos pajés da tribo). (Fonte: PMS)

O RITUAL DOS BOTOS
Toda a trama e coreografia do folclore dos botos Tucuxi e Cor de Rosa gira em torno da sedução, morte e ressurreição destes personagens, entre lendas regionais, tribos indígenas, a Cunhantã-iborari, a Principaleza do Lago Verde, a Rainha do Sairé, o Tuxaua, o Pajé e os pescadores. O enredo tem ideologia ecológica, pois ressalta a natureza, em especial o Lago Verde, palco da trama. E quando o boto é morto por ordem do Tuxaua, pai da Cunhantã-iborari, que foi engravidada pelo golfinho amazônico, recai sobre ele a fúria dos maus espíritos da região. Por isso, a pedido do próprio Tuxaua, vem o Pajé e ressuscita o boto. É a apoteose do folclore.
Boto é um cetáceo que vive nas águas do rio Tapajós, também chamados pelos índios de Pirajaguara, ou peixe-onça. O boto tem como virtude ser amigo do homem, amparando náufragos e conduzindo o alimento à rede do pescador. Daí tornar-se, segundo a iconografia cristã, símbolo da Eucaristia.
A Amazônia é rica em lendas e tradições, mas nenhuma se compara à lenda do Boto. Caboclas e caboclos contam estórias e crenças sobre o irresistível sedutor amazônico. Quem ainda não ouviu falar da fama de conquistador que lhe é atribuída? Dizem que, nas festas, comparece sempre de chapéu à cabeça e procura seduzir mulheres jovens e bonitas.
O boto tem inspirado grupos folclóricos na criação de danças que retratam sua lenda. Em Alter-do-Chão, na Festa do Sairé (símbolo do respeito dos indígenas pelos portugueses colonizadores), é difícil dizer o que mais surpreende: se o próprio local e suas praias paradisíacas, chamadas de "Caribe da Amazônia", ou a festa nascida dos índios Borari, nos tempos do Brasil colônia. (Fonte: PMS)
Wlad no Jô

Pérolas da Comunicação - Miltinho

De Jota para Jota
Recebo e publico comentário do amigo Jota Parente:
Amigo, não é para jogar confete, não. Realmente está muito bom, como, aliás, tudo que fazes.
Jota Parente
Comentando Dossiê
PT. Óh PT, quem te viu e quem te vê...
E olha que sou vermelhinho desde meu primeiro voto aos 16 anos (pode?).
Bração, negão!





