sexta-feira, 16 de setembro de 2005

"Rumpit interdum, interdum moratur proposita hominum fortuna". [Veleio Patérculo]

"A sorte, às vezes, derruba, às vezes retarda os projetos dos homens".

quinta-feira, 15 de setembro de 2005

Espacial (Belchior)


Olha para o céu,
tira teu chapéu
pra quem fez a estrela
nova, que nasceu.
Traz o teu sorriso
novo, espacial,
pra quem fez a estrela
artificial.
Eu sei que agora a vida

deixa de ser vã,
pois há mais luz na avenida
e mais um astro na manhã
Quem volta do seu campo,
ao sol poente, vem dizer
que a estrela é diferente
e faz o trigo aparecer.
Olha para céu,

tira teu chapéu
pra quem faz a estrela
nova, que nasceu.
Não é pra São Jorge
nem pra São João,
pois não é outra lua
e não é balão.
Quem mora no Oriente

não vai se incomodar.
Ao ver que no Ocidente
estrela quer passar.

Não há mais abandono
nem reino de ninguém.
Se a terra já tem dono,
céu ainda não tem.
Por isso, vem.
Deixa o cansaço,

apressa o passo
e vem correndo
pro terraço
e abre os braços
para o espaço que houver.
Quem não quiser
deixar a terra, em que vivemos,
pelos astros, aonde iremos,
vai ouvir, ver e contar
tantas estrelas
quantas forem nossas naves,
noutros mares mais suaves,
a voar, voar, voar...

Comentário do Blog: Em tempo de estrelas que não brilham mais, somente as estrelas da canção de Belchior para voar em nossos sonhos...

Dossiê, só amanhã...

Depois de 10 dias, volto a postar amanhã mais um capítulo do meu "Dossiê PT". Tenham um pouco mais de paciência...
Saiba como o teatro foi usado para a formação de líderes do movimento na cidade, na segunda parte do capítulo "A pré-história do PT"...

Solidariedade

Antenado em meu blog, o publicitário Juvêncio Arruda dá uma força, sempre que pode, para que eu vença as intempéries e prossiga atualizando meu blog, diante dos percalços e do cansaço pelas multiatividades que desempenho. Ele assim comentou meu post Dia Down (leia AQUI):
Ei poeta,vá descansar.
O dianoite foi longo,temos a estréia do ficcionista logo aí em baixo - que luxo - e seus amigos podem esperar mais um pouco o próximo capítulo.
Namore um pouco, diga essas coisas bonitas que você escreve bem baixinho no ouvido de sua companheira, tome um caldo quente, um banho morno, um Havana bem cheiroso, um cálice de Porto... você merece.
O blog voltou com força total e, ao mesmo tempo, uma delicadeza e um clima que só o seu blog tem.
Lembrei do velho Ninos, na segunda foto, claro. Comi um quibe por lá, acho. Longa vida ao Grego.
Depois,no fim de semana talvez, postarei um agradecimento às palavras carinhosas da Vânia, grande figura, equilíbrio, discrição, realizações...
Boa noite, poeta.
Comentário do Blog: além de trabalhar como Escrivão Judicial, atualmente na 6ª Vara Penal de Santarém, sou editor do suplemento regional do Diário do Tapajós, membro voluntário e secretário do Conselho da Comunidade (que acompanha a situação dos detentos no Presído) e diretor de um grupo teatral e ainda estudo no curso de Gestão de Jornalismo da FIT (UFA!). Mas a partir do próximo mês uma destas atividades terá que ser descartada, senão acabo tendo uma estafa.
Quanto ao grande Juvêncio, ele arranjou sarna para se coçar. No site do Jeso (www.jesocarneiro.blogspot.com) há três dias ele escreveu um artigo ironizando com sua verve mordaz a ansiedade pela criação de um novo Estado na região. A briga tá feia e não pára tão cedo. Leia AQUI o que ele escreveu, e participe do debate que o baixinho está promovendo em seu blog.

Pra descontrair


A charge de Atorres ilustra hoje, a matéria do Diário do Pará, que destaca (como todos os jornais do Brasil) a esperada cassação de Roberto Jefferson:
"Por 313 votos a favor, 156 contrários, 13 abstenções, 5 brancos e 2 nulos, a Câmara cassou ontem à noite o mandato do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ). Foi a primeira de uma série de 18 cassações previstas, entre elas a do presidente da Casa, Severino Cavalcanti (PP-PE), do ex-ministro José Dirceu (PT-SP) e de ex-líderes como Paulo Rocha (PT-PA), José Borba (PMDB-PR), Professor Luizinho (PT-SP) e João Paulo Cunha (PT-SP).
A sessão foi presidida pelo primeiro vice-presidente José Thomaz Nonô (PFL-AL), porque o titular Severino Cavalcanti não foi à Câmara. Estava envolvido em seus próprios problemas.Jefferson não quis permanecer em plenário para ver o resultado (...)
Com a perda do mandato, Roberto Jefferson ficará com seus direitos políticos suspensos por oito anos a partir da data em que terminaria seu mandato, ou seja, fevereiro de 2007. Significa que ele só poderá disputar eleição depois de fevereiro de 2015. Como em ano ímpar não há eleição no Brasil, ele só poderá se candidatar em 2016".
Comentário do Blog: a degola apenas começou. O problema é que talvez, depois de todas as cassações que acontecerem, fique ainda uma sensação de impunidade. Para se ter uma idéia, se o deputado Severino Cavalcante for cassado, sabe quem entre em seu lugar? EURICO MIRANDA, o eterno presidente do Vasco da Gama e contumaz na arte da corrupção... Vascaínos éticos, como meu amigo Nélson Mota (94 FM) não devem ficar nenhum um pouco felizes com isso...

Ecos de Alter

Terminou o Sairé e o Boto Cor-de-Rosa conquistou o quarto de sete títulos já disputados com o Boto Tucuxi, no Festival Folclórico que se realiza durante a tradicional festa.
Eu havia preparado um material especial com várias fotos, mas não pude inserir no blog nestes dias, mas como tenho amigos que moram em outras cidades (e até em outros países) visitando o meu blog, faço um resumo jornalístico, mostrando principalmente o paraíso que é a nossa Alter do Chão.
As fotos são de Jurandir Azevedo.
Na foto acima, o olhar da lente de Jurandir Azevedo espreita entre as folhas a beleza de nossa famosa enseada, a chamada "Ilha do Amor" em Alter do Chão, o nosso "Caribe da Amazônia". Abaixo, pode-se ver como estava a movimentação na praia no último domingo do Sairé:
Nada melhor que uma ressaca pós-Sairé, nas areias brancas da praia. O flagrante de Jurandir mostra jovens inspirados na lenda do boto, talvez depois de uma noitada atrás de uma cunhantã...

Pra quem não conhece ou não se lembra, em época de alta estação, no verão amazônico, a água baixa mas a distância entre a vila de Alter do Chão e a Ilha do Amor, tem que ser vencida através de uma travessia com as famosas catraias, que são um dos meios do caboclo borari (natural de Alter do Chão) faturar uns trocados...

...mas este ano, as águas foram ingratas com os catraieiros. Baixaram muito e deixaram um caminho de areia que foi facilmente vencido pela grande maioria dos banhistas, que preferiu fazer uma fila na travessia, sem precisar nadar, do que atravessar nas catraias.

E pra finalizar uma foto dos campeões do Festival dos Botos, que a partir deste ano passa a ser um evento que vai ser desvinculado aos poucos do ritual do Sairé, de histórica tradição. A foto abaixo mostra o boto-homem e a cabocla no ritual da sedução, ponto alto da apresentação do grupo folclórico:

Para saber mais sobre o Sairé, sua tradição e sua história, recomendo a leitura de um texto impecável do jornalista santareno Manuel Dutra, publicado há alguns dias no site do Jeso Carneiro, onde ele diz, entre outras coisas:

"Associado, como folclore, à vila de Alter do Chão, no Tapajós, bem perto de Santarém, muitos imaginamos que o Sairé seja uma coisa dos nossos dias apenas, uma festa engendrada por "caboclos", palavra esta com que todos nós, caboclos ou não, nos depreciamos uns aos outros"

Para ler o texto integral clique AQUI.

