sábado, 30 de abril de 2005

Radialista absolvido

Por 7 X 0, o Júri Popular absolveu o radialista Francisco Salles Batista da acusação de homicídio no Tribunal do Júri presidido pelo juiz Eric Peixoto.

O próprio promotor, Aldo Saife, pediu a absolvição do réu por não ter elementos suficiente para pedir sua condenação. A viúva do garimpeiro Nélson uchoa, em seu depoimento confirmou que seu marido teria assumido que disparou contra o jovem Gilberto Seade em 12 de novembro de 1985, quando da confusão no comicio de encerramento da campanha de Ronan Liberal á prefeitura.

A defesa, tendo à frente Edinaldo Mota (Defensor Público) e mais três advogados (entre eles Wilton Dolzanis) reforçou a tese da negativa de autoria, aceita pelo júri.

Francisco Salles, apresentador do programa Flash da TV Santarém, chorou na hora do anúncio do veredito e beijou os pés da imagem de Cristo no salão do júri.

sexta-feira, 29 de abril de 2005

Radialista no júri

Começa logo mais no salão do Tribunal do Júri de Santarém, o julgamento do radialista santareno Francisco Salles Batista, produtor e apresentador do "Programa Flash", da TV Santarém. Ele é acusado de um homicídio ocorrido há 20 anos, na reta final da campanha para prefeito, quando a disputa estava polarizada entre Ronan Liberal (PDS) e Ronaldo Campos (PMDB).
Me recordo da história pois fui o primeiro repórter a anunciar o ocorrido.
Naquela ocasião, Ronan Liberal realizava seu último comício na praça Tiradentes. Salles trabalhava para Ronan e juntamente com o ex-garimpeiro (já falecido) conhecido por Uchôa, se envolveram numa confusão com partidários de Ronaldo Campos que chegaram ao local para provocar o pessoal do Ronan.
A briga acabou em correria e alguém ligado ao grupo de Ronan sacou de um revólver e disparou um tiro contra o pessoal de Ronaldo, mas acabou atingindo um rapaz que nada tinha a ver com a história, Gilberto Cardoso Seade, que estava sentado em frente à sua casa na avenida Tapajós.
Salles foi acusado pelos partidários de Ronaldo como sendo o autor do disparo, mas na época outras testemunhas indicavam que teria sido Uchôa, o autor dos disparos.
O radialista e Defensor Público Edinaldo Mota, estará na defesa de Francisco Salles, com apoio entre outros de Wilton Dolzanis.

Ainda sobre tecnologia...

Essa notícia captei na net e é muito interessante (apresento trechos relevantes pois é muito grande). Tem a ver com o comentário de Olavo Neves postado anteriormente:

"Transmissão de voz pela internet ameaça a sobrevivência dos serviços tradicionais de telefonia

Rosana Rodini

(...) A tecnologia de transmissão de voz pela internet e a proliferação da banda larga prometem revolucionar a história da comunicação telefônica e ameaçam de morte a invenção de Graham Bell. Afinal, na internet, a voz é apenas uma outra forma de dados, capaz de ser enviada de um computador a outro em questão de segundos.

Os serviços de telefonia pela internet já ultrapassaram dez milhões de adeptos no mundo. Um estudo da empresa americana AT&T revela que quase metade das multinacionais já usa, testa ou planeja adotar a tecnologia de voz sobre IP, ou protocolo de internet, como se convencionou chamar as conversas telefônicas pela rede. Um desses serviços, o Skype, tem clientes do Afeganistão à China e cresce a um ritmo de 155 mil novos usuários por dia. Em apenas três meses desde o lançamento, mais de dois milhões de pessoas baixaram o programa, que funciona em computadores Windows, Linux, Macintosh e micros de mão.

