quinta-feira, 5 de abril de 2007

"Honestidade intelectual"

Recebi o seguinte e-mail, sobre a notícia anterior e publico:

Jota Ninos.
Não sei se por desinformação ou leviandade trouxestes o nome do jornal O Estado do Tapajós ao teu texto sobre o grupo Olho D’Água.
Se tivesses o mínimo de honestidade intelectual, deverias informar aos teus leitores que esse assunto foi manchete de capa do jornal na última quarta-feira (PMS dá calote em grupo teatral).
Afirmar que a Sívia Vieira é a editora de O Estado do Tapajós é uma prova de quantos andas ou te fazes de desinformado. O nome do editor do jornal é Paulo Leandro Leal, desde 3 de janeiro de 2007.
Sem mais,
Miguel Oliveira - Jornalista(Reg Fenaj 581)
Minha resposta:
Miguel, realmente cometi um pequeno lapso em relação à Sílvia, mas logo depois de postar a notícia inseri um "ex" na frente (não sei onde ela está trabalhando hoje e a última referência era o teu jornal). Numa coisa realmente tens razão: ando muito desinformado, por falta de tempo em meu trabalho e não tenho lido nenhum jornal, nem mesmo no qual escrevo!
Recebi o e-mail do Élder e publiquei, assim como provavelmente o fizeste (já que foi um comunicado à Imprensa). Se O Estado do Tapajós foi o primeiro a divulgar, parabéns! Meu pobre blog não tem intenção de competir com ninguém.
Minhas desculpas se te causei algum transtorno. Não foi minha intenção, nem tampouco foi leviandade (se assim fosse nem teria enviado a informação do que postei no meu blog por e-mail pra ti, pois aí seria no mínimo burrice minha...).
Vou incluir teu comentário no meu blog como demonstração de minha "honestidade intelectual". Não tenho problema com isso.
Abraços fraternos,
Jota Ninos

15 comentários:

Anônimo disse...

Ninos, ainda existe esse jornal citado por esse cara? Continua a tua trajetória, mais rica, mais democrática, mais honesta, em todos os sentidos. E mais: sem vergar para os poderosos a tua espinha.

Ex-jornalista do Estado

Val-André Mutran disse...

Errar é humano. Não pedir desculpas, é burrice. Ser humilde é divino. Continuar na peleja é para Semi-Deuses.
Penso que o Miguel pegou pesado, talvez pelo fato de colaborares com o Diário do Pará, concorrente do jornal dele ai.
Há que Miguel amadurecer e disputar o mercado mais sobriamente.
E se ele for inteligente como acredito que seja, faria uma oferta prá você dobrando os honorários pagos pelo concorrente.
O resto é conversa de comadre.
- Miguel. Contrate o homem, Miguel!

Jeso Carneiro disse...

Já que o tema é "honestidade intelectual", Jota Ninos, quero denunciar aqui neste blog que a matéria que levantei em meu blog sobre a dispensa da licitação feita pela Prefeitura de Santarém, e que, noutra ponta, envolve a Saneng foi "roubada", de maneira inescrupulosa pela folha cipoalense. Fizeram até uns floreios, mas a essência do material que coloquei no blog foi descaradamente surrupiada. Lembra daquele ditado, faça o que eu digo, mas não o que faço, pois bem, cabe como uma luva neste caso.

Anônimo disse...

Jota Ninos, ninguém é dono dos fatos.

Compare os textos e tire suas conclusões.

Grato,

Miguel





EMERGÊNCIA SUSPEITA EM CONTRATO PARA ILUMINAÇÃO PÚBLICA



Paulo Leandro Leal

repórter

14.04.2007




Há cerca de 15 dias a prefeita Maria do Carmo lançou com pompa, na Câmara Municipal, o programa 'Luz na Minha Rua'. No mesmo dia, foi anunciado que a prefeitura contratou a empresa Saneng para dar manutenção na iluminação pública da cidade. A secretária de Infra-Estrutura, Alba Valéria Lima, disse que houve dispensa de licitação porque o contrato seria emergencial, de 90 dias. No entanto, descobriu-se que agora que a emergência vai durar o período de seis meses, o dobro do anunciado pela secretária.

Nesta quarta-feira, 11, a prefeitura publicou no Diário Oficial do Estado (DOE) os extratos do contrato entre a Seminf e a Saneng e da dispensa de licitação por motivos de emergência. Pelo contrato a Seminf vai pagar à empresa R$ 450 mil em seis meses, contados à partir do dia 15 de março. Os serviços contratados são de manutenção de iluminação pública municipal e os recursos serão da prefeitura municipal e da própria Secretaria de Infra-estrutura. Pelo contrato, são R$ 75 mil por mês, R$ 2,5 mil por dia, para os serviços contratados.

O extrato de dispensa de licitação 002/2007 justifica a dispensa em duas palavras: regime emergencial. Segundo a própria Seminf, os serviços de manutenção da iluminação pública eram realizados pela concessionária de energia elétrica, a Rede Celpa, que repassou os serviços para o município. No lançamento do programa "Luz na Minha Rua", a secretária Valéria disse que, como o município não possui equipamentos e pessoal para realizar o serviço, teve que contratar uma empresa em regime de emergência para dar manutenção na iluminação pública da cidade.

A prefeitura fundamenta a dispensa de licitação na Lei 8666/93, a chamada 'lei das Licitações', que prevê contratos emergenciais no prazo máximo de 180 dias. Segundo a lei, o procedimento pode ser usado nos casos de emergência ou de calamidade pública, quando caracterizada urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a segurança de pessoas, obras, serviços, equipamentos e outros bens, públicos ou particulares. A lei prevê que a contratação somente dos bens necessários ao atendimento da situação emergencial ou calamitosa.

Sob uma primeira análise o processo de dispensa de licitação parece tão claro quanto uma rua bem iluminada. No entanto, considerando que a prefeitura havia sido avisada no ano passado que a Celpa entregaria o serviço ao município, o contrato emergencial está mais obscuro que as ruelas sem iluminação pública da cidade. A própria prefeita Maria do Carmo sabia, desde o ano passado, com bastante antecedência, que a Celpa entregaria a responsabilidade da manutenção do serviço para o município.

Em agosto do ano passado, a prefeita convocou uma coletiva com a imprensa santarena para informar que havia pedido à Celpa um prazo maior para que o serviço fosse repassado à prefeitura. Segundo Maria do Carmo, a empresa queria entregar a manutenção da iluminação pública para a prefeitura em outubro do ano passado, mas o poder público municipal não tinha condições de assumir o serviço naquela época, por falta de equipamentos e pessoal necessários para a tarefa.

A prefeita chegou a pedir à concessionária de energia elétrica que assumisse por mais dois anos a responsabilidade pela manutenção da iluminação pública na cidade, mas a empresa se responsabilizou em fazer o serviço até março deste ano. Portanto, desde o ano passado a prefeitura tem conhecimento que ficaria responsável pelo serviço, tempo suficiente para comprar equipamentos, contratar e treinar pessoal para a realização do serviço de forma direta pela prefeitura, sem a terceirização.

Os mais de seis meses também foram suficientes para a Secretaria de Infra-estrutura realizar uma licitação para o serviço, já que o governo municipal tinha conhecimento que receberia o serviço da Celpa. No entanto, durante todo este tempo nada foi feito e agora a prefeitura anuncia a contratação da empresa sem licitação por um prazo de 180 dias. Serão seis meses de emergência, apesar de que apenas dois ou três meses seria tempo suficiente para a realização de um processo de licitação pública. A transparência tão prometida pelo governo petista, foi coberta pela escuridão.

Jeso Carneiro disse...

Verdade, Jota, ninguém é dono dos fatos. Só agora é que a folha cipoalense chegou a essa - tardia -conclusão. Não enxergou isso quando publicaste o comunicado do grupo teatral, a partir de nota enviada pro teu e-mail.
Quanto à matéria da Saneng, ratifico: a essência do fato (dispensa de licitação) está presentes tanto na minha nota, publicada no meu blog em primeira mão, como na matéria da folha cipoalense.

Anônimo disse...

Jota Ninos,

No texto que escrevi e que foi publicado em O Estado do Tapajós(14 de abril), que o Miguel Oliveira vai mandar para teu conhecimento e leitura, está citada a fonte da dispensa de licitação para a contratação da Saneng: edição de 11 de abril de 2007 do Diário Oficial do Estado. Mais público que isso, impossível.

Trata-se, no entanto de uma suíte. Já havia publicado matéria sobre o contrato emergencial para a iluminação pública de Santarém. Foi no início do mês. Mesmo assim não me considero dono da notícia, como tenta se passar o queixoso, e nem me vanglorio de ter dado o 'furo'. O que fiz, com base em documento oficial, obtido dia 11 de abril, foi mostrar ao leitores que a secretária Alba Valéria mentiu quanto ao prazo do contrato. Os 90 dias informados anteriormente ao jornal saltaram para 180 dias. E alertei os leitores que a dispensa, em caráter emergencial, foi um artifício da Seminf. A Prefeitura teve tempo de sobra para providenciar a licitação, mas não o fez. Mente descaradamente quem diz que deu a notícia com exclusividade.

Como não leio as porcarias que o queixoso escreve na internet, não posso comentar sobre o teor dessa mesma notícia que ele alega ter dado. A não ser que, por dever de ofício, tenha que tomar conhecimento através de terceiros sobre as inverdades que ele escreve.

Nem sei se o queixoso teve a 'honestidade intelectual' de citar no texto que ele diz ter publicado que essa notícia teve como fonte o Diário Oficial. Citar a fonte é regra elementar do jornalismo.

Repilo veementemente a acusação de que a matéria foi ‘roubada’ do site do queixoso. Falta-lhe preparo intelectual e idoneidade moral para assacar aleivosias sobre o jornal do qual sou editor-chefe.

Até porque não foi O Estado do Tapajós que foi proibido pelo Lúcio Flávio Pinto, no ano passado, de republicar no site dele os textos do autor.

Paulo Leandro Leal

Editor-Chefe de O Estado do Tapajós

Anônimo disse...

Jota Ninos.

Não gosto do direitista-reacionário Paulo Leandro Leal, mas é preciso considerar, no caso em tela, que a matéria feita por ele é consistente, baseada em informações oficiais e com muitas informações importantes para entender o caso. É um ataque ao governo da Maria do Carmo, sem dúvida, mas um ataque direto e esclarecedor. Li a nota publicada no site do Jeso Carneiro, esta superficial, apenas informando a dispensa da licitação, que em si mesma não é uma notícia, uma vez que, como bem explica a matéria do Paulo Leandro Leal, é aplicável em alguns casos.
O jornalista Jeso Carneiro não informou os motivos da dispensa de licitaçao, não contextualizou a notícia, como a materia do jornal O Estado do Tapajos. É injustificável sua furia, ainda mais se ele tinha conhecimento prévio de informações como as divulgadas pelo Paulo Leandro Leal. Fica parecendo que estas informações seriam uma espécie de trunfo em suas mãos, isso sim, que não é bom para o jornalismo. Não gosto do Paulo Leandro Leal, por seu posicinamento político ideologico, mas neste caso é preciso reconhecer que não lhe faltou honestidade intelectual. Muito pelo contrário, praticou um bom jornalismo.

Um abraço.
(estudante de jornalismo)

Jeso Carneiro disse...

O(a) estudante de jornalismo precisa considerar os meios onde foram publicados os fatos, no meu caso, um blog, que requer texto curtos, e, no caso de Paulo Leandro, um jornal, onde se pode detalhar mais e mais. Minha análise sobre o "honestidade intelecual" continua, pois sem remendos. De pé: a jornal cipoalense bebeu na fonte do meu blog para fazer a matéria. Que é, sem dúvida, e isso não desconsidero, mais longa, com mais dados, mas sem mascarar a essência estampada na nota deste blogueiro: a dispensa da licitação.

Dayan Serique disse...

Notícias sobre o mesmo fato, não tem como não parecer cópia, porém isso não pode se chamar de roubo ou apropriação intelectual.
Não somos os donos da verdade e seria muita pretensão de quem quer que seja pensar assim. Devemos caminhar mais próximo, sem essa cruzada em torno de verdades pessoais.
Na vida erramos e acertamos e com a experiência de nossos erros devemos aplicar em nosso dia-a-dia.
Devemos divergir vez ou outra, porém o respeito pela opinião contrário deve ser um exercício de tolerância e um convite a reflexão. Será que realmente estou com a verdade?
Longe de querer transformar essa discussão em água com açúcar, mas o que percebo é que tudo isso não passa de briga de vaidades feridas....
Assim sendo, vamos continuar trabalhando, levando informação com seriedade, proporcionando aos nossos leitores uma gama de informações e ele por sí mesmo chegue a sua própria verdade...

Anônimo disse...

Jota Ninos,

Por quê o queixoso não assume que tanto a nota dele quanto parte da minha matéria foram extraídos do Diário Oficial?
As datas não mentem. O diário é do dia 11, está na internet desde a madrugada. A nota do blog foi postada pela manhã do mesmo dia, segundo me informou um amigo.
Desafio o queixoso a inserir nesta caixa de comentário a nota dele com o horário de postagem.

Abaixo o texto do D.O.E:

DIÁRIO OFICIAL Nº. 30902 de 11/04/2007

PARTICULAR

PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTARÉM

SECRETARIA MUNICIPAL DE INFRA-ESTRUTURA - SEMINF

EXTRATO DISPENSA DE LICITAÇÃO - Nº 002/2007-SEMINF

Contratante: Município de Santarém/Secretaria Municipal de Infra Estrutura. Contratado: SANENG – Santarém Engenharia Ltda. Objeto: Manutenção de Iluminação Pública. Justificativa: regime emergencial. Valor: R$ 450.000,00 (quatrocentos e cinqüenta mil reais). Fundamento legal: Art. 24, IV, da Lei 8666/93 e alterações posteriores.

Santarém (PA), 05 de março de 2007.

Arqtª Alba Valéria Jorge Lima

Sec. Municipal de Infra Estrutura

Decreto nº 013/2005

O queixoso, sem argumentos, tenta enganar a si próprio, já que todos os leitores deste espaço já perceberam que ele não deu a notícia em primeira mão. Até os estudantes de jornalismo perceberam isso.
Quem deu a dispensa de licitação para a contratação da Saneng foi o jornal O Estado do Tapajós do dia 21 de março, edição nº 1446, página 3, portanto há um mês, justamente a edição que denunciou o calote da prefeitura de Santarém a um grupo teatral.
Se desde março o jornal O Estado do Tapájós já tinha obtido a informação e publicou a notícia da dispensa de licitação no dia 21, com informações da própria Alba Valéria, por que, então, precisaria recorrer uma fonte sabidamente inidônea e desatualizada, que segundo o próprio queixoso diz, publicou essa mesma notícia SOMENTE NO DIA 11 DE ABRIL?

Paulo Leandro Leal
Editor-Chefe de O Estado do Tapajós

Anônimo disse...

Concordo com o Dayan, até porque acho que a notícia é a "prostituta dos jornalistas" da mesma forma com um dia o crônista Luis Fernando Veríssimo se considerou "gigolô das palavras".
Ninguém é dono delas (notícias e palavras), mas cada um pode usá-las para os seus próprios propósitos.
Vejo nesse debate aqui no blog do Ninos, principalmente entre o pessoal da Gazeta e do Estado do Tapajós algo mais do que uma simples disputa pela primazia da informação, e sim um embate ideológico e partidário que vem se desenrolando no jornalismo local há alguns anos entre grupos antagônicos que têm como porta-vozes dois grupos de jornalistas, de um lado o Miguel Oliveira (e recentemente, seu editor Paulo Leandro) e do outro os irmãos Jeso e Celivaldo Carneiro.
Essa disputa saiu dos limites éticos com achincalhes entre as partes que se auto-acusam até com palavras de baixo calão em seus jornais e que vez por outra (como agora) digladiam-se virtualmente com a mesma voracidade por motivos fúteis, como se pode ver nos textos que os dois lados estão inserindo aqui.
Acompanho os dois jornais e acho que cada um tem informações importantes para o contexto vivido hoje no município - inclusive até se unem contra o governo do PT, já que representam grupos políticos fora dessa esfera - mas essa disputa verborrágica em nada contribui para o engrandecimento do jornalismo.
Que referencial querem criar à nova geração de jornalistas que vão sair da FIT e do iespes?
Até onde vão levar essa briguinha que acaba os desqualificando como jornalistas?

Jander Amaral

Anônimo disse...

Jota Ninos,
Como fui citado, aqui vai minha resposta:

Quer dizer Jander Amaral que "os dois jornais, inclusive, até se unem contra o governo do PT"?
Acho que você está lendo jornais de outras cidades, porque em Santarém O Estado do Tapajós, pelo que sei, foi o único veículo que não capitulou financeiramente e editorialmente ao governo municipal.
Soube, por terceiros, que o pasquim ao qual você se refere não publica uma linha sobre os desmandos do PT no município. Por quê será, hein, caro Jander?
Será que você leu naquele tablóide as matérias sobre o não pagamento do dinheiro ao grupo Olho D'água ou mesmo uma matéria completa sobre a suspeitíssima dispensa de licitação para a contratação da Saneng? Ou sobre as demissões dos garis e rebaixamento de professores à condição de estagiários? Isso só para ficar com exemplos mais recentes.
Na outra ponta da informação, foi O Estado do Tapajós quem revelou, na última quarta-feira, que o contrato da Prefeitura com a Cosanpa vai durar apenas três anos, mesmo tendo dificultado pelos detentores do poder municipal o acesso a esse tipo de informação. Isso é fazer jornalismo, sem prostituir ou deixar-se prostituir.
Sei, no entanto, que o jornal O Estado do Tapajós comete erros, mas nem por isso admito nivelar o jornal aquele pasquim. Estamos abertos a retificar uma notícia, a dar voz a quem se sentir prejudicado, desde que em tom respeitoso e civilizado, o que não se consegue em muitos casos. Não somos donos da verdade. Mas quando erramos, assumimos que erramos.
Por contar com bons profissionais é que o Estado do Tapajós há muitos anos assumiu a dianteira na vendagem de jornais em toda a região Oeste do Pará, fato que é uma verdadeira espinha atravessada na garganta dos que se consideram desafetos do jornal. Entra governo, sai governo, municipal ou estadual, O Estado do Tapajós continua com a mesma linha editorial quando começou há quase 7 anos.
Em O Estado do Tapajós você lê sim críticas à prefeita Maria do Carmo e seu governo, mas também lê matérias sobre os assuntos da prefeitura de Santarém, sem que para isso seja preciso que a prefeitura pague algum tostão ao jornal. O mesmo vale para o governo do estado, com a ressalva de que o jornal não foi cortado da mídia estadual, como ocorre em Santarém.
Quanto à questão política, nem tudo que reluz é ouro. Tenho sim preferências político-partidárias. Sou um cidadão como você. Minha opinião pessoal nem sempre é a mesma opinião do jornal. Pergunte ao Ercio Bemerguy se ele sofre alguma censura por criticar meus amigos? Ou se recebe algum incentivo para criticar meus desafetos?
Quem conhece minha carreira - de quase 30 anos - sabe que travei memoráveis polêmicas com o senador Jarbas Passarinho, através de A Província do Pará. Por causa disso, cheguei a ser desligado de uma comitiva do presidente Figueiredo, em Macapá, em 1983, por pressão de Jarbas. Depois, tudo ficou esclarecido. Hoje, mesmo divergindo sobre o conteúdo de quase tudo que ele pensa, Jarbas Passarinho é um dos principais colunistas de O Estado do Tapajós.
Voltando ao assunto principal. Não há disputa alguma, meu caro Jander. Até porque não há o que disputar. Quem começou essa falsa polêmica sobre a primazia da informação sobre a Saneng não foi o jornal. O que o jornal fez, através de seu editor-chefe, foi repor a verdade para impedir que uma descarada mentira passasse ao público como verdade. Mas lamento que até você tenha acreditado nessa balela, pois tentou a todo custo, em seu texto, minimizar esse fato.
Por isso, em parte, seu comentário é descabido pois revela que, ao contrário do que você supõe, suas análises não encontram respaldo nos fatos atuais.
Quanto ao queixoso, saiba ele que O Estado do Tapajós jamais precisará beber a água impura do falso jornalismo que, segundo dizem, o blog dele jorra impunemente no espaço virtual.
Ao Dayan Serique: fica aqui o registro de que respeito a sua opinião.
Quanto ao Val-André, ele recebeu um e-mail meu e acusou seu recebimento, agradecendo meus esclarecimentos.
Para o Jota Ninos: obrigado pela informação via telefone sobre a praça Tiradentes, tema de matéria publicada na edição deste sábado do jornal.
Por fim, ao Jander Amaral. O que desqualifica um profissional é publicar mentiras. O que qualifica um jornalista é desmascarar mentiras. Os textos inseridos aqui nesta caixa de comentários pelo Paulo Leandro e por mim não são 'futilidades' como você afirma. São verdadeiros. E, pelo visto, a verdade incomoda muito.

Miguel Oliveira
Jornalista (Reg. 581 DRT-Pa)

Anônimo disse...

Comentei com Miguel, por telefone,minha impressão sobre o episódio da honestidade intelectual.Tenho a mesma opinião de Val-André, Jota.
Quanto a matéria sobre a iluminação pública - mais uma prova da incompetência da gestão Beiçola - é visível a maior quantidade de informações no Estado do Tapajós.

Juvêncio Arruda

Jeso Carneiro disse...

Ratifico mais uma vez: a folha cipoalense foi beber no meu blog a matéria que o senhor Paulo Leandro Leal fez, mais tarde, na edição impressa do jornal. Foi lá que ele viu pela primeira vez a informação e foi atrás de mais dados. Se diz o contrário, mente. Como mente o dono/lua-preta do jornal. Bebeu, bebem e maquiam com constãncias notas e informações que publico no blog.

Anônimo disse...

Jota Ninos,
O queixoso além de mentiroso, é analfabeto.
Dia 21 de março o Estado do Tapajós publicou matéria sobre a dispensa de licitação para a contratação da Saneng. Está escrito lá no texto, publicado à página 3, daquela edição, sobre o programa Luz na Minha Rua. Desafio o queixoso a me desmentir.
Ele é mentiroso porque publica mentiras. Analfabeto porque não sabe fazer conta e nem olhar o calendário. O dia 21 de março, data da primeira matéria do jornal, antecede em 20 dias o dia 11 de abril, que segundo dizem, foi a data em que o queixoso publicou a burocrática nota sobre a contratação da Saneng com dispensa de licitação. Quem leu a nota dele diz que mais parecia uma nota colada do diário oficial.
Isso é fato. Contra fatos não há argumentos.

Miguel Oliveira