"Non omnis moriar, multaque pars mei vitabit Libitinam" [Horácio].

"Não morrerei completamente, e uma grande parte de mim escapará à Morte".

terça-feira, 13 de setembro de 2005

Dia down

Todas as terças e sextas acordo um caco, ou melhor, quase não durmo. Madrugo editando o suplemento regional do Diário do Tapajós, que em seguida chega encartado no Diário do Pará.
Chego ao Fórum para mais um dia de labuta, sempre um bagaço. É a sina de insistir em não deixar o jornalismo. Mas ao retornar pra casa, deito e descanso e leio o jornal. Posso notar os erros e acertos, e comparar com os colegas de outros jornais. "Pô levei furo nessa!". "Legal, essa só eu dei!". Essa é a magia do jornalismo.
Mas quando o trabalho foi em vão, imagine a frustração. Hoje estou assim, bem down. Houve algum problema em Belém e o jornal não chegou. Todo trabalho perdido.
Isso desanima até para postar no blog. Mas já entreguei aí a novidade: Ercio Bemerguy, escrevendo aqui no blog. Valeu companheiro.
Teve gente que me ligou pra saber como falar com a Cyneida, companheira jornalista que visita o blog. Não lhe pedi permissão, mas acho que não deve ficar chateada de eu divulgar seu e-mail: cfolha@gmail.com
Pra finalizar para béns para a turma do Boto Cor de Rosa, o grande campeão do Sairé 2005. Mais tarde volto a postar e tenho outras informações. E quem sabe ainda hoje insira mais um capítulo da saga petista. Tem gente com raiva e gente querendo mais...

Imaginação

(*) Ercio Bemerguy
O papel do ficcionista consiste em penetrar em instâncias nas quais a realidade e a imaginação se interpenetram. Imaginemos, então, o seguinte: o São Raimundo de Santarém disputando, não a classificação para a próxima fase, mas a partida decisiva do Campeonato Brasileiro da 3ª Divisão contra um clube qualquer, fora de casa, e, quem ganhasse, automaticamente subiria para a Segunda Divisão.
O Pantera venceu o jogo e conquistou o cobiçado título de campeão. O que aconteceria? Certamente a delegação alvinegra voltaria à Santarém, não mais de barco ou de ônibus, mas em avião fretado. Seria alvo de calorosa recepção no aeroporto da cidade e, em seguida, uma grande carreata percorreria as ruas da cidade com os atletas-heróis no alto de um carro dos Bombeiros e, ao lado deles, a prefeita, o vice-prefeito, vereadores, políticos e empresários, dançando, pulando, acenando e jogando beijos para o povo. Muitos fogos, aplausos e gritos de “É campeão, é campeão, é da segunda divisão!”
A Maria, na escadaria da Igreja Matriz faz um vibrante e emocionado discurso, diz que desde criancinha é ardorosa torcedora do Pantera e que é filha do saudoso doutor Everaldo Martins, o inesquecível político, homem público e desportista que sempre ajudou e defendeu o “Mundico”, como agora é chamado o clube do seu coração.
Naquele ambiente de intensa alegria, um detalhe foi observado pelos jornalistas que faziam a cobertura do evento: o povão, que assistia tudo, vaiava, zombava, indignado com tanta hipocrisia, pois sabia que nenhum dos festeiros que comandavam e participavam daquele “bundalêlê” havia contribuído com absolutamente nada para a superação das imensas dificuldades que o esquadrão mocorongo enfrentara para manter-se na competição, sem-dinheiro, sem-teto, dividindo irmamente o “decomê”.
Mas, diante do sucesso e da gloria, todos estavam alí, comemorando, pois o comércio, os bancos e repartições públicas estavam com suas portas fechadas em função do feriado municipal que havia sido decretado. Muitos empresários disputaram a preferência para patrocinar a grande festa e doaram aos jogadores alvinegros uma boa “ponta” para colocarem em suas cabeças um bonézinho contendo a marca de suas empresas.
E, as manchetes dos jornais diziam, no dia seguinte: “O Mundo Cão é assim!”...
Mas, voltemos à realidade: o São Raimundo disputará, domingo próximo, em Manaus, contra o Nacional, um jogo daqueles do “tudo ou nada”. Vamos todos torcer para que o esquadrão “mocorongo” se saia bem. Se isto não acontecer, ao voltar pra casa, sem recepções festivas, os seus dirigentes devem pensar mais e melhor, avaliando se vale a pena continuar participando de aventuras como esta, inclusive o “Parazão”, sem as mínimas condições financeiras e sem apoio do poder público ou de empresas privadas, para tornar-se um time competitivo de verdade.
Em momentos assim, é preciso que se tenha coragem para, como diz a moçada: cair na real; e até mesmo aceitar conselho como este que um amigo meu, apaixonado torcedor sãoraimundino, pediu que eu fizesse constar destas minhas mal traçadas linhas: “Fica longe disso, Pantera. Bate a tua bola aí mesmo, na tua terra, contribuindo para que o futebol santareno volte a ser a alegria e orgulho do seu povo, com campeonatos locais bem organizados”.
(*) Jornalista e assessor da Diretoria da Cosanpa
"Sine summa iustitia rem publicam regi non posse". [Cícero]

"Sem a justiça rigorosa, o país não pode ser governado"

Pra descontrair

O traço do chargista Casso, do Diário do Pará, edição desta terça-feira (13/09)

Pantera tropeça em casa

Com um público anunciado de 2.235 (tem gente que jura que tinha mais de 5.000 pessoas no estádio) e renda de R$ 16.370, 00, o São Raimundo deixou escapar a oportunidade de sair na frente pela luta por uma vaga na próxima fase da Série C.
No jogo desta noite (12/09), contra a equipe do Nacional de Manaus, a equipe do Pantera ficou apenas com o empate em 2 x 2. Agora precisa vencer ou empatar por mais de três gols no jogo de volta na capital manauara. Se perder ou empatar de 1 x 1 ou 0 x 0, está fora. Um novo empate em 2 x 2 levará o jogo para os pênaltis.

Jogadores se abraçam após conseguirem o empate contra o Nacional (foto de Jurandir Azevedo)

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

Wladnojeira

A entrevista-vergonha do deputado Wladimir Costa (o Wlad), no programa do Jô na semana passada, e que foi relatada aqui no blog (leia AQUI), continua recebendo reações. Registro o texto de Fábio Rangel, Escrivão Judicial da 5ª Vara Penal de Ananindeua e de um amigo de infância, Alex Zissou, descendente de grego como eu, que reencontrei no Orkut depois de 30 anos! Ele hoje é um dos paraenses que vivem no sul do País (Florianópolis):
Jota,
Um magistrado e professor civilista muito conhecido no meio acadêmico certa vez mencionou, em tom jocoso, que o ideal para o país era que nossos parlamentares fossem submetidos a concurso, não de voto, mas de capacidade técnica.
Levei a sério e defendo: CONCURSO PÚBLICO para legisladores/parlamentares. Com contrato a prazo certo e uma única possibilidade de renovação consecutiva. Submetidos a Lei 8.112, como um servidor público (e a todos os rigores de controle administrativo).
Para ser mantida a participação popular: os candidados, todos com o mínimo de formação superior ou outro título de reconhecimento de qualificação científico-político-humano-cultural, após aprovados em provas objetivas e subjetivas, seriam escolhidos pelos CIDADÃOS da circunscrição, dentre aqueles que se classificassem em até 3 vezes o números de vagas disponíveis (todos com campanhas públicas e módicas, além de tempo proporcional a representação partidário-ciêntífica a que pertencessem (o pluripardidarismo seria restrito com estímulos a redução de legendas).
Mais idéias ou críticas? Estaríamos com os corpos fechados contra maus espíritos Wladianos, Severianos, Aceemeanos e Dirceusenses?
Fábio Rangel
Caro amigo, tudo bem com você?
Li no seu Blog o resumo da pífia entrevista do "nosso", acho melhor, "deles" Deputado Federal???? Wladmir Costa no programa do Jô, (pena que não assisti iria me divertir muito). Cara, conheci essa figura durante meu 2º grau, já naquela época era um enrolão, imagina hoje com poder, como deve estar a personalidade dessa caricatura humana.
Só espero que você seja um péssimo vidente, pois aguentar a BandaWlad tocando na posse dele, seria o cúmulo da burriche eleitoral.
Um grande abraço.
PS: O que mais me entristece e ver o nosso estado ser representando por políticos tão despreparados, é pior que não é uma prerrogativa nossa. É uma praga nacional, acho que devemos usar aquelas botas Sete Léguas, já que a lama é movediça!!!
Alex Zissou

Do Orkut para o Blogger

Como qualquer googlemaníaco, sou usuário de outros serviços dessa fantástica ferramenta de buscas na internet, o Google (que já está ficando perigoso, por começar a monopolizar os espaços, tal qual já vinha fazendo o Bill "Microsoft" Gates...)
Além do Blogger (onde hospedo este blog) e do Gmail, meu serviço de e-mails, sou também integrante do Orkut, o site de relacionamento mais congestionado do mundo. Lá muita gente deixa recados sobre o blog, que uma vez ou outra trarei para este espaço, se achar que é de interesse além daquela comunidade, como é o caso deste, da colega jornalista Cyneida Corrêa (foto), com quem trabalhei na TV Ponta Negra, quando chefiava o departamento jornalístico, e que hoje atua em Boa Vista (RR):
Oi Jota..
Pois é dei uma olhadinha em seu blog muito lindo... Gostei do estilo, das fotos e matérias...
A saudade de Santarém aperta sempre e gostaria de poder voltar... Pena que a gente às vezes tem que sair do nosso lugar pra tentar viver melhor...
Aqui em Roraima a estrutura para o jornalismo é melhor, mas aí é minha terra e as raízes puxam a gente...bem vou deixar de choradeira que passei pra só pra elogiar seu blog e deixar beijinhos..
Cyneida Corrêa

Será que dá processo?

Em meio a muitos acertos e alguns erros, uma mancha que poderia não ter ocorrido na Festa do Sairé, ainda está longe de ser esquecida: a micro-apresentação da musa baiana Margareth Menezes.
Como relatei no blog, ainda no sábado (leia AQUI), o affair Margareth pode ter desdobramentos, e ao que parece o coordenador de cultura, o advogado Beto Vinholte, pretende processar a produtora da cantora, alegando que houve intransigência e rompimento do contrato, causando prejuízos à administração municipal, que acabou sendo vaiada por causa do fiasco.
Beto informou que apesar do acerto da TV A Crítica (Manaus), que repassa 15% do que arrecada de patrocínio aos botos, por conta da transmissão, o atraso não poderia ser usado pela cantora para romper o que havia sido contratado. Ele disse que inclusive um avião havia sido fretado para a cantora poder chegar à Olinda (PE), onde tinha outro compromisso, mas a intransigência de sua produtora fez com que ela saísse correndo sob protestos.
Resultado: a equipe ainda teve que esperar quase uma hora no aeroporto para sair, o que teria irritado Margareth, que foi obrigada a se retirar do palco do Sairé.
Mas será que esse processo prospera?

Depois da bubuia

Passei o domingo "de bubuia" em Alter (prá quem não é da região, "de bubuia" é uma expresão cabocla que significa algo como estar "boiando na água"). Fazia três anos que eu não desfrutava desse prazer divino.
Hora de atualizar o blog. Neste momento, estou fechando mais uma edição do Diário do Tapajós, ouvindo o Planeta Música, que agora tem até blog! (entre AQUI) .
Aos poucos retomo a rotina cibernética.
"Miser esse mavult, esse qui felix potest?" [Sêneca]

"Preferirá ser desgraçado quem pode ser feliz?"

sábado, 10 de setembro de 2005

Pátria Minha

A minha pátria é como se não fosse, é íntima
Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo
É minha pátria.
Por isso, no exílio
Assistindo dormir meu filho
Choro de saudades de minha pátria.
Se me perguntarem o que é a minha pátria, direi:
Não sei.
De fato, não sei
Como, por que e quando a minha pátria
Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água
Que elaboram e liquefazem a minha mágoa
Em longas lágrimas amargas.
Vontade de beijar os olhos de minha pátria
De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos...
Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias
De minha pátria, de minha pátria sem sapatos
E sem meias, pátria minha
Tão pobrinha!
Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho
Pátria, eu semente que nasci do vento
Eu que não vou e não venho, eu que permaneço
Em contato com a dor do tempo, eu elemento
De ligação entre a ação e o pensamento
Eu fio invisível no espaço de todo adeus
Eu, o sem Deus!
Tenho-te no entanto em mim como um gemido
De flor; tenho-te como um amor morrido
A quem se jurou; tenho-te como uma fé
Sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito
Nesta sala estrangeira com lareira
E sem pé-direito.
Ah, pátria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra
Quando tudo passou a ser infinito e nada terra
E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu
Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz
À espera de ver surgir a Cruz do Sul
Que eu sabia, mas amanheceu...
Fonte de mel, bicho triste, pátria minha
Amada, idolatrada, salve, salve!
Que mais doce esperança acorrentada
O não poder dizer-te: aguarda...
Não tardo!
Quero rever-te, pátria minha, e para
Rever-te me esqueci de tudo
Fui cego, estropiado, surdo, mudo
Vi minha humilde morte cara a cara
Rasguei poemas, mulheres, horizontes
Fiquei simples, sem fontes.
Pátria minha...
A minha pátria não é florão, nem ostenta
Lábaro não; a minha pátria é desolação
De caminhos, a minha pátria é terra sedenta
E praia branca; a minha pátria é o grande rio secular
Que bebe nuvem, come terra
E urina mar.
Mais do que a mais garrida a minha pátria tem
Uma quentura, um querer bem, um bem
Um libertas quae sera tamen
Que um dia traduzi num exame escrito:
"Liberta que serás também"
E repito!
Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa
Que brinca em teus cabelos e te alisa
Pátria minha, e perfuma o teu chão...
Que vontade me vem de adormecer-me
Entre teus doces montes, pátria minha
Atento à fome em tuas entranhas
E ao batuque em teu coração.
Não te direi o nome, pátria minha
Teu nome é pátria amada, é patriazinha
Não rima com mãe gentil
Vives em mim como uma filha, que és
Uma ilha de ternura: a IlhaBrasil, talvez.
Agora chamarei a amiga cotovia
E pedirei que peça ao rouxinol do dia
Que peça ao sabiá
Para levar-te presto este avigrama:
"Pátria minha, saudades de quem te ama…
Vinicius de Moraes."
Comentário do blog: recado poético do "poetinha" Vinícius de Moraes, direto do céu, para o companheiro Lula, em seu inferno astral...
Praecipua pars felicitatis sit, ut quod sis, esse velis. [Erasmo]
"A parte mais importante da felicidade é desejar ser como se é."

Pra descontrair

Charge de Atorres, no Diário do Pará de ontem.

Santareno em Manaus

Recebo e publico foto e comentário de um santareno que mora em Manaus e é leitor do blog. Ele conheceu o blog após a publicação das notícias sobre o sucesso da santarena Cleuma Lima registrado neste blog na nota Ópera de Cleuma (leia AQUI):
É sempre bom vermos nossos irmãos aí da terrinha fazendo sucesso aqui em Manaus, como é o caso da nossa querida Cleuma Lima e outros.
Queria te parabenizar pelo blog e dizer que é o que tava faltando para nós santarenos que moramos aqui na capital amazonense. Adorei as notícias, as fotos, etc.
Sou ex-aluno do Dom Amando e Álvaro Adolfo e graças a Deus conquistei meu espaço também aqui em Manaus, depois de algumas lutas.
Ninos, sinceramente você conseguiu me emocionar com este blog... adorei mesmo... vou conectar sempre aqui.
Estou te enviando uma foto.
Um abraço.
Wendel Figueiredo

Um Bemerguy no blog

Este blog poderá ter em breve seu primeiro colaborador fixo. A promessa é do jornalista e assessor da Cosanpa, Ércio Bemerguy, que acessou o blog e gostou:

Prezado amigo.
"Espiei" e gostei. O seu blog simboliza o seu reconhecido talento e a sua vontade, como é a minha também, de divulgar e comentar os fatos da nossa Pérola, de maneira independente e, sobretudo, verdadeira.
Parabéns! Prometo enviar, de vez em quando, um artigozinho para publicação e, também, fazer algum comentário sobre assuntos constantes do blog.
Forte abraço do conterraneo e seu admirador.
Esqueci de dizer que, quando quiser, pode fazer constar do seu blog qualquer matéria constante da minha coluna que é publicada toda sexta-feira no jornal O Estado do Tapajós. Ficarei agradecido e honrado.
ÉRCIO BEMERGUY
Comentário do blog: fico honrado e aguardo as contribuições.

Site do Sairé

Recebi informe da Prefeitura, através da assessora de comunicação, Nelma Bentes, de que a Prefeitura lançou uma página na internet com informações sobre o Sairé.
Entrei no endereço.
Tem um lay-out simplificado, mas não foi atualizado de ontem para hoje. é compreensível: todo mundo da coordenação deve estar envolvido no evento e madrugou. Mas alguém da Divicom poderia estar de plantão para atualizá-lo. Mesmo assim vale a pena entre no site: acesse AQUI

Dica

Pra quem acessa a internet e fica surfando em vários blogs, uma dica para acompanhar postagens deste blog, quando feitas simultaneamente (como hoje): mantenha a página minimizada enquanto visita outros sites. Quando maximizar a tela do blog e quiser atualizar as informações basta apertar a tecla F5.
Se houver notícias novas, elas logo aparecerão.

Blog do Planeta


Ouvindo ainda há pouco a 94 FM, no programa Top 30, apresentado por Rui Guilherme, soube que Pedro Fernando, apresentador do programa Planeta Música, que se apresenta todas as segundas-feiras na 94 com o melhor da música nacional e internacional, cumpriu a promessa que havia feito na semana passada em seu programa e registrada AQUI no blog: lançou o seu blog.
A partir hoje, se você quiser interagir com Pedrinho, basta acessar este endereço: http://www.planetamusica.blogspot.com/
Pedro, bem-vindo à blogosfera!

Xica da Silva versus Margareth Menezes

O grande fiasco da primeira noite do Festival dos Botos, em Alter do Chão, ontem à noite, foi o show da grande cantora baiana Margareth Menezes.
O problema foi o curtíssimo show da cantora (apenas 40 minutos de espetáculo) prejudicado pelo atraso da apresentação dos botos. Por conta de outro compromisso em Olinda (PE), a musa baiana tinha um avião fretado à sua espera no aeroporto e por isso não poderia prolongar seu show até mais tarde.
Simpática, ela entrou no palco, explicou o que estava acontecendo e disse que se dependesse de seu agente ela nem entraria no palco, mas em respeito ao público e à cidade que a acolheu, ela resolveu fazer um show compacto.
Depois de cantar cerca de 10 músicas, Margareth deixou o palco e o público que ainda lutava para entrar no local (havia pelo menos umas 10 mil pessoas dentro e fora do Largo Sairé) ficou atônito e começou um show de apupos e vaias, em direção ao camarotes das autoridades, de onde a prefeita Maria do Carmo e seus assessores já haviam saído.
A revolta foi geral e o público comprimido naquele espaço manifestava sua insatisfação, enquanto no palco a Banda Tapajoara se preparava para fazer seu show.
O radialista e apresentador oficial do Festival dos Botos, Sinval Ferreira, que este ano fez dobradinha com o jovem Téo Neves, tentou acalmar a multidão enfurecida pedindo música eletrônica enquanto a banda se arrumava em palco.
Nos bastidores, colhi a informação que o atraso da apresentação dos botos foi ocasionada a pedido da equipe da TV A Crítica, de Manaus, que transmitia o show ao vivo para o SBT, e precisava registrar o evento logo após a novela Xica da Silva. A TV foi atendida e o atraso nas apresentações acabou prejudicando o show de Margareth.
Talvez para diminuir o fiasco, a coordenação deveria, hoje, abrir os portões para o show da banda Barão Vermelho. Haveria um prejuízo financeiro em detrimento de prejuízo político, em respeito ao público que foi lá. Fica a sugestão.
O mais interessante é que nos bastidores do evento, os elogios para organização eram unânimes. A equipe montada para o espetáculo era grande e solícita, a arrumação do palco e dos camarotes condizente com o evento, o espaço para a banda dos botos, tudo parecia impecável. Até São Pedro contribuiu e não fez chover, como nos anos anteriores.
Mas no meio do caminho havia um compromisso televisivo e um compromisso com outro show em Olinda. Sobrou para Maria do Carmo.

A beleza visual do Festival do Botos 2005 - Cor-de-Rosa





Continuo registrando os melhores momentos da noite de abertura do Festival dos Botos em Alter do Chão, nas magníficas fotos de Jurandir Azevedo. As fotos acima e ao lado mostram os dois principais carros alegóricos do Boto Cor-de-Rosa. Abaixo a sedução do boto:

A beleza visual do Festival do Botos 2005 - Tucuxi

Estive ontem à noite na abertura do Festival do Botos, na vila de Alter do Chão e acompanhei o primeiro dia de apresentações. Apresento aqui no blog, os registros fotográficos de Jurandir Azevedo, que acompanhou de perto o esptáculo visual.

A foto acima é do principal carro alegórico do Boto Tucuxi, o primeiro a se apresentar no "Lago dos Botos", o popular Sairódromo. Abaixo o homem-boto Tucuxi seduz a cabocla (para entender a trama leia AQUI o contexto da lenda do boto no Festival do Sairé).


Outro destaque do Boto Tucuxi foi a Rainha do Sairé, interpretada pela colega jornalista Suzane Maia, produtora da TV Tapajós:

sexta-feira, 9 de setembro de 2005

Wlad e o King Kong

Leitora do blog, indignada com o "mico de grande proporções" de Wlad no programa do Jô (leia AQUI):
Oi, Jota, tudo bem? Quanto tempo que não te vejo. Só agora tive tempo para postar, mas tinha certeza de que sairia algo sobre o Wlad.
Que horror àquela entrevista. O pior que ele inclui a todos nós, paraenses, em suas loucuras, dizendo que somos assim, assado...e coisa e tal.
Afinal, o que ele foi fazer no Jô, além de pagar aquele KING KONG? Sinceramente, não entendi o porquê do convite.
Acredito que o Jô não imaginava entrevistar alguém tão boçal. Ontem, realmente, foi um show de horror.
Um grande abraço, Carla

Santarém terá centro de combate ao câncer

Deu no Diário do Pará, edição de hoje:
Câncer:
Vai ser implantado um Cacon em Santarém
Além dos Centros de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon), que vão ser instalados em Belém e Tucuruí, a Secretaria Executiva de Saúde Pública (Sespa) vai iniciar negociação com o Instituto Nacional do Câncer (Inca) para instalar um Cacon também no município de Santarém.
O secretário executivo de Saúde Pública, Fernando Dourado, vai se reunir com as representantes do Inca, Fátima Meirelles e Rejane Soares, na próxima terça-feira, em Santarém, contando com a presença do secretário municipal de Saúde de Santarém, técnicos da Sespa e do diretor do Hospital Regional de Santarém. Segundo a diretora do Departamento de Atenção à Saúde (Dase) da Sespa, Orliuda Bezerra, as neoplasias malignas se constituem como segunda causa de morte por doenças no Brasil, abaixo apenas das patologias cardíacas, conforme dados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), portanto, a incidência de câncer tem sido apontada como um crescente problema de saúde pública no País.
Para enfrentar o problema e amenizar esse quadro no Estado, a Sespa tem buscado estratégias junto ao Ministério da Saúde e Instituto Nacional do Câncer, sendo a implantação dos Cacons uma das principais estratégias, uma vez que irá descentralizar e desafogar a assistência ao paciente de câncer, que hoje se concentra no Hospital Ofir Loyola em Belém. Com a implantação dos Cacons, a Sespa pretende ampliar e facilitar o acesso dos portadores de câncer a todos os níveis de atenção à saúde.
PROPOSTA - Orliuda revelou ainda que já estão em fase de implantação o Cacon de Belém, que vai funcionar no Hospital Universitário João de Barros Barreto, e o de Tucuruí, que está sendo instalado no Hospital Regional de Tucuruí, e que a no nova proposta da Sespa é que também seja implantado um Cacon em Santarém. Os Cacons, explica a diretora do Dase, terão capacidade para diagnóstico e tratamento das neoplasias malignas mais freqüentes no Brasil, tais como câncer de pele, colo uterino, mama, pulmão, estômago, intestino e próstata, além dos tumores linfo-hemato-poiéticos da infância e adolescência.
Para isso, vão dispor de serviço de Oncologia Clínica e Cirúrgica, Radioterapia, Pronto Atendimento, Centro Cirúrgico, Unidade de Terapia Intensiva, Hemoterapia, Farmácia, Ambulatório de Especialidades, Enfermarias, Apoio Multidisciplinar com Psicologia Clínica, Serviço Social, Nutrição, Fisioterapia, Cuidados de Ostomizados e Reabilitação; e cuidados paliativos, visando a oferecer assistência oncológica integral aos pacientes portadores de câncer. E além de prestar assistência, os Cacons vão desenvolver ações de ensino, pesquisa e desenvolvimento de recursos humanos.

Pesquisas eleitorais podem ter de passar por auditoria antes da divulgação

Essa deu no site Ultima Instância:
Antes de ser divulgada durante o período das eleições toda pesquisa eleitoral terá de passar por uma auditoria, às custas da entidade que a contratou ou do instituto que a registrou. É o que estabelece o Projeto de Lei 5701/05, apresentado pelo deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR).
O projeto altera a Lei Eleitoral (Lei 9504/97). "É amplamente conhecida a influência decisiva que as pesquisas eleitorais exercem. Pelo poder que possuem e comprovada influência nos resultados eleitorais, elas não podem ser objeto de manipulação deliberada por parte de seus organizadores ou divulgadores", destaca o autor.
Segundo informações publicadas pela agência da Câmara, na legislação atual, as entidades e empresas que realizam pesquisas de opinião pública relativas às eleições são obrigadas a registrar na Justiça Eleitoral cinco dias antes da divulgação quem contratou a pesquisa, o valor e a origem dos recursos despendidos no trabalho, a metodologia e o período de realização da pesquisa, o plano amostral, o sistema interno de controle e verificação, o questionário utilizado e o nome de quem pagou pela realização do trabalho.
"Para que a Justiça Eleitoral possa se certificar de que as informações prestadas são fidedignas e representam a vontade do eleitorado em determinado momento da disputa política, elas precisam ser examinadas por empresa de auditoria, desvinculada tanto do instituto que realizou a pesquisa como da entidade que a contratou", argumenta Fruet.
O projeto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ir para o Plenário.
Comentário do Blog: essa é uma boa notícia, pois existem pesquisas e pesquisas. Grande partes das pesquisas publicadas atende interesses de quem paga a pesquisa. Existe gente séria trabalhando no ramo, e eu mesmo conheço mutos deles.
Mas é bem verdade que as pesquisas verdadeiras são aquelas que não são publicadas. A pesquisa como método científico para avaliar performances é fundamental em qualquer processo. Mas quando é usada como engôdo, aí torna-se um desserviço à democracia, quando se trata de política e do futuro de uma administração, municipal, estadual ou federal.
E já vimos exemplos por aqui dessa prática. Quem não se lembra do vexame proporcionado em 1996 pelo então candidato Hilário Coimbra (PTB), último colocado na disputa pela prefeitura naquele ano, mas que apresentou uma pesquisa encomendada junto ao Instituto Veritate (Verdade, em latim, pasmem...) e divulgada pelo O Liberal, de que ele seria o vencedor?...

Comentando o lanche do "seu" Nino...

Começo a ficar com inveja do meu pai. Depois que postei AQUI a informação de seus 50 anos de Brasil, me dei conta de quem nem citei a lanchonete que ele tinha, mas já recebi duas citações sobre ele e seu lanche (e talvez hajam outras). Esta é de uma leitora anônima do blog:
Fica mais fácil mesmo você contar as histórias de seu pai. Quem não conhece o lanche do seu Ninos?
Até hoje minha filha quando vem de férias de Belém, quando vai ao centro comercial, não fica sem ir ao lanche do seu Ninos, embora ele não esteja lá, mas só conhecemos como o lanche do seu Ninos.
O quibe, a macarronada, o ovo empanado, e o salgado grego que ele tem.
Saúde ao seu Ninos.

PanTera, "tiroPiTas" e PT...

Recebo no blog a vista do advogado santareno e dublê de cartola, André Cavalcante:
Prezado Ninos,
Estou no meu horário de almoço no escritório e aproveitei para me atualizar sobre a minha querida Santarém.
Através do blog do Jeso, tomei conhecimento do seu blog, ao qual me dirigi aproveitando a remissão ali contida.
É entrar em lugar-comum tecer comentários sobre a qualidade deste seu novo (pelo menos pra mim) canal de comunicação, até porque pessoas bem mais abalizadas assim já fizeram, mas, não posso deixar passar a oportunidade para lhe parabenizar.
O "Dossiê PT" tem o condão de prender a atenção de quem o lê, como, aliás, ocorreu comigo (já espero ansioso a conclusão da "saga"), afinal também tive o PT Santareno como minha primeira agremiação partidaria, por convite do meu amigo Marquinho (o que foi vereador) nos tempos de UFPA (que saudades).
E só para terminar, posso garantir que o que aconteceu com o São Francisco (perda do patrimônio), não acontecerá com o São Raimundo, que encontra-se disputando o Brasileiro da Série C, pois continuamos trabalhando junto com diversas outras pessoas tanto aqui em Belém, quanto ai em Santarém, para cada vez mais elevar o nome do Clube e, consequentemente, o de Santarém, pelo que, desde já, lhe convido a somar esforços.
Um grande abraço com toda a minha admiração.
André Cavalcante
PS: Um grande abraço, também, ao seu Ninos, de quem fui cliente por muito tempo, e fã declarado das tiropitas.
Comentário do blog: conheço o André desde a universidade, quando ele andava com Marquinhos e Aldo Queiroz, com os quais sempre tive adversidades políticas, mas respeito mútuo. Tenho acompanhando seu dinamismo e força de vontade em todos os eventos que assumiu, fosse nas micaretas ou outros eventos. Como advogado, ele foi fundamental ao "salvar" o São Raimundo de uma humilhação há dois anos (se não me engano), quando foi garfado por um juiz e o caso foi até parar na delegacia. Acho que foi aí que ele se incoporou com força ao elenco. Faço fé que o São Raimundo realmente não tenha o mesmo destino do São Francisco, mas não retiro o que disse no final do post citado por André (leia AQUI), pois acho que ainda não temos cacife para aventuras em campeonatos de grande porte. Defendo que o campeonato local deveria ser reforçado, e, acumulando forças, um dia quem sabe pudéssemos participar de grandes torneios(principalmente se um dia formos o Estado do Tapajós). Quanto à saga petista, já tenho dois novos capítulos prontos para postar. Finalizando, levarei seu recado ao velho grego (as tiropitas ainda continuam lá no Nino-lanche, que apesar de não ser mais nosso, manteve a tradição do "seu" Nino...).

Show de horror

Liguei pro Jeso uma hora antes:
-Preparou a pipoca? O show deve ser divertido.
-Tô fora! É muito tarde - disse o de menor.
- Então vai nanar... nenê!
Fechei o Diário do Tapajós, enviei pela net e comecei a atualizar o blog. "Hoje não vou escrever o dossiê", decidi. Postei um bocado de coisa. Reminescências.
Enquanto isso, Severino driblava repórteres em Nova Iorque e o deputado Alberto Goldman (PSDB), no alto de seu civismo declarava: "Ele não tem moral para continuar na presidência!". (hahaha! E foi o Goldman que liderou a votação de tucanos e peefelistas no Severino... Ele é que não tem moral, como muito tucano babaca! Também devia ser cassado. Ou como diria o Zé Simão: "Tucano é prá ser caçado!")
Chegou a hora. O gordo começa suas lambanças e piadas sem graça (pelo menos hoje não tocou aquela música ridícula "e viva a CPI..." Letra chinfrin e música idem. Pobre do coral que ganhou divulgação gratuita pra cantar essa m...
Anunciados os convidados: o amalucado e aparvalhado "roqueiro" Rogério Skylab, que só Jô divulga (mais para torná-lo um escárnio) e com direito a dois blocos e em seguida ele, Wladimir Costa!!! Pela companhia que teria, se anunciava um show de horrores na TV. Que saudade do sorriso da Cristina Lôbo, uma das meninas do Jô...
É isso mesmo. Me preparei a noite toda para assistir essa entrevista sabendo que seria uma m... Meu lado masoquista me impeliu. Meu lado jornalista não impediu. Meu lado humano quase expeliu...
Mas quem já viu um programa desse excremento da política paraense na TV RBA em Belém, não precisa ver mais nada... Mas afinal o cara é deputado de 160 mil votos e com possibilidade até de ser (valha-nos nossa senhora) Governador!!! Eu preciso saber mais sobre o inimigo para combatê-lo!
Chega a hora de Wlad, depois de dois blocos com o débil mental do Skylab aplaudido efusivamente por um cada vez mais irreconhecível Jô. Wlad exibe um corpo sarado, rosto de moça, empáfia e uma camisa apertada escrito "Açai". Merchandising caboclo de quinta.
Primeira lambança: Wlad, que tem jeito de ser bem enrustido, não deixa que o Jô o beije e faz aquele toque de mãos fechadas, cumprimento de gangueiro, como provavelmente um dia ele foi. E logo vomita o primeiro impropério: "Esse é o cumprimento típico do paraense, porque somos modernos". O gordo já olha desconfiado achando que lhe venderam gato por lebre. "Mas esse cumprimento é dos rappers americanos". Wlad, desajeitado balbucia qualquer coisa e dá um sorriso amarelo. Tem o olhar de um macaco numa loja de porcelana, doido prá aprontar.
Poupo os leitores do show de sandices de Wlad, mas no resumo da ópera: defendeu Severino ao mesmo tempo que fez apologia à pena de morte para os corruptos. Mostrou sua ojeriza petista e defendeu o impeachment de Lula. Falou dos peitos da Fafá: "É muito açaí". Admitiu que é vaidoso ("Nós paraenses somos assim") e que fez plásticas. Fez caras e bocas e falou de sua vida pobre, de sua ascenção no rádio, de sua vida como cantor ("Não sou um bom cantor", nisso foi honesto) e de seus 160 mil votos conquistados a partir da "Ação Wlad", clientelismo idêntico ao de Duciomar e outros da mesma laia.
Ao final deu ao Jô uma garrafada de "viagra amazônico" e este, entediado, mandou-o cantar. E lá foi ele, serelepe, dando um show de trejeitos e mandando abraços para Icoaracy e Mosqueiro (provavelmente seus redutos).
Valeu assistir para ver o quanto o Pará pode ser ridicularizado. E de certeza, as baixadas de Belém estavam lá para assistir. Esse pessoal vai continuar votando no Wlad como fez no segundo turno quando elegeram Jatene ao invés de Maria. Se identificam com ele. Ou simplesmente querem ver o circo pegar fogo. Como ele diz em seu famoso bordão: "Valei-nos nossa senhora!"
Desliguei, bloguei e fui pra casa. Amanhã tenho batente bem cedo e talvez seja acometido de pesadelos na madrugada.

Meu grego preferido

Me empolguei em ficar contando histórias do meu ex-PT, que guardo de um passado recente, e acabei esquecendo de registrar no meu blog uma data importante para um cara sensacional que me contou várias histórias para que eu um dia publique. Meu grego favorito, meu pai, Georgios Joannis Ninos, que no último dia 02/09 completou 50 anos ininterruptos de Brasil. Em meus arquivos fotográficos encontrei a foto dele de quando chegou no porto de Santos, em 1955:

Hoje, aos 84 anos, aposentado, o velho grego ainda está em forma. Deixou o ramo comercial e vive como um sitiante num terreno que comprou na comunidade de Cipoal, próximo à casa de minha meia-irmã Cecília, esposa do amigo escritor Eymar Franco.

Plantando suas árvores e suas verduras, fica ligado o dia todo na TV Senado pela parabólica e depois me conta com detalhes o discurso de qualquer político. Ele ainda não se liga em internet para ler essa nota, mas não duvido que daqui há pouco faça até um blog...

As histórias dele, talvez eu traga para o meu blog qualquer dia desses, pois já vi que é mais fácil ir registrando por aqui do que ficar prometendo escrever um livro. E ele tem histórias incríveis de quem viveu a guerra de perto, sendo um dos poucos sobreviventes de um grupo prisioneiros do nazismo.

Seu espírito de luta e seu exemplo, foram importantes para forjar minha personalidade, que se não é das melhores é das mais sinceras.

Fica o registro pro meu velho, mesmo com o atraso de uma semana. Seja sempre bem-vindo ao Brasil. "Se agapó para poli, patera!" ("Te amo demais, pai", em grego)

Um beijo, ao meu grego favorito.

A sintaxe do adeus

O frio que a morte traz
quem o sente não é o morto.
O morto apenas esfria.
É o frio do calafrio...
E são os vivos que sentem.
Também os vivos têm medo
de olhar nos olhos do morto.
Ah, o terrível segredo.
E alguém, com dedos de rosa
vem e automaticamente
pra que o morto não nos veja,
lhe fecha as pálpebras como
a duas pétalas e adeus.
A-deus quer dizer sem Deus.
Cassiano Ricardo
Jornalista, poeta e ensaísta (1895/1974)

quinta-feira, 8 de setembro de 2005

"Dira fames auri culpae regina parensque". [Walther].
"A terrível fome de dinheiro é rainha e mãe do pecado".

Para descontrair



A charge de Atorres no Diário do Pará de hoje é definitiva. Meu Papão está enterrado. Só me resta torcer para que o Remo não saia da terceirona, onde é o seu lugar.

Alter do Sairé

A eternamente linda Alter do Chão, no registro feito hoje pela manhã, por Ronaldo Ferreira.
Hoje também, foi a abertura do Sairé 2005, o maior evento folclórico que está rendendo estudos e mais estudos, debates e mais debates, disputas e mais disputas. Concordo com o depoimento dado recentemente por frei Florêncio Vaz no Blog do Jeso (leia AQUI), quando diz que é preciso "curtir os botos e deixar o Sairé em paz".
Alter do Sairé, na linda imagem, feita hoje pela manhã por Jurandir Azevedo, na abertura da festa, com o ritual do Sairé:

Histórias de Miltinho


A estréia da seção "Pérolas da Comunicação" (veja AQUI) gerou o comentário do grande companheiro videomaker Jorge Cohen (foto), o popular Jorge Gordo (da produtora Set Light):
O nosso querido Miltinho tem muita coisa boa pra contar. Nós trabalhamos juntos na TV Ponta Negra, no início, o nosso transporte era uma Kombi estilo furgão (cargueira), e o Miltinho era o único que ficava confortável naquele carro. Ele viajava em pé...
Um abraço meu amigo, você merece todas as homenangens, por tudo aquilo que você fez e faz pela comunicação em Santarém.
Jorge Cohen
Comentário do blog: sem dúvida o Miltinho é um profissional dos mais competentes, mas também o que viveu diversas histórias cômicas por causa de seu tamanho "mignon", que ele sempre encarou com o maior humor (daí a sua empatia com todos). Eu mesmo vivi um momento inesquecível com o Miltinho, quando trabalhava na Rural AM. Dirigia minha moto e ele pediu uma carona. Ao chegar em frente à rádio precisei saltar da moto para pegar um objeto que havia esquecido e larguei o Miltinho na garupa dizendo: "Segura a moto um instante, Miltinho!". Quando vi, o pequenino Milton foi ao chão com moto e tudo! Tinha me esquecido de que suas pernas curtinhas não encostavam no chão...

quarta-feira, 7 de setembro de 2005

Sairé, a expectativa

Antecipo no blog, trechos da matéria que deve ser publicada amanhã no Diário do Pará, assinada por mim e pela jornalista Jeane Oliveira:

Sairé começa hoje em Alter do Chão
Santarém respira a partir de hoje, até terça-feira, 13/09, sua maior festa folclórica, o Sairé. Há uma grande expectativa sobre o evento este ano, por ser o primeiro organizado pela administração da prefeita Maria do Carmo, que reestruturou o projeto concebido há oito anos pelo ex-prefeito Lira Maia, seu adversário político.
A festa que havia sido revitalizada a partir de 1997 com a criação da disputa entre os grupos folclóricos representando os botos Tucuxi e Cor de Rosa, após muitos debates entre a Coordenadoria Municipal de Cultura (CMC) e os moradores da vila, definiu a separação dos dois eventos, já que no entendimento do advogado Beto Teixeira, coordenador da CMC “estava havendo uma descaracterização do rito tradicional do Sairé”. Outra mudança fundamental foi o retorno da grafia do Sairé com “S” e não com o polêmico “Ç”, que apesar do forte apelo de marketing dividia opiniões entre lingüistas e folcloristas. (...)
HISTÓRICO DA FESTA DO SAIRÉ

O Sairé é a mais antiga manifestação da cultura popular da Amazônia. A festa resiste há mais de 300 anos, mantendo intacto o seu simbolismo e a sua essência. A origem remonta ao período da colonização, quando os padres jesuítas, na missão evangelizadora pela bacia do rio Amazonas, envolviam música e dança na catequese dos índios (essa é a hipótese mais provável, já que, antes da catequização, os indígenas não conheciam a religião cristã, nem os textos bíblicos e nem o mistério da Santíssima Trindade).
Com as mudanças ocorridas ao longo desses 300 anos, o Sairé foi ganhando novos contornos. Atualmente, é festejado no mês de setembro e consiste em um ritual religioso que se repete durante o dia, culminando com a cerimônia da noite – ladainhas e rezas – seguida da parte profana da festa, representada pelos shows artísticos (com apresentações de danças típicas) e pelo confronto dos botos Tucuxi e Cor-de-Rosa. São cinco dias de muita música, dança e rituais resultantes do entrelaçamento social e cultural entre os colonizadores portugueses e índios da região do Tapajós.
A história dos 300 anos de Sairé é um tanto quanto acidentada. Sofreu uma paralisação de 30 anos (de 1943 a 1973), voltando a ser realizada por iniciativa de moradores da vila de Alter-do-Chão, numa tentativa de reviver a antiga tradição local. O belo e singelo folclore, até meados do século passado, tinha significação puramente religiosa, celebrando a Santíssima Trindade, com um semicírculo (o Sairé) de cipó torcido, envolvido por algodão e enfeitado com fitas e flores coloridas. O símbolo possui três cruzes dentro do semicírculo e outra na extremidade, representando as três pessoas da Santíssima Trindade e um só Deus – é uma criação indígena com base nos escudos portugueses. Em lugar da Cruz de Cristo que adornava os símbolos portugueses, o Sairé (certamente por inspiração de algum missionário católico) associou o mistério da Santíssima Trindade, utilizando a imagem da pomba que representa o Espírito Santo. Este estandarte segue à frente da procissão, conduzido por uma mulher, que recebe o nome de Saraipora. Há registros de que o Sairé era canto e dança de certos índios da Amazônia. Em Alter-do-Chão, o que se conhece por Sairé é o seu símbolo, cuja versão corrente representa “o respeito dos índios, usado para homenagear os portugueses quando esses aportaram em suas terras”.
Na Grande Enciclopédia da Amazônia, o historiador Carlos Roque diz que Sairé é um semicírculo de madeira, que contém o relato bíblico do dilúvio: o grande arco representa a arca de Noé; os espelhos, a luz do dia, os doces e as frutas, a abundância de alimentos existentes na arca; o algodão e o tamborim, a espuma e o ruído das ondas durante os 40 dias de dilúvio. Os três semicírculos simbolizam a Santíssima Trindade e as três cruzes o calvário, com Jesus Cristo Crucificado entre os ladrões.
O folclorista Luís da Câmara Cascudo, reproduzindo trechos da obra "Poranduba Amazonense" de Barbosa Rodrigues, diz que Sairé (também chamado de Turiua), é uma espécie de procissão de mulheres em que carregam o instrumento que tem o nome de Sairé.
Fruto da colonização portuguesa, o Sairé tornou-se ao longo dos anos um atrativo obrigatório para quem pretende descobrir os mistérios e encantos da cultura santarena.
Somente com o passar dos anos é que outros valores folclóricos foram acrescentados, incluindo aí as danças do curimbó, puxirum, lundu, desfeiteira e quadrilhas. As outras danças foram incluídas aos poucos, obedecendo à iniciativa de moradores de Alter-do-Chão, descendentes dos índios Borari. Na Festa do Sairé, é possível apreciar dezenas de manifestações folclóricas, especialmente dança e música, apresentadas pelos moradores, como: camelu, desfeiteira, lundu, valsa da ponta do lenço, marambiré, quadrilha, cruzador tupi, macucauá, cecuiara e muitas outras.
A festa do Sairé é uma manifestação que mistura elementos religiosos e profanos, começando com o hasteamento de dois mastros enfeitados, seguidos de ritual religioso e danças folclóricas desempenhadas pelos moradores da vila. No último dia, na segunda-feira, ocorrem a “varrição da festa”, a derrubada dos mastros, o marabaixo, a quebra-macaxeira e a “cecuiara” (almoço de confraternização). A programação termina à noite, com a festa dos barraqueiros.
Este ano, o Sairé acontece entre os dias 8 e 12 de setembro, envolvendo o tradicional ritual religioso, manifestações folclóricas variadas, shows artísticos (Margareth Menezes e Barão Vermelho) e apresentação dos Botos Tucuxi e Cor-de-Rosa no Lago dos Botos (antigo sairódromo), além de arraial e do banho no paradisíaco Lago Verde. A fauna amazônica é uma fonte inesgotável da cultura popular e inspirou os folguedos que abundam em toda a Região, como a lenda do boto (na terceira parte do ritual, por exemplo, ele é arpoado e morto pelo pescador porque emprenhou a cunhã-borari, filha da poderosa Principaleza, a senhora do Lago Verde. Mas logo é ressuscitado pelos pajés da tribo). (Fonte: PMS)


O RITUAL DOS BOTOS

Toda a trama e coreografia do folclore dos botos Tucuxi e Cor de Rosa gira em torno da sedução, morte e ressurreição destes personagens, entre lendas regionais, tribos indígenas, a Cunhantã-iborari, a Principaleza do Lago Verde, a Rainha do Sairé, o Tuxaua, o Pajé e os pescadores. O enredo tem ideologia ecológica, pois ressalta a natureza, em especial o Lago Verde, palco da trama. E quando o boto é morto por ordem do Tuxaua, pai da Cunhantã-iborari, que foi engravidada pelo golfinho amazônico, recai sobre ele a fúria dos maus espíritos da região. Por isso, a pedido do próprio Tuxaua, vem o Pajé e ressuscita o boto. É a apoteose do folclore.
Boto é um cetáceo que vive nas águas do rio Tapajós, também chamados pelos índios de Pirajaguara, ou peixe-onça. O boto tem como virtude ser amigo do homem, amparando náufragos e conduzindo o alimento à rede do pescador. Daí tornar-se, segundo a iconografia cristã, símbolo da Eucaristia.
A Amazônia é rica em lendas e tradições, mas nenhuma se compara à lenda do Boto. Caboclas e caboclos contam estórias e crenças sobre o irresistível sedutor amazônico. Quem ainda não ouviu falar da fama de conquistador que lhe é atribuída? Dizem que, nas festas, comparece sempre de chapéu à cabeça e procura seduzir mulheres jovens e bonitas.
O boto tem inspirado grupos folclóricos na criação de danças que retratam sua lenda. Em Alter-do-Chão, na Festa do Sairé (símbolo do respeito dos indígenas pelos portugueses colonizadores), é difícil dizer o que mais surpreende: se o próprio local e suas praias paradisíacas, chamadas de "Caribe da Amazônia", ou a festa nascida dos índios Borari, nos tempos do Brasil colônia. (Fonte: PMS)

Wlad no Jô


Deu hoje, na Coluna do Guilherme Augusto (Diário do Pará):
O deputado peemedebista Wladimir Costa, que saiu do anonimato por sua peculiar atuação na CPI do Mensalão, fala da comissão e toca antigos sucessos de sua banda, amanhã, no programa do Jô. A gravação foi na segunda-feira passada. Depois, saiu pra jantar com o apresentador.
Comentário do Blog: ou o Jô faz essa cortesia a todos os que vão ao programa ou ficou encantado com o Wlad, já que como político Wlad é um excelente humorista...
Aliás, essa entrevista do Wlad já gerou comentários interessantes no Blog do Jeso estes dias. O Juvêncio informou que Wlad ganhou até uma rádio FM em Monte Alegre!
Me lembro que quando Lira Maia assumiu a prefeitura e eu trabalhei na Assessoria de Comunicação, ele comentou que estava aperreado por que o Wlad queria-porque-queria ser incluído na programação do Sairé (naquele ano, Çairé), como atração. Maia, a contragosto, acabou cedendo.
Wlad não é só cômico: é trágico, pernicioso, nefasto. E anotem aí, ele já está se assanhando para ser candidato ao Governo do Estado, por um partido nanico! E diante da atual carência de candidatos para suceder Jatene...
É possível que até Jader Barbalho esteja arrependido de tê-lo lançado na política. Pobre Pará, que continuará sendo chacota nacional com políticos como Wlad, Helinho Gueiros, Babá ou Carlos Santos.

Pérolas da Comunicação - Miltinho

Com o atraso de pelo menos uma semana, lanço hoje a nova seção do Blog do Jota: Pérolas da Comunicação. Neste espaço, sempre que puder destacarei um profisional da comunicação em Santarém, mostrando o seu perfil biográfico para que fique registrado na blogosfera. Aí, quem quiser destacar alguma coisa sobre o colega a ser enfocado, pode enviar comentários ou depoimentos sobre o profissional.
Para estrear, eu não poderia deixar de homenagear o grande Miltinho, que este ano completou 25 anos de invejável carreira. Ele já foi bem homenageado no jornal editado pelo colega José Ibanês em maio de 2005. E foi de lá que tirei as informações que apresento abaixo:
MILTON JOSÉ RÊGO CORRÊA, o Miltinho, nasceu na Vila de Aritapera (Santarém) em 10 de março de 1957. Filho de Milton Viana Corrêa (falecido) e Tereza Rêgo (Dona Lelé), sendo o primogênito de seis irmãos.
Iniciou sua atividade profissional em 02/05/1980, como redator, no Jornal de Santarém, semanário ligado ao jornal A Província do Pará. Em 1989, coordenou a equipe de jornalismo da Rádio e Tv Ponta Negra, tendo nesse ano uma rápida passagem pela Rádio Rural. Como colunista, escreveu em O Tapajós.
Envolvido com cultura e política, Miltinho idealizou a Semana da Poesia, embrião da Associação de Poetas e Escritores de Santarém (hoje, desativada), escreveu um livro de poesias e foi secretário municipal de Cultura (governo Ronan Liberal), além de ter sido chefe de gabinete do prefeito Francisco Cayres (Monte Alegre) e assessor parlamentar do presidente da Câmara Municipal de Santarém, Waldomiro Fernandes (1993/1994). Também tentou uma vaga na Câmara Municipal em 1992, pelo PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), sem sucesso.
De 1997 a 2005, Miltinho foi coordenador de jornalismo da Guarany FM, de onde saiu recentemente. Retornou à Ponta Negra onde dirige o jornalístico Rota 5, além de atuar como assessor de comunicação da ACES - Associação Comercial e Empresarial de Santarém desde 1995, no qual edita o Informe Empresarial, boletim mensal da entidade, além de escrever desde 1995, a coluna Fatos e Fatos, no jornal O Impacto.
Este ano, com justa razão, ele recebeu a maior de todas as homenagens que um profissional pode ter: foi eleito o Profissional do Ano pelo Sindicato dos Radialistas de Santarém.

De Jota para Jota


Recebo e publico comentário do amigo Jota Parente:


Criei vergonha, hoje, mesmo tarde da noite e acessei teu blog.
Amigo, não é para jogar confete, não. Realmente está muito bom, como, aliás, tudo que fazes.
Estou em Itaituba, como acho que já sabes, num empreendimento que não é dos mais fáceis. Lancei um jornal, na verdade, um modesto tablóide, segmentado para o noticiário do mundo econômico de Itaituba e da região. O começo foi promissor para quem chegou num momento muito difícil para a economia desta parte do Estado.
No mais, só o Roselito que tem surtos de Odorico Paraguaçu.
Manda notícias.

Jota Parente
Comentário do blog: se existe um cara batalhador, seu nome é Jota Parente. Foi meu chefe na Rádio Rural e devo a ele um dos momentos mais bonitos de minha carreira no rádio. Em 1984, ele produzia e apresentava o programa "Canta Brasil", ocupando um espaço esquecido no canto da programação da Rural AM, nos sábados à tarde. Coisa de visionário. Um programete de MPB, comentado! Logicamente a audiência não era das melhores e nem rendia nenhum faturamento. Era curtição. Um dia ouvi ele dizer que pararia com o programa por falta de tempo para produzi-lo. Eu, que só fazia reportagens policiais e pequenas participações na programação, me atrevi a pedir para continuar produzindo o programa. Ele confiou em meu potencial e dias depois lá estava eu produzindo e apresentando o "Canta Brasil". Começou uma sintonia maior entre nós, até que eu ousei pedir outro espaço ao Parente, que era na época o diretor de programação. Ele gostou da idéia e um pouco antes de deixar a Rural para comandar a Tropical AM, lançamos o Bazar Brasileiro, nos domingos à noite, com muita música, entrevistas e humor. Um programa "cabeça" de 5 horas de duração, no domingo à noite numa AM, competindo com o Fantástico da Globo! Coisa de louco! Mas foi sucesso. Reencontrei o Parente num momento difícil de sua vida e (revelo agora), lhe estendi a mão retribuindo a confiança que ele teve em mim no início de carreira, indicando-o para assumir minha função de Gerente de Jornalismo da TV Tapajós, assim que passei no concurso do TJE. Parente topou a parada e conseguiu atuar por dois anos, mas seu negócio não era a TV (assim como o meu não é) e agora ele retorna à Itaituba para um novo desafio. E tem até um blog! Se quiser visitá-lo, clique AQUI

Comentando Dossiê

Recebo e publico comentário do colega Fábio Rangel, altamirense que foi funcionário do Banco do Brasil em Santarém e trabalhou comigo no Fórum de Ananindeua, onde exerce a função de Escrivão Judicial da 5ª Vara Criminal:
Visitei (o blog), muito bacana. U sinhô leva todo o jeito pra cronista.
PT. Óh PT, quem te viu e quem te vê...
E olha que sou vermelhinho desde meu primeiro voto aos 16 anos (pode?).
Bração, negão!
Fábio Rangel, o "Roberto".
"Lingua mea calamus scribae velociter scribentis". [Vulgata, Salmos 44.2]

"A minha língua é pena de escrivão que escreve velozmente".