Até agora, diz a empresa, os clientes já conversaram seis bilhões de minutos com amigos, familiares e colegas de trabalho. O Skype se transformou em um fenômeno na Europa, embora não seja o único programa que utiliza a tecnologia de voz pela internet. Ele é o mais popular deles, e virou moda no Brasil. Seus criadores são os mesmos programadores responsáveis pelo Kazaa, o endereço mais acessado por quem busca músicas de graça na internet e que, para desespero das gravadoras, conta com mais de 300 milhões de usuários.(...)

(...) Os usuários precisam de um microfone em seu computador e só podem falar com outro computador com o mesmo software, desde que estejam ambos conectados à internet. Com uma conexão de banda larga, a qualidade de som do Skype se aproxima à das linhas tradicionais. As conexões mais lentas podem provocar atrasos de vários segundos no envio e recebimento das falas. (...)

(...) A vantagem mais aparente dessa nova tecnologia é a economia. Há uma redução de custo instantânea nas ligações. O usuário desse tipo de serviço pode economizar de 40% a 80% na conta telefônica. Quando a ligação é feita de um computador conectado à internet para outro, ela tem custo zero. Se for uma ligação de VoIP para telefone convencional, o custo é reduzido em até 40%. As ligações de um computador para um telefone fixo ou um celular de qualquer lugar do mundo também têm preço reduzido, embora seja cobrado em euro. O valor mínimo de compra de créditos é de cerca de dez euros (aproximadamente R$ 35). A boa notícia é que uma ligação para mais de 20 países custa cerca de 7 centavos de real.

Pela redução significativa dos custos telefônicos, os primeiros beneficiários foram as empresas. Hoje a telefonia na internet oferece qualidade e baixo custo a milhões de usuários residenciais que falam sem passar por centrais telefônicas. Isso significa, a curto e médio prazos, uma ameaça à sobrevivência das grandes operadoras convencionais de telefonia. A válvula de escape ainda é para poucos porque o número de brasileiros com acesso à internet é modesto. Ainda assim, representa um desafio às empresas convencionais de telefonia. É uma revolução."

Comentando Blog

Olavo Neves, 'cap" da Cerpa e internauta convicto, comenta o post "A opção blog":

"Os jornais sentem-se ameaçados;
Os correios revêem seus conceitos;
O sistema de telefonia investe em pesquisas para minimizar os impactos do uso da voz sobre IP;
A televisão redefine objetivos;
Rádios aportam suas programações na rede mundial.

Apesar de tudo isso... É incrível como algumas pessoas ainda abjuram os impactos oriundos da internet que, aliás, estão longe de acabar.
Fazer pouco caso dessa nova realidade pode ser fatal.
Olavo Neves"

quinta-feira, 28 de abril de 2005

A Máquina de Drummond


Drummond sorrindo
Originally uploaded by
Jota Ninos.

(...)"O que procuraste em ti ou fora de teu ser restrito e nunca se mostrou, mesmo afetando dar-se ou se rendendo, e a cada instante mais se retraindo, olha, repara, ausculta:

essa riqueza sobrante a toda pérola, essa ciência sublime e formidável, mas hermética, essa total explicação da vida, esse nexo primeiro e singular, que nem concebes mais, pois tão esquivo se revelou ante a pesquisa ardente em que te consumiste...

vê, contempla, abre teu peito para agasalhá-lo.”(...)

Trecho de "A Máquina do Mundo", de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)

A opção blog

Os blogs, como fonte de notícia, deixa de ser apenas um fenômeno, para se transformar, aos poucos, em realidade. As duas notas abaixo tirei da coluna Weblog, do jornalista Pedro Dória, especialista em analisar o que de novo surge na internet:

"Sai um, entra outro (25.04.2005)
O declínio dos jornais é anterior à Internet. Mas a segunda geração da Internet – de banda larga – não está apenas acelerando este declínio como também está mudando o negócio de uma forma que os antigos rivais dos jornais – rádio e tevê – nunca fizeram.
Pessoas mais velhas, que o Mr. Murdoch chama de "imigrantes digitais", talvez não tenham percebido, mas os jovens "nativos digitais" cada vez mais recebem suas notícias pela web. [...]É tentador, mas errado, para a mídia tradicional (que inclui The Economist) fazer pouco caso disto. É verdade, por exemplo, que a maioria dos blogs não valem ser lidos e, na verdade, não são lidos – mas isto também é verdade para muitos dos jornais tradicionais. [...]Mesmo que grupos de mídia estabelecidos – como o de Mr. Murdoch – comecem a responder melhor a estas mudanças, será que conseguem lucrar com elas? Mr. Murdoch diz que alguns, ao menos, conseguirão navegar pela transição conforme o lucro com propaganda migre dos anúncios impressos para os eletrônicos.
O Mr. Murdoch deste artigo da Economist é, naturalmente, Rupert Murdoch, dono de impérios de mídia na Oceania, Grã Bretanha e EUA – no caso, o Grupo Fox. Depois de rejeitar a web por muito tempo, agora começa a falar de como sobreviver a ela.Para a turma da revista britânica, a mudança de rumo de Murdoch marca o momento em que a grande imprensa (no exterior) começa a olhar para a rede de forma diferente e a levar blogs mais a sério. É um jogo de sobrevivência que começa.

De bit em bit (27.04.2005)
Discretamente, o sistema de propaganda do Google está dominando a propaganda da rede. Simon Waldman, diretor do Sistema Digital do Guardian, jornal britânico, diz o seguinte em seu blog: 'o problema é que – e vamos ser honestos – não tem como as empresas tradicionais de mídia competirem neste ritmo. Ou mesmo na metade do ritmo. Não é um ato de auto-flagelação, é questão de realidade. Para melhor ou para pior' .
Segundo Waldman, as edições digitais dos jornais estão crescendo a olhos vistos, enquanto suas versões tradicionais caem. via Scripting news"

Comentando "Sucursal"

Recebi por e-mail e publico, comentário do jornalista Miguel Oliveira, “cap” d´O Estado do Tapajós sobre o post "Sucursal":

"Jota, sobre o teu comentário no blog, naquilo que me toca, tenho a te dizer o seguinte:

A criação de A Província do Tapajós, como tu bem sabes, foi um projeto idealizado por mim, na condição de diretor executivo de A Província do Pará. Por isso, não concordo com a tua afirmação de que “deixei o projeto” e “como know how adquirido” lancei "O Estado do Tapajós". Muito pelo contrário. Não adquiri know how com a Província do Tapajós. Trouxe-o comigo, quando regressei a Santarém, após 21 anos afastados da cidade onde nasci, período em que pude aprender com renomados profissionais, designers e gráficos, como editar um jornal à distância, transmitindo as páginas em PDF, sem perda de qualidade.

Nunca deixei de mencionar o teu nome o do Ormano como profissionais que deram um salto de qualidade no jornalismo local a partir da experiência em A Província do Tapajós. Nosso trabalho aos domingos forçou provedores de internet e laboratórios fotográficos a funcionarem no final de semana. Antes da gente, tudo parecia banco ou cartório, isto é, fecham sexta e só reabrem na segunda.

Não deixei o projeto da Província do Tapajós. A matriz foi vendida, depois de enfrentar uma greve de gráficos e jornalistas. Tentei comprar o título, mas não tive sucesso. O surgimento de O Estado do Tapajós não foi favorecido diretamente pelo fechamento da Província do Tapajós. Para reavivar tua memória, quero te lembrar que O Estado do Tapajós foi lançado no dia 14 de dezembro de 2000 e A Província do Tapajós teve sua última edição em 14 de março de 2001. Por mais de três meses os dois jornais circularam simultaneamente, com redações distintas. Depois que A Província fechou, apenas dois profissionais se incorporaram à nova equipe, onde permanecem até hoje.
Quanto aos teus desejos de que o surgimento da sucursal do Diário do Pará - a quem formulo votos de sucesso e não a temo como concorrente- , faça com que melhore a qualidade do jornalismo impresso local, quero te lembrar que o projeto de O Liberal, com a equipe que montou, dá pena de ler. Começou com 12 páginas, caiu para 8 e está em 4 atualmente. Sabes, por acaso, de algum “furo” dado por O Liberal com material enviado para Belém pela agência que só tem Amazônia no título? Espero, sinceramente, que o nova sucursal do Diário seja composta por profissionais habilitados, com carteira profissional assinada e salários, pelo menos, de acordo com o Sindicato dos Jornalistas, e não a utilização de mão-de-obra barata que já está empregada em emissoras de rádio e televisão - o famoso "bico". Pelo menos, aqui em O Estado do Tapajós, nós trabalhamos de acordo com a legislação.

Para encerrar. Nem tudo o que vem de Belém é boa coisa. Lembras que me impus com dificuldades para seguir uma linha editorial própria com a Província do Tapajós, sem interferência de Belém. Nunca permiti que o jornal fosse enviado “aberto” para Belém para evitar que o material fosse alterado. Será que “a super equipe” do Diário do Pará terá essa autonomia? Seria bom que publicasses esses nomes e também daqueles ou daquelas que estão nos bastidores desse empreendimento.
Abraços, Miguel Oliveira
"

Comentário do blog1: minha afirmação não teve em nenhum momento a intenção de menosprezar o potencial profissional do Miguel, que eu tenho reconhecido sempre onde se juntam profissionais da imprensa. Podemos ter discordâncias sobre metodologia comportamental no que se refere ao trato da notícia, mas nunca tivemos problema quanto a isso, até porque sempre houve respeito mútuo entre nós. Minha experiência de trabalho com Miguel foi gratificante, do ponto de vista funcional e reconheço que errei inclusive na informação sobre sua mudança de um jornal para o outro. Não é do meu feitio, há muito tempo, ter uma postura sectária em relação aos grupos de trabalho que tenha participado. Tanto é que hoje tenho bom trânsito em todas as empresas de comunicação (coisa que não tive no início de carreira, quando ainda estava na fase da porraloquice).

Comentário do blog2: quanto à contribuição que cada meio de comunicação pode dar ao desenvolvimento da cidade tenho minhas próprias convicções (utópicas, talvez), mas acho que não é o tipo de coisa que dá pra detalhar em um blog. Acho que precisamos nós, jornalistas, ter um fórum específico para isso, o que infelizmente é impossível nos dias de hoje, diante dos diversos interesses políticos e econômicos. Deixo o espaço aberto aos outros colegas que queiram se manifestar sobre o assunto.

Comentário do blog3: sobre a última consideração de Miguel concordo plenamente, mas aprendi a me ajustar à situação que exista, sem perder os princípios que norteiam meus conceitos éticos e morais. Em outras palavras, tenho a convicção de que é possível determinar novos rumos dentro de uma organização, mesmo que ela tenha surgido mal concebida. Passei por várias experiências, desde O Tapajós (onde conheci Jeso, Celivaldo e Vânia Maia), a Gazeta (onde trabalhei com os irmãos Carneiro), a primeira versão d´O Estado (quando convivi com o Admilton Almeida, de O Impacto) e por último na Província do Tapajós (com Miguel Oliveira), todas interessantes para o meu aprendizado e que em algum momento tiveram problemas localizados, como frisei em recente artigo publicado n´O Estado, quando da comemoração da 1000ª edição do jornal.
Comentário do blog4: quanto ao Diário, não cabe a mim comentar sobre a equipe e o que virá, até porque ainda nada se consolidou. Só o que posso adiantar (se ninguém ainda não sabe) é que fui convidado para somar a esse grupo e tentar com minha experiência consolidar um trabalho pautado pela ética. Disso não abro mão e espero poder manter essa filosofia, independente do que se possa conjeturar quando um novo jornal é lançado. Não será a primeira vez que ouvirei as mesmas afirmações, que podem desanimar qualquer projeto. Todos os jornais que citei acima foram “bombardeados" de alguma forma (e alguns até hoje são), mas todos sobrevivem, porque em todos pulsa a alma de jornalistas, muito embora não sejamos unidos, ou pelo menos, não queiramos nos desarmar sobre determinados temas...

Educação

O jornalista Sampaio Brelaz comanda neste momento, pela 94 FM, no programa Mesa-redonda, um interessante debate sobre investimentos na educação. Presenças dos professores Aldo Queiroz e Anselmo Colares.

Protocolo

Santarém assinou o Protocolo da Intenções do Ministério da Cultura (MinC) para participar do Sistema Nacional de Cultura, uma proposta que pretende revolucionar as atividades culturais do País.
O protocolo foi apresentado na reunião realizada na terça-feira no gabinete do coordenador de Culura, Roberto Vinholte, com a presença do secretário nacional de Articulação Institucional do MinC, o paraense Márcio Meira.
Além de Santarém, estiveram representados na reunião outros quatro municípios da região: Belterra, Óbidos, Itaituba e Juruti, sendo que este último trouxe à Santarém o próprio prefeito Henrique Costa. Por Itaituba, estava lá o diretor de cultura e cantor de origem nordestina, mas coração santareno, Nato Aguiar.
Participei da reunião a convite de Vinholte, como agente cultural e jornalista, e fiquei impressionado com a idéia apresentada por Meira. Trata-se de um projeto que pretende criar um Plano Nacional de Cultura (PNC), aos moldes do que já foi feito com a Educação. Tem várias etapas: a primeira é este contato com os municípios e Estados buscando a adesão à proposta. Ao assinar o Protocolo de Intenções, o município deve se movimentar para melhorar a gestão cultural.
A sugestão do MinC é que todos os municípios tenham um órgão gestor de cultura. Para municípios abaixo de 100 mil habitantes, basta criar uma coordenadoria ou diretoria de Cultura, acompanhada por um conselho municipal. Entre 100 mil e um milhão de habitantes (cidades de porte médio), como Santarém, a sugestão é que se efetive a criação de fundações culturais, para auto-gerir a politíca cultural do município, sem depender das escassas verbas dos orçamentos, e efetivar um conselho municipal ativo. Vinholte disse que já está no forno a Fundação Cultural de Santarém.
Aliado à essas atividades, os municípios vão realizar até outubro plenárias para escolha de delegados que participarão de encontro estaduais a serem realizados até novembro, de onde sairão delegados para o congresso Nacional de Cultura, que será realizado em dezembro deste ano, quando será votado o PNC.

25 anos

Falando em comemoração, outro grande jornalista santareno prepara um evento para registrar 25 anos de sua brilhante carreira.
Milton Corrêa, o popular Miltinho (jornal O Impacto), deve lançar nos próximos dias uma publicação falando sobre esta data. O trabalho está sendo organizado pela jornalista Albanira Coêlho (Jornal de Santarém e do Baixo-amazonas).
Desde já, parabéns ao Pequeno Grande Homem da imprensa santarena!

Ausência2

Está ficando difícil postar com mais freqüência no blog, em virtude do acúmulo de tarefas e da lentidão de minha conexão na NET.

No primeiro caso, dependo de uma reorganização de minha agenda (é o ônus de ser multifuncional, trabalhando no judiciário, investindo no jornalismo e participando ativamente de eventos culturais até como agente).

No segundo caso, devo mudar de provedor para não ter estes problemas. Até lá, terei que contar com a compreensão dos leitores do blog...

NÃO ME DEIXEM SÓ...
Leitora assídua do blo, comenta post "gato nas ondas do rádio":
"Jota, querido!
Saudades do Bazar Brasileiro! Eta tempo bom! Por que não aproveitas e voltas a fazer um programa daquele tipo? Com certeza, já tens uma ouvinte número zero.
Beijos, Carla"
Comentário do blog: não é uma hipótese descartada. Aliás, cheguei a conversar sobre isso com o colega Ormano Sousa (outro multifuncional...) há algum tempo. O problema está em organizar agendas e não prejudicar as demais atividades. Mas pode ter certeza que ainda este ano vou me esforçar para realizar isto. Estou com saudades do rádio (não sei se o rádio está com saudades de mim...) Aproveitando os 21 anos de profissão que comemoro este ano, quem sabe pinta um revival do Bazar?

terça-feira, 26 de abril de 2005

Reunião

O coordenador de Cultura de Santarém, Roberto Vinholte, realiza logo mais às 16h00 em seu gabinete, reunião com agentes culturais do município.

O encontro terá a presença do Secretário de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, Márcio Augusto Freitas de Meira, que vem colher informações e debater projetos culturais da região.

Sucursal

E por falar em "Diário do Pará", vem aí uma nova empreitada do jornal para a região: está agendada para a primeira semana de maio a inauguração da Sucursal Oeste do Pará do jornal, com sede em Santarém.
Uma equipe de peso foi montada para acompanhar as notícias da região e suprir com o noticiário regional, política, esporte e sociedade. O projeto prevê a criação de um tablóide específico para as notícias do oeste paraense que deve se chamar "Diário do Tapajós", e que inicialmente circulará duas vezes na semana até se consolidar como um produto para ganhar - quem sabe - vida própria.
A estratégia segue as mesmas características do que já foi feito por duas vezes pela antiga "A Província do Pará", que lançou na decada de 1980 um encarte chamado "Jornal de Santarém", que depois ganhou vida própria e seu espólio acabou no que hoje é o tablóide semanal "Jornal de Santarém e do Baixo-amazonas", do uruguaio Júlio César Aquistapase (leia-se Agência Amazônia) que hoje repesenta - ironia do destino - "O Liberal" na região, através de um encarte chamado "Liberal Oeste".
Há cinco anos, quando se preparava para o seu "canto do cisne", o jornal "A Província" criou outro produto regional: "A Província do Tapajós", comandada por Miguel Oliveira que depois deixou o projeto e com o know how adquirido lançou o jornal "O Estado do Tapajós".
O desafio do "Diário" é, além de fazer frente a "O Liberal", como já vem fazendo em Belém e aqui mesmo (onde as vendas tem sido mais expressivas do que as do Liberal), consolidar-se como um produto noticioso que dê um novo impulso na comunicação local, tão saturada por pelo menos uma dezena de semanários ou quase diários, sendo que muitos existem precariamente e dependem exclusivamente de verbas públicas para sobreviver, afetando, às vezes, sua linha editorial.
Pode-se afirmar que atualmente destacam-se entre todos apenas três: o já citado "O Estado do Tapajós", "A Gazeta de Santarém", e "O Impacto". Estes dois últimos inclusive com a versão on-line. A do Estado está temporariamente fora do ar, aguardando um projeto de reestruturação.
Que venha "O Diário do Tapajós", e que se torne em breve, realmente diário...
Comentário do Blog: por falar em diário, Celivaldo Carneiro (leia-se "Gazeta"), sonha também em transformar seu semanário em diário. Santarém só tem a ganhar se todos os projetos descritos acima se concretizarem. O leitor espera por mais qualidade de informação e menos bate-boca entre editores, acirradas pela paixão política dos grupos a que pertencem... Mas isso faz parte da nossa condição provinciana (se até na "metrópole" os dois grandes se digladiam, que dirá aqui na Tupaiulândia...).

Concurso TRE


Rômulo Nunes TRE
Originally uploaded by Jota Ninos.

Se depender do desembargador Rômulo Nunes (foto), atual presidente do Tribunal Regional Eleitoral, haverá concurso para novas vagas para o TRE em todo o Estado, antes do mês de julho.

Em entrevista concedida ao jornal Diário do Pará, edição de domingo, o desembargador confirmou que o edital está prestes a sair e que devem ser oferecidas de 172 a 174 vagas para os níveis médio e superior.

Ele disse ainda que atualmente o TRE conta com cerca de 300 funcionários efetivos, e alguns "emprestados", quantia insuficiente para dar uma cobertura mais eficiente aos trabalhos eleitorais no Pará, que segundo ele é o 10º maior colégio eleitoral do Brasil!

O desembargador disse ainda que a data do concurso está na dependência da UNB - Universidade de Brasília que será a responsável pelas provas, através do CESP - Centro de Seleção e de Promoção de Eventos, já que a entidade (uma das mais respeitadas do Brasil) está com seu calendário abarrotado de concursos.

Há comentários de que os salários devem girar em torno de R$ 2.700,00 (nível médio) e R$ 3.500,00 (nível superior).

A reação católica


Hallel
Originally uploaded by Jota Ninos.

Grupos carismáticos da igreja católica vem esboçando uma reação ao avanço das igrejas evangélicas em todo o Brasil, seguindo modelo do padre Marcelo. Em Santarém, o Cristoval é a personificação dessa verdadeira cruzada pela reconquista do rebanho cristão santareno, durante o período momesco.

A partir de maio, os católicos da região terão uma nova opção para atrair principalmente a juventude: será inaugurado a Hallel Clube: a primeira danceteria 100% católica do norte do Brasil, que será comandada pelo ex-radialista Tony Sá (com quem trabalhei na Rádio Tropical em 1986).

A palavra Hallel vem do aramaico e significa "cântico de louvor a Deus". Os salmos 112 (113) a 117 (118) (Pequeno Hallel), o 135 (136) (Grande Hallel) e o 150 (Hallel Final) fazem referência à exaltação dos cantos e da música, como ação de graças pela vitória de Deus.

HALLEL é um evento cristão destinado a milhares de pessoas com um único objetivo: “Celebrar a Vida em todas as suas dimensões”. Segundo os promotores desse tipo de evento que vem se espalhando entre a juventude católica no Brasil, ao contrário das "raves" (outra febre juvenil que nada tem de cristã...) não são servidas bebidas alcoólicas, nem são consumidas drogas e nem brigas acontecem.

Tony prevê que a inauguração da Hallel Clube de Santarém aconteça em meados do próximo mês, num dos espaços existentes no Amazon Park Hotel (provavelmente onde funcionou - pura ironia - um espaço Gospel que não deu certo). Ele esteve em Belém, recentemente, reunindo com o DJ Rayman Assunção a fim de obter o apoio da agência Projeto Sacrário, que prontificou-se a dar todo o suporte, como CDs, vinhetas e softwares para a estruturação sonora da casa noturna.

Para os organizadores, "a Hallel Clube é mais uma grandiosa inspiração do divino Espírito Santo para que as bênçãos do Céu venham ser derramadas sobre uma massa de jovens e adolescentes através de um novo método de evangelização: a 'balada santa'."

Comentário do Blog: a FunHouse e a Toca das Tribus que se cuidem...

segunda-feira, 25 de abril de 2005

Para todos os males... Veríssimo

Essa é do grande "gigolô das palavras":

A Pessoa Errada

Pensando bem
Em tudo o que a gente vê, e vivencia
E ouve e pensa
Não existe uma pessoa certa pra gente
Existe uma pessoa
Que se você for parar pra pensar
É, na verdade, a pessoa errada.

Porque a pessoa certa
Faz tudo certinho
Chega na hora certa,
Fala as coisas certas,
Faz as coisas certas,
Mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas.
Aí é a hora de procurar a pessoa errada.

A pessoa errada te faz perder a cabeça
Fazer loucuras
Perder a hora
Morrer de amor

A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar
Que é pra na hora que vocês se encontrarem
A entrega ser muito mais verdadeira

A pessoa errada, é na verdade,
aquilo que a gente chama de pessoa certa

Essa pessoa vai te fazer chorar
Mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas
Essa pessoa vai tirar seu sono
Mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível
Essa pessoa talvez te magoe
E depois te enche de mimos pedindo seu perdão
Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado
Mas vai estar 100% da vida dela esperando por você
Vai estar o tempo todo pensando em você

A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo
Porque a vida não é certa
Nada aqui é certo
O que é certo mesmo, é que temos que viver
Cada momento
Cada segundo
Amando, sorrindo, chorando, emocionando,
pensando, agindo,
querendo,conseguindo

E só assim
É possível chegar àquele momento do dia
Em que a gente diz: Graças à Deus deu tudo certo

Luis Fernando Veríssimo


Pixinguinha

Nerivaldo César, ex-jornalista e oficial de Justiça, leitor assíduo do blog, comentou comigo nos corredores do Fórum sobre o projeto Pixinguinha - QUE NÃO PODEMOS PERDER, NESTA TERÇA-FEIRA - retificando nota que postei aqui sobre o show: o projeto realmente passou por aqui na década de 80, mas em seu ressurgimento no ano passado, pelo menos um show foi realizado aqui (exatamente com essa equipe de agora).

César foi um dos poucos santarenos a assistir aquele show que finalmente retornava à Santarém, novamente no palco da Sygnus, já que na hora houve problemas técnicos que acabaram atrasando a apresentação em duas horas!

Conclusão: o público trocou os finalmentes pelos entretantos...

domingo, 24 de abril de 2005

Conservação

O IEB - Instituto Internacional de Educação do Brasil, sediado em Brasília, criou o programa BECA - Bolsas de Estudo para a Conservação da Amazônia, com o apoio da ONG norte-americana Fundação Gordon and Betty Moore.
Através deste programa, o IEB concederá bolsas de estudo para profissionais, técnicos, estudantes e instituições engajados na conservação, uso sustentável e repartição dos benefícios oriundos da biodiversidade na Amazônia brasileira.
As bolsas destinam-se ao aperfeiçoamento acadêmico de estudantes de nível médio, de graduação e pós-graduação, pesquisadores, líderes comunitários e técnicos de organizações governamentais, não-governamentais e privadas, que atuam em áreas relacionadas à conservação da biodiversidade na Amazônia brasileira, permitindo-lhes aprimorar o seu desempenho profissional.

O Edital do BECA informa que o(a)s candidato(a)s ao Programa BECA devem ser cidadã(o)s brasileira(o)s ou residente legal permanente no Brasil; ter compromisso com a Amazônia brasileira ou nela atuar, desenvolvendo pesquisas e/ou ações relacionadas à conservação da biodiversidade na região; estar matriculado(a), ter sido admitido(a), ou ser candidato(a) na instituição acadêmica ou programa de treinamento em que deseja estudar e se capacitar; e, desenvolver estudos em uma das disciplinas das Ciências Naturais ou Sociais com ênfase na conservação da biodiversidade na Amazônia brasileira.
Comentário do blog: Santarém é hoje um dos principais focos da atuação de ONG´s ambientalistas. Não devem faltar candidatos às bolsas do IEB por aqui...

Gato nas ondas do rádio

O colega radialista Alfredo Seixas (Rural AM) tornou-se leitor assíduo do blog e destaca as principais notas aqui publicadas em seu programa dominical "Espaço Cultural", que vai ao ar naquela emissora das 19 horas às 21 horas.
Ele estreou registrando, no domingo passado, o post "Mota e o gato" e relembrou dos tempos em que trabalhamos juntos, na década de 1980, na produção do programa Plantão da Cidade (o primeiro programa policial do rádio santareno e com a maior audiência da época) e, também, quando eu fazia o programa Bazar Brasileiro, com Dornélio Silva, no horário hoje ocupado por Seixas.
É bom saber que pelo menos os companheiros da Rural lembram daqueles bons tempos, pois aquela geração (eu, Dornélio Silva, Erasmo Moura, Sérgio Henn, Anselmo Colares, Ormano Sousa e outros) que inovou o jornalismo radiofônico santareno foi praticamente riscada da história da rádio, pois sequer um desses nomes foi citado na revista comemorativa dos 40 anos da emissora, publicada ano passado.
Mas falando em gato, Mirika Bemerguy, por telefone, corrigiu e agradeceu falha minha no post "O gato da Mirika": como a história que ela contou referia-se a uma cadela e não a uma gata, o título estava errado, mas se eu tivesse postado certo criaria um título ambíguo...