domingo, 23 de outubro de 2005

Um santareno no Rio de Janeiro

Recebi, a semana passada, um comentário no blog de um cunhado, corretor de imóveis, que mora há muito tempo na Maravilhosa...
Graande Jota!
Estive vendo seu blog... E vi coisas muito interessantes a respeito de nossa cidade, e me trouxe grandes recordações...
Vi que você mudou pouca coisa, aparentemente, lógico.
Parabéns, muito sucesso pra você, e beijos a minha querida irmã Graça e a todos os demais de Santarém.
Divaldo Pedroso (seu cunhado, Rio de Janeiro)

Esse Juva...

Tô eu aqui, atualizando meu blog depois de alguns dias parado, e o Juvenísssimo Arrudésimo, ou melhor Juvêncio Arruda, vem logo em meu socorro, postando um comentário direto de Belém...
Não peça desculpas, Jotérico.
Peça torcida aos seus leitores...quem sabe voce ganha na sena e compra uma moderníssima estação, um digitador, três repórteres, um pauteiro, um editor...... eta! Já pensou?
E as covas novas? Tem um monte de gente que já morreu, mas continua voltando por aí, né? Erráticos, errados, finados.
Er...desculpe, o poeta é voce.
Grande abraço.
Comentário do Blog: Falou Juve... Tdosos nós blogueiros inveterados precisam um dia ter uma estrutura dessa, para poder blogar à vontade... até lá continuaremos capengando... Quanto aos mortos, els devem estar ouriçados com a aproximação da data deles... o Dia dos Finados está chegando...
Juvêncio se refere ao debate sobre aproveitamento de espaços urbanos que vem se desenvolvendo no blog do jornalista Jeso Carneiro. Eu, Juvêncio e outros interresados em cultura, temos defendido o aproveitamento da escola Frei Ambrósio como espaço cultural e o padre Edilberto andou cobrando um novo cemitério, enquanto o coordenador de Cultura, Roberto Vinholte, que apóia a proposta sobre o Frei Ambrósio, estaria de olho numa das áreas do 8° BEC, para um futuro espaço cultural. E Juvêncio disse que o melhor seria utilizá-lo para o tal cemitério lembrado por Edilberto. Visite o Blog do Jeso e acompanhe este debate.

Minhas fotos

Volto a divulgar uma nova foto de algumas que tirei da cidade, em uma tarde qualquer de um domingo: Na foto, a Igreja da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, vista de um ângulo diferente. A imponência arquitetônica secular que encanta até mesmo um coração ateu.

Problemas técnicos

Que me desculpem os leitores do Blog. A falta de atualização nos últimos dias se deve a problemas técnicos que estou enfrentando com meu computador.
Até o final do mês estarei atualizando o blog de forma deficitária, ou seja, não diariamente. Estou contando com a internet de amigos ou de cybercafés.
Em novembro já terei sanado o problema com a aquisição de um novo computador, já que o meu foi pro beleléu...
"Inde datae leges, ne firmior omnia posset". [Ovídio]

"As leis foram feitas para que o mais forte não possa tudo".

quarta-feira, 19 de outubro de 2005

O referendo da desilusão (Peripatos)

