terça-feira, 30 de maio de 2006

Mais reações à "Casa da Mãe Joana"

Esse artigo vai mesmo dar o que falar. recebi duas mensagens para o Blog sobre toda a polêmica envolvendo minha reflexão:
Agradeço ao Jeso (aliás, ambos só conheço há anos pelo nome!) por ter me aguçado a curiosidade e ter me direcionado a seu blog... Bela reflexão!!!
Nada como boas idéias, boa escrita que direcionem a bons debates e quem sabe grandes atitudes!
São os bons frutos da tecnologia!
Parabéns pelo blog.
Michela
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Caro Jota:
Não poderia deixar de passar pelo blog (coisa que faço sempre) sem deixar minha impressão sobre o artigo "Santarém a Casa da Mãe Joana". Confesso que não gostaria de fazer reflexões acadêmicas aprofundadas sobre o momento em que passamos. Na verdade é mais uma consideração de um caboclo inquieto com a realidade.
Acabei de retornar depois de 12 dias do Mato Grosso (Sorriso, Lucas do Rio Verde e Sinop). Fui com um grupo de professores de Universidades da Amazônia participar de um projeto de capacitação de agentes ambientais públicos financiados pela ADA e Executado pela UFRA. Foi uma experiência fantástica. Seria bom que todos os envolvidos nos debates sobre o tema pudessem ir ao MT pra ver a realidade de uma sociedade "dependente quimicamente" da soja que vive a angústia de dormir milionária e acordar miserável. Poderíamos nos encontrar em algum bar para conversarmos mais, como tu dizes em teus artigos, mas no momento refiro-me ao artigo "A Casa da Mãe Joana".
Na verdade o que tu escrevestes era que eu estava pensando a algum tempo. Quando liguei a televisão no hotel em Cuiabá, na volta, e vi em cadeia nacional o ocorrido no porto graneleiro da Cargill comecei a pensar naquele momento sobre nós caboclos e "verdadeiros donos do pedaço" sermos espectadores de conflitos entre os "Curupiras do mundo" e os propositores do "progresso e do desenvolvimento".
Sinto-me um pouco frustrado como nativo e como professor (tentando ser educador e não um vendedor de aulas). Como nativo por ver que pra nós é dada a opção de ser "contra" ou "a favor" de algo e como professor de ver as Universidades (será que todos os reitores e diretores entendem o verdadeiro papel das universidades?) alienadas a realidade local e regional.
Acho o momento que a cidade e a região estão passando, propício para que possamos debater o desenvolvimento. As Instituições de Pesquisa, as Universidades e a sociedade amazônica sabem como cuidar sim da região, basta simplesmente elas serem chamadas. Enquanto isso, mesmo agnóstico que sou, só me resta pedir à Mãe Conceição que o nosso torrão não vire a Casa da Mãe Joana.
Podalyro Neto
Professor Universitário
Eng. Agrônomo
Ms. Eng. Ambiental
Caboclo do Lago Grande

Um comentário:

Juvencio de Arruda disse...

Jota, meu caro.Quase não estou parando em casa, de modo que mando uma pequena contribuição ao debate encaminhando um artigo de um professor dos bonstempos de mtodista.
Para sua reflexão,e de seus leitores.

http://www.paranegocios.com.br/artigos_cont.asp?id=6