Artigo que escrevi ontem, na coluna Peripatos, do Diário do Tapajós:
Pra início de conversa: VOU VOTAR SIM, NO REFERENDO DE DOMINGO.
Porque? Por questão de princípios éticos e morais: sou um pacifista e não acredito que armas sejam a solução para qualquer conflito. Mas essa defesa, sei, é vaga, diante de tantos argumentos apresentados na ridícula campanha no horário gratuito de rádio e TV.
E ao que tudo indica, o NÃO tem tudo pra ganhar. Porque? Por que este referendo está fadado a marcar por definitivo a desilusão do cidadão comum pelas causas nobres. Com todas as pessoas, esclarecidas ou não, que tenho conversado a resposta sobre a pergunta tem sido a mesma: NÃO! A maioria não sabe porque, mas diz NÃO!
Chego à conclusão que o NÃO uníssono não é contra o desarmamento e sim contra tudo o que está aí. O cidadão está dizendo NÃO à corrupção, à proibição, à situação, à oposição, à poluição, à toda confusão de mais uma eleição fora de época!
O referendo já estava previsto no Estatuto do Desarmamento, quando este foi sancionado em dezembro de 2003 e a população mostrou que aprovava a medida ao entregar armas que tinha em casa. Mas agora, na hora do referendo diz NÃO! Porque então houve essa mudança?
Primeiro, porque de lá pra cá a conjuntura política nacional se deteriorou: os escândalos no governo Lula acabaram com o último pilar da moralidade no País. O Congresso, com renúncias ou cassações, enfrenta sua maior crise. E até o futebol vive as mazelas da corrupção, tirando o brilho da maior paixão do povo brasileiro. A auto-estima da nossa gente está, literalmente, na lama...
Por outro lado, entidades civis que defenderam o Estatuto como forma de diminuir a violência, não se prepararam para o referendo. Em dois anos, não ouvi falar de comitês ou plenárias regionais para amadurecer o assunto. A Igreja Católica começou uma campanha recentemente, a OAB também foi omissa e outras entidades populares sequer levaram o debate para suas bases. E os políticos da Frente Parlamentar pelo SIM estavam mais preocupados em salvar seus traseiros. O resultado é que vem por aí: um sonoro NÃO!
O lobby do comércio das armas encontrou um ambiente favorável para uma campanha movida pela negação ao princípio básico da paz, inclusive com apoio de revistas nacionais como a VEJA. Não adiantou artistas da Globo ou intelectuais de peso, como Chico Buarque, defenderem o SIM.
Conversando com jovens que defendem a rebeldia como bandeira e sempre se identificaram com o NÃO, sinto que, de repente, o referendo acabou sendo uma forma de expressar essa negação.
Acho que o SIM pode até ganhar, por uma pequena diferença. Mas tudo indica que NÃO.
Por tudo isso, remo contra a corrente da desilusão e digo: SIM!
A única arma que me permito usar é minha palavra e meu voto. Porque esse é o meu jeito de dizer não.

(Visite o site
www.referendosim.com.br)

Fim da BR-163?

Do blog do jornalista Paulo Leandro Leal:

Ministra diz que barrou asfaltamento da BR-163
Em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, a ministra Marina Silva confessou que o Ministério do Meio Ambiente trabalha para atrapalhar e impedir a instalação de obras de infra-estrutura na Amazônia.
Perguntada se seu ministério estava perdendo a guerra contra a devastação ambiental, ela disse que não, que o desmatamento estava diminuindo e que "nós conseguimos impedir o asfaltamento de uma grande rodovia na Amazônia".
Isso mesmo, pela primeira vez, a ministra confessou que trabalha para que o asfaltamento não saia do papel. Ela disse que se o asfaltamento fosse executado, aconteceria o desmatamento de 50 quilômetros de cada lado da rodovia - o que já aconteceu há muito tempo.
Ficou claro, com a entrevista da ministra, que este governo cedeu à pressão do aparato ambientalista internacional. Pior, o governo mente quando diz que está trabalhando pelo asfaltamento da rodovia, pois o Ministério do Meio Ambiente, que é do governo federal, trabalha claramente para impedir que a obra aconteça.
Comentário do blog: os estudos sobre o "desenvolvimento sustentável da BR-163" realizados pelo IPAM - Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia, na região há dois anos, já indicavam que as ONG´s pretendiam a criação de áreas de conservação no entorno da BR, como indicam os relatórios e estudos no site do IPAM, e que tiveram entre seus coordenadores na região, a advogada e Mestre em Planejamento e Desenvolvimento pelo NAEA/UFPa, Socorro Pena, cunhada da prefeita Maria do Carmo. Atendendo àquele estudo, foram criadas as áreas de conservação, como foi noticiado recentemente pela imprensa. Por isso, me soa estranho que a Ministra fale em "impedir o asfaltamento" desta BR. Se análise do PL Leal estiver correta, realmente estamos sendo enganados pelo governo federal. Não sou contra as ONG´s ambientalistas, mas acho que às vezes cometem exageros. Também não sou favorável a um asfaltamento da BR sem os devidos cuidados para a invasão de projetos que venham prejudicar a região, mas acho que enquanto o Governo Federal não tiver um plano para a Amazônia, continuaremos sendo apenas o famoso "celeiro da biodiversidade". É preciso aparelhar os órgãos de fiscalização (Ibama e Incra) para que qualquer política desenhada para cá seja efetivamente acompanhada. Mas não asfaltar a BR seria um grande equívoco.

sábado, 15 de outubro de 2005

Fundação do INKA

A foto registra a reunião dos sócios fundadores que integram a primeira diretoria do INKA - Instituto Kauré de Pesquisa e Promoção do Patrimônio Artístico-Cultural. No centro, Alenilson Ribeiro, o presidente da nova entidade. O local, no Centro Cultural João Fona, como disse no texto abaixo, foi-nos cedido pelo artista plástico e diretor do CCJF, Laurimar Leal, que também participa como membro-fundador da entidade. Além de Laurimar, também participam do INKA, o professor-doutor Anselmo Colares e a radialista e educadora Leíria Rodrigues, que não aprecem na foto pois estavam com as câmeras na mão...

Peripatos - Uma nova alternativa cultural

Texto publicado em minha coluna Peripatos, no Diário do Tapajós (14.10.05):
Desde meu retorno à Santarém, em novembro de 2004, depois de um período em que fui lotado pelo TJE para assumir a Diretoria da 6ª Vara Penal de Ananindeua, voltei imbuído de me envolver em atividades culturais.
Até então não era visto como um agente cultural, apesar de sempre achar que o comunicador de rádio ou o jornalista são vetores de propagação cultural. Além disso, minha veia poética e literária, meu passado como ator amador e meu pendor pelas artes gráficas (gibis) e pelo cinema, me empurravam para este caminho.
Como publicitário já havia sido convidado em 1998 para produzir uma peça cujo texto era de meu ídolo Chico Buarque, pelo então recém-criado Grupo de Teatro Kauré (GTK) liderado pelo pedagogo e ator Alenilson Ribeiro. No início deste ano ele voltou a me convidar desta feita para dirigir o mesmo espetáculo de então, uma boa oportunidade de mostrar que além de jornalista polêmico, de marketeiro com sucesso relativo, eu era também um agente cultural.
O espetáculo infantil (“Os Saltimbancos”) foi um sucesso de público e crítica, principalmente por introduzir duas inovações: a realização de duas sessões num mesmo dia e portas fechadas para quem chegasse atrasado para a primeira sessão.
Foi então que começamos a discutir no grupo a necessidade de profissionalização ou ainda de se criar uma ONG cultural com objetivos mais abrangentes. Na terça-feira, dia em que o GTK completou 7 anos de existência, a nova entidade cultural nasceu de fato, num local especial: o centenário prédio do Centro Cultural João Fona. Trata-se do Instituto Kauré de Pesquisa e Promoção do Patrimônio Artístico-Cultural da Amazônia , ou simplesmente INKA.
A novidade do INKA é que não se limitará às artes cênicas, abraçando as chamadas 7 Artes Clássicas, com pequenas adaptações: Teatro, Literatura (Poesia), Música, Dança, Pintura, Escultura e Audiovisual (Cinema). O grupo pretende criar 7 Núcleos de Artes, para debater cada uma destas artes e discutir propostas de incentivo, promoção e pesquisa destas. Dois núcleos já estão formados: Teatro e Dança, que serão compostos pelos atuais integrantes do GTK. Os outros virão aos poucos.
O INKA, liderado pelo próprio Alenilson, eleito na terça-feira, traz a marca do Kauré, codinome do ator santareno Manuel Maria Duarte, que faleceu precocemente vítima de câncer há 9 anos e entre os povos da Amazônia, segundo nossos folcloristas, Cauré (do nheengatu, Ka´uré) é um pequeno gavião, também conhecido por tem-tenzinho, que entre diversas lendas é tido como um símbolo de fortuna e felicidade doméstica a que muitos aspiram. É nesse espírito que o INKA, surge para ser uma nova alternativa cultural.
Por enquanto tudo é incipiente. Temos muito trabalho burocrático e a luta para angariar recursos. Mas sem utopia não se vive.

sexta-feira, 14 de outubro de 2005

Medo de mototaxi

A jornalista Jeane Oliveira (Diário do Tapajós), comenta o penúltimo artigo que escrevi na coluna Peripatos, republicada AQUI no blog:
Oi, Ninos
Teve um tempo no qual eu também não aceitava andar de mototaxista clandestino, mas, no meu caso, é por medo mesmo. Se já tenho receio de andar com legalizados, o receio é triplo quando se trata de clandestinos.
Mas, a pressa ou a falta de paciência para esperar um transporte legalizado nos levam aos clandestinos. Na última quarta-feira mesmo, tive que usufruir desse tipo de transporte e o cidadão parecia que ia tirar a mãe da forca ou apagar um grave incêndio tal qual a sua pressa em me deixar no meu destino.
Para completar o capacete não tinha qualquer segurança. A situação foi tão apavorante que não tive qualquer reação de pedir que ele parasse a fim de que pudesse encontrar outro transporte. Fiquei paralisada de medo e dediquei o tempo da viagem naquela moto para rezar.
Comentáriodo blog: Jeane, ao que parece com a pressão feita nos últimos dias pelas empresas de ônibus e táxis, acho que os dias estão contados para os clandestinos. Mas que isso não sirva apenas para que ônibus e táxis se acomodem e continuem prestando um mau serviço. Afinal, é público e notório que o surgimento dos mototaxistas foi uma necessidade coletiva de um transporte alternativo, ao mesmo tempo que serviu como alento para muitas pessoas desempregadas. O problema foi o descontrole do serviço após criado, que gerou as discrepâncias. Eu preferiria mil vezes andar de ônibus, se o serviço fosse bem realizado. Não faço apologia do serviço de moto-táxi, mas ainda hoje ele é imprescindível para pessoas que precisam se deslocar rápido e barato.
"De minimis granis fit magnus acervus". [Anônimo]

"De pequeninos grãos se junta grande monte".

quarta-feira, 12 de outubro de 2005

Idéia usurpada

A jornalista Núbia Pereira visita o blog indignada com o que chama de "apropriamento" da idéia de um vereador de Belterra por um deputado estadual em campanha, sobre notícia postada AQUI:
Só pra efeito de informação Ninos... que não sei por quem foi dada.
O projeto não pertence ao deputado Antonio Rocha e sim ao vereador Naldo (de Belterra), inclusive o Projeto foi feito por mim, a pedido do Naldo, quando eu ainda era secretária de turismo e meio ambiente, lá.
Achei uma injustiça o apropriamento, afinal de contas, eu presenciei o esforço do vereador pra transformar a estrada em rodovia. Também sei que ele ficou muito chateado de não ter sido citado no Projeto e já fez reclamações ao deputado.
Sacanagem né?
Comnetário do Blog: É Núbia, e daqui pra frente vai ter mais... Cada qual que cuide do seu cada qual... O negócio é se eleger... Não se espante que em Belém você vai ver coisas piores...

Moto-táxi: entre o céu e o inferno

Na coluna Peripatos, que publico no Diário do Tapajós, escrevi nesta terça-feira:

Na minha condição de quase-eterno andarilho-transeunte, desde que meu fusquinha azul 73 quase pegou fogo comigo dentro, há 11 anos ando por aí na dependência de uma carona ou do transporte da empresa em que estiver, para chegar mais rápido a qualquer lugar. Isso porque nosso sistema de transporte coletivo sempre foi deficitário. Esperar um ônibus é pagar por todos os pecados da nossa “pérola” (e o pior que esse pessoal não melhorar o serviço e só pensa naquilo... aumento do preço da passagem!).
Vai daí que o século 21 nos trouxe uma novidade que poderia ser a solução dos problemas dos sem-veículo: o moto-táxi. Desde o surgimento deste serviço em Santarém, tenho sido um freqüente usuário e posso dizer que já tenho know-how no assunto.
Houve um tempo em que eu, por questões éticas, só admitia pegar os regulares. Afinal, um servidor da lei não poderia andar por aí clandestinamente... Mas, de repente, mandei a ética às favas e prostituí meu assento (no bom sentido), sentando-me na primeira moto que passasse à minha frente. Isso foi acontecendo à medida em que me envolvia com tarefas das mais diversas e precisava estar, às vezes, em três lugares ao mesmo tempo...
Mas um das piores coisas desse serviço é dividir o fétido capacete que todo mundo usa. Pior ainda é a sensação de medo quando o moto-taxista quer dar uma de Valentino Rossi. E haja ziguezague entre carros... olha a velhinha!! Ei, aquele sinal não era vermelho? Cuidado com o ônibus! Mas aquela placa dizia PARE!
Na ânsia de ganhar mais trocados, muitos moto-taxistas esquecem que tem um idiota atrás e seguem tresloucadamente pelas ruas desta cidade desvairada. Marronzinhos e PM´s assistem impávidos o desvario. Autoridades discutem os índices de acidentes nas mesas-redondas do rádio e o otário aqui, esquece que o capacete fede e já se imagina dentro de uma cova!
Mas uma coisa que nunca gostei de um taxista ou moto-taxista é você dizer: vamos pra tal lugar e o cara virar e te perguntar descaradamente: “onde fica isso?” Aí é demais! Já na basta o circo de horrores que me reserva tal viagem e o cara ser um analfabeto em termos de localização?
Mas há sempre o outro lado da história. Apressado, pego o primeiro moto-táxi-de-capacete-fétido-que-passa e digo: praça São Raimundo! O cara fica estático e não diz nada. Acelera quase parando e me dá a sensação de que não sabe para onde está indo. De repente, enquanto ziguezagueia na Tapajós se vira e diz: “que praça é essa?” A vontade é descer, mas a pressa me faz engolir as palavras e mostrar com a mão: “sobe ali, é a praça que fica nesta rua!”. Ao chegarmos à praça, desço e já me preparo para esculachar o cara e dizer que poderia nem pagar pelo abuso, quando ele candidamente me diz: “me desculpe senhor, pensei que essa fosse a praça do Centenário...”
Cumprimento o cara, afinal, o jegue era eu, já que esse é o nome verdadeiro da praça. Chego à conclusão, neste meu peripatos motorizado que, “ainda há vida inteligente em alguns fétidos capacetes”...

terça-feira, 11 de outubro de 2005

Triturado e queimado pelo PT

Recebo, pela primeira vez, visita no blog, do Frei Florêncio Vaz (digno representante do povo Maytapu, do Pará):
Jota,
Cara, eu estava atrás de notícias sobre o Círio de Nazaré. Aí, um link me remeteu a outro e mais outro. Pronto! Cheguei ao teu blog para ler a polêmica sobre o Colégio Frei Ambrósio.
Como, perto dele estava a estrelinha vermelha do PT, entrei na série das tuas memórias sobre a origem santarena do partido. Não consegui mais parar. Tu tens o talento de autor de novelas. Um capítulo chamava o outro. E eu fui, fui, de um por um, até... que acabou!
Já estou na espera do próximo. Parabéns pelo jeito como tu contas a história, com emoção, graça e respeito pelos fatos. Me pareceu interessante porque falas de uma história que eu não conhecia, pois retornei dos estudos somente em 1996, quando comecei a me envolver com a criação da Reserva Extrativista (RESEX).
De repente, muita coisa começou a se encaixar na minha mente. Até compreendi porque eu, um reles mortal que fui sempre um "simpatizante" do PT, a partir de 2001 virei "persona non grata" para os caras, a ponto de ser "triturado e queimado" de todo jeito. Tudo porque ajudei também na emergência política dos "índios" daí da região do Tapajós dentro da mesma RESEX. E os índios estariam "dividindo" o movimento dos trabalhadores rurais extrativistas.
Como as comunidades indígenas não paravam de crescer (chegaram a 45, algo como 8 mil índios, em poucos anos), seria necessária uma maneira de neutralizá-los. E os índios e o Florêncio foram sacrifícados pelos tais "companheiros".
Você devia ter me contado esta história antes...
Comentário do blog: como é sabido não tenho sido displicente na atualização de meu blog. Pra completar meu computador está no estaleiro e já não tenho à minha disposição o computador do jornal, onde, no fim da noite após fechar mais uma edição, fazia minhas atualizações. O computador do fórum, nem pensar... Mas até o final desta semana resolvo meu problema e virá um novo capítulo fresquinho sobre o PT. Lá na frente quem saiba exista algo onde encaixar os "índios do Florêncio"...

Ainda o Frei Ambrósio

Como diria o Zé Simão: "continuo com a minha heróica e mesopotâmica campanha" por um espaço cultural na cidade. O artigo publicado na minha coluna Peripatos de terça-feira e republicada AQUI no blog, recebeu esse comentário de Juvêncio Arruda, meu colega marketeiro de Belém:
Jotarraz,
Especialmente a última frase de seu post remete a discussão a um novo patamar, mais elevado que o anterior.
E, o que é melhor, encurrala os (vamos marquetar?) inimigos da cultura santarena...rsrsrs.
Abraço

Novo movimento

Mais uma vêz, lideranças empresariais se movimentam para tentar tirar a região Oeste do Pará do marasmo econômico e social:
A formação de quatro comissões - Econômico e Social, Articulação Política, Marketing e Articulação Regional - foi a primeira medida tomada por entidades empresariais, populares, de ensino superior e instituições públicas, com o objetivo de formar uma frente de articulação regional com a finalidade de fortalecer a região do ponto de vista político e econômico.

Desde o dia 17 de setembro uma série de reuniões vem sendo realizada na sede da Associação Comercial e Empresarial de Santarém, tendo alguns pontos já definidos: busca do entrosamento e apoio de empresários e políticos nos 25 municípios do Oeste do Pará; início de estudo para montagem de um banco de dados econômicos, ações a serem desenvolvidas em favor de candidatos locais para as próximas eleições; cobrança de participação das prefeituras.
Nessa linha, a coordenação do movimento reuniu, quarta-feira última com o ex-prefeito Lira Maia, o vereador Rui Corrêa, o representante da prefeita Maria do Carmo e o representante do deputado Antonio Rocha. O encontro teve o objetivo de cobrar deles maior compromisso com a região e ações para combater a forte crise econômica que atinge os municípios do Oeste paraense.

As comissões devidamente constituídas, nas suas respectivas funções já começaram atuar. A que trata da parte econômica e social, que tem a coordenação do economista José de Lima Pereira, já está trabalhando na formatação de um banco de dados para subsidiar todo o movimento; a comissão de articulação política, coordenada pelo presidente da Associação Comercial e Empresarial de Santarém, Renato Dantas, já convidou para uma reunião os possíveis candidatos a cargos eletivos para o Consegresso Nacional e Assembléia Legislativa, com a finalidade de esclarecer a eles as propostas do Movimento, dentre elas o fortalecimento político regional nas próximas eleições; a comissão de marketing, que tem como coordenadora a diretora executiva da TV Tapajós, Vânia Maia, trabalha na definição das estratégias de divulgação para conquistar principalmente o apoio da massa popular; e a comissão de articulação regional, sob a coordenação do professor Edivaldo Bernardo, está articulando a realização de encontros regionais. O primeiro deverá acontecer em Santarém e os demais em cidades estratégicas da região Oeste do Pará.

Razões - O Movimento pela Dignidade partiu da iniciativa das principais entidades empresariais de Santarém diante da grave crise enfrentada em todos os setores da economia. Começando pelo setor madeireiro, onde as demissões de trabalhadores já ultrapassam as 500, com várias empresas paradas, atingindo o comércio com elevado índice de inadimplência. O setor de grãos está com um grande volume de produção sem ter onde estocar. Além disso, muitos produtores estão impedidos de produzir por falta de documentação fundiária e devendo para os bancos.

Na outra extrema estão as leis ambientais que engessam toda a economia, priorizando o extrativismo. Os governos federal e estadual lançaram o manto do abandono sobre a região e não realizam obras capazes de ajudar no desenvolvimento. Fazem apenas obras paliativas para atender a grita internacional contra a devastação ambiental que é monitorada por ONGs do mundo inteiro instaladas na região. Diante de tudo isso, a idéia é fazer um levante regional que signifique uma reação popular a tudo isso, desenvolvendo campanhas mensais sobre temas específicos, com manifestações de protesto e busca de soluções.
Comentário do blog: não serei eu a melar qualquer movimento que traga desenvolvimento para a região, mas infelizmente estou cético em relaçao a mais este movimento, pois acho que nosso problema é a falta de lideranças comprometidas REALMENTE com o desenvolvimento. A crise é crônica e só fica evidente cada vez que chega uma eleição. A Associação Comercial tem se esforçado para ser o vetor destas forças, mas sinceramente, não tem sido competente para aglutinar a grande massa. Por outro lado, os movimentos sociais estão ineptos e nossos políticos continuam pensando em seus umbigos. Conclusão: vamos continuar sem representação política e os sonhos de desenvolvimento continuarão adiados. Apesar de tudo, acredito que um dia chegaremos lá. Só não sei quando...
"Vis consilii expers mole ruit sua". [Horácio]

"Força sem prudência desmorona pelo seu próprio peso".

sexta-feira, 7 de outubro de 2005

Peripatos - Espaço cultural

Publicado no Diário do Tapajós, hoje, o segundo artigo de minha coluna Peripatos:
A cultura tapajônica precisa de espaço

As novas gerações culturais de Santarém viram surgir movimentos na década de 1980 como o Canto de Várzea, os grupos de teatro da ATAS e até uma iniciativa pioneira de um grupo denominado Arte Clube Acauã, que trouxe para Santarém sessões de filmes clássicos de cinema, numa tentativa de estabelecer um cineclube.
Mas estas manifestações encontraram a barreira da falta de espaços adequados para seu desenvolvimento. Se antes havia um Teatro Vitória, um Centro Recreativo ou ainda um Cinema Olímpia, onde a cultura parecia se perpetuar, a nova geração foi vendo seus espaços se minguarem, reduzindo-se a malfadada Casa de Cultura.
Recentemente participei de um interessante debate na internet sobre a possibilidade de criação de um novo espaço cultural, no que restou da antiga Fortaleza do Tapajós onde se situa o mais bonito mirante da cidade (foto). O problema é que lá existe o tradicional colégio Frei Ambrósio e qualquer movimento que seja feito neste sentido, recebe uma reação ruidosa que usa sempre o pretexto da tradição do colégio de 105 anos.
A escola Frei Ambrósio, apesar de ser de ensino fundamental, está vinculada ao Governo do Estado e o prédio faz parte do patrimônio estadual. Para que o município possa, efetivar qualquer projeto na área, seria necessário primeiro municipalizar o ensino e a administração municipal absorver todas as escolas de nível fundamental, inclusive as instalações, coisa que a atual administração estadual se recusa em providenciar.
Volto a defender aqui, repetindo o que já disse no debate na internet, três aspectos fundamentais que derrubam a tese da tradição do local para o colégio e espero ampliar este debate com o diretor do colégio, que se mostra sensível à cultura:
1) a Escola Frei Ambrósio realmente tem mais de 100 anos de fundação, mas o prédio original não foi construído neste espaço. Na verdade, segundo anotações históricas, este é o terceiro lugar onde funcionou a instituição e em nada afetaria a tradição do colégio uma nova mudança de local;
2) Os alunos que estudam no Frei Ambrósio, em sua imensa maioria vêm da periferia, onde inclusive já existem escolas para atendê-los. Nada contra alunos quererem estudar no centro, mas dentro de um processo de municipalização e levando-se em conta gastos com meia passagem, seria prudente que eles optassem por escolas mais próximas de suas residências.
3)Para finalizar, a construção de um centro cultural ou qualquer coisa do tipo naquele local, seria um benefício a toda a cidade e não somente a um grupo de alunos.
Será que é difícil se pensar em sentimentos mais coletivos e não segmentados?

Pra descontrair

Piada que circula na Internet.

Mulheres de Chico

A letra de Mulheres de Atenas divulgada no blog (acesse AQUI), gerou os seguintes comentários:
Sônia Lira
Muito obrigada. A música é um primor. Sempre uso como exemplo do que nós mulheres não devemos fazer.
Jeane Oliveira
(jornalista, do Diário do Tapajós)
Eu também gosto bastante dessa música. Não sou uma grande fã de Chico como você, mas também aprecio algumas